Cliente não é patrão

por Diego Fernandes de Oliveira

Argumente sempre e ganhe pontos com o seu cliente

Você acaba de fazer aquele site maravilhoso, cheio de estilo e envia o link para o cliente. E logo vem o bombardeio, com direito a granadas e misseis, “Então, não gostei muito, estou enviando um lista com algumas alterações por e-mail, até logo”.

Chega a bíblia de Gutemberg (uma lista repleta de alterações), você faz aquela cara de quem comeu e não gostou, engole seco e prossegue. Faz todas alterações e reenvia o link para o cliente, ele insatisfeito retorna “Então amigão, não era bem isso, falei com o meu filho, e ele separou mais algumas pequenas alterações”.

É um ciclo muito comum no desenvolvimento web e em outras áreas, todos sabemos. Porém o que os clientes não sabem é até que ponto isso é benéfico para o seu trabalho. Seguimos um briefing elaborado com as respostas dadas pelo cliente, logo sabemos que através do mesmo e muita pesquisa, conseguiremos encontrar uma solução.

O que o cliente não sabe, é que muitas vezes alterações solicitadas por capricho podem destruir seu negócio (produto, marca etc.). Coisas como utilizar cores carregadas em um e-commerce, podem ser um tiro no pé. Botões de comprar que não contrastam com o layout, idem. E o que dizer das informações sobre o processo da compra em fontes microscópicas, de apenas 7 pontos? Podem atrapalhar sua mãe a comprar aquela geladeira que está na promoção, que tanto gostaria de adquirir.

Imagine que, por sugestão do seu cliente, foi inserida uma fonte minúscula com as informações de conclusão do processo de compra, sua mãe não conseguiu ler e muito menos compreender o que estava escrito. Resultado? Deixou de fazer a compra através do site e foi adquirir a geladeira com o valor exponencialmente maior, na loja física do concorrente.

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“Tem que ter a foto de minha filha, o pá”. Foto: Saturday Evening Post, Illustrated by Stan Galli, October 1958

Como resolver este tipo de situação sem discutir com o cliente?

Retornar para o cliente é sempre uma ótima pedida. Pois o cliente ficará sempre a par do projeto e tudo o que for questionado pode ser colocado claramente, principalmente as alterações funcionais ou prejudiciais ao projeto. Se você foi contratado para isso, tenha certeza que ele saberá ouvir suas opiniões, mesmo que ás vezes discorde de suas boas práticas de desenvolvimento.

Outra dica é trabalhar sempre focado na solução e não em seu ego, pois o seu layout está longe de ser Guernica (Picasso) ou Mona Lisa (Da Vinci).

Lembre sempre sempre, que o cliente tem que ter em mente que o maior beneficiado com o seu produto final não é ele e sim o usuário. Então devemos facilitar o máximo sua navegação e exibição de informações, de forma clara e objetiva.

Porém, sempre existirá dicotomias em nossas vidas, Nem sempre ele está certo, ele não é o seu patrão, ele paga seu patrão. Agências, estúdios e start-ups precisam de clientes para manter suas portas abertas. Por isso, o diálogo e um bom contrato podem resolver esta questão.

Devemos ter um bom relacionamento com o cliente, ajudá-lo a encontrar a melhor solução para sua empresa, sem precisar discutir ou até brigar por pouca coisa.

“A arte não existe para produzir o visível, e sim para tornar visível o que está além.”
Paul Klee

“Design não é apenas o que parece e se sente. Design é como ele funciona. ”
Steve Jobs

Qual CMS devo utilizar?

por Diego Fernandes de Oliveira

Conheça alguns dos mais famosos e entenda por que utilizá-los

Quando entramos em um ateliê pela primeira vez e nos deparamos com inúmeras ferramentas de pintura, vêm diversas interrogações: “Que ferramenta devo utilizar?” “Um pincel ou espátula?”, “Barra de grafite ou carvão?”, “Em que ocasião posso utilizar tal técnica?”

Em desenvolvimento web também possuímos este impasse. Quando um cliente deseja um site que seja bem indexado pelos motores de busca do Google, torna-se necessário um painel administrativo para que ele consiga inserir conteúdo e administrar galeria de imagens. Em resumo: aquele site que você sempre fez em HTML não será mais a solução mais viável para o seu cliente.

Ele quer (e precisa) muito mais do que isso. Aí é que entra o CMS, mais conhecido por Sistema de Gerenciamento de Conteúdo, usado para criar, editar, gerenciar e publicar conteúdo de forma consistente, permitindo que o mesmo seja modificado, removido e adicionado com facilidade.

É a alternativa mais viável pois possui estruturas modulares, que podem facilmente ser modificadas e implementadas. Questão resolvida? Que nada. Aí é vem o grande dilema: “Qual CMS devo utilizar, e em qual situação posso utilizá-lo?

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Ilustração:Parents magazine – Illustrated by Robert J. Lee – June 1961

Temos inúmeros sistemas de gerenciamento de conteúdos de código aberto na web. Um mar de opções, na verdade. Relacionei abaixo as soluções mais conhecidas no mercado:

WordPress

Indiscutivelmente é CMS com mais seguidores, seu uso é bem difundido.Tem o dobro de extensões do Joomla (6000 extensões) e como blog é imbatível. Com um repertório cada vez maior de temas, plugins e widgets, este CMS é amplamente utilizado para outros formatos site também.

Alguns projetos rodando hoje em wordpress:  New York Observer , Nasa, Business Blog da CNN e, claro, o Carreirasolo.org

Joomla

O Joomla é bem completo para desenvolver inúmeros formatos de site (blogs, institucionais, ecommerce e até portais). Como o WordPress, o Joomla possui muitos seguidores e tem mais de 6000 extensões, fora a incontável quantidade de plugins, módulos e temas.

Projetos rodando em Joomla hoje:  Curso de Gradução de Artes de Harvard e a cadeira de restaurantes iHop.

Drupal

Drupal é uma ferramenta poderosa para a construção de sites complexos e avançados. Por ser mais complexo exige mais conhecimentos backend e frontend para utilizá-lo. Possui uma grande comunidade com vários usuários e com ótimo suporte para dúvidas.
Dois projetos para você ver o Drupal rodando são o site da revista Fast Company e a Pop Sugar.

Magento

Imbatível como plataforma de e-commerce, o Magento é uma ferramenta robusta para desenvolver lojas virtuais. Além disso, comporta a  possibilidade de implementação modular de sistemas ERP, ou Sistemas Integrados de Gestão Empresarial.Porém, para utilizá-lo é necessário bons conhecimentos e tempo para aprendizado da ferramenta.

Projetos rodando Magento neste exato momento:  Sierra Nevada, Crumbs e OmgJeans

Concluindo

Há ainda, novos CMS na praça como o Jekyll, Concrete5, Kohana, entre outros. Vale dar uma pesquisada para encontrar a melhor solução. E, claro, mesmo com muitas ferramentas na mesa, a força motriz mais bem desenvolvida e criativa ainda é o cérebro do desenvolvedor. Lute para que ele seja sempre insubstituível!

 

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Ilustração: sketchplanations.com

Você conhece ou utiliza algumas destas ferramentas em seu dia a dia de desenvolvedor? Conte para nós!

Paul Klee, Bauhaus e o design hoje

Será que ainda hoje testemunhamos lições deste mestre?

Hoje em dia se fala tanto de um tal de Skeumorphism,  Flat design, tendências que aparecem e desaparecem. De onde vieram estas tendências? A busca por referências no passado ainda é obsessiva, para se obter respostas sobre questões e indagações que não conseguimos solucionar sem cair no clichê. Então porque não buscar no inicio do livro?

Klee

Quando o nome Paul Klee vinha à tona sempre gerava confusão artística, pois ele não se enquadrava em nenhuma escola. Alguns diziam que ele fazia parte do cubismo, outros acreditavam que fazia parte do expressionismo e até o surrealismo.

Desenhista nato, fez de seu dom um laboratório técnico. Desenvolveu incrível habilidade com a paleta de cores e suas combinações. A maioria de seus trabalhos combina estas habilidades. Ele usa uma grande variedade de paletas de cores, que seguem desde o quase monocromático até ao altamente policromático.

Muito criativo e curioso trabalhou com vários materiais diferentes – tinta a óleo, aquarela, tinta preta, rascunho entre outros materiais , fazia uso de técnicas de pintura a esguicho (spray), recortes com facas, carimbos e verniz.

O uso freqüentemente de formas geométricas, além de letras, números, setas e as combinações com figuras de animais e de pessoas. Grande parte de suas obras e seus títulos refletem seu humor seco e seus ânimos variados. Suas obras aludem, freqüentemente, à poesia, à música e aos sonhos, e, às vezes, incluem palavras ou notações musicais.

Desenhava com freqüência através de transferências (como desenho em cima do carbono), dificilmente direto no papel. Possuía obras abstratas com grande complexidade.Estudou física compulsivamente, para equilibrar as formas, havia nele uma compulsão pelo equilíbrio das cores e das formas.

Juntando-se ao corpo docente da Bauhaus

Paul Klee

Em 25 de novembro de 1920, foi convidado pelo arquiteto Walter Gropius a participar do corpo docente da Bauhaus, Então, em 1921, Klee mudou-se de Munique para Weimar para assumir seu papel de mestre de forma na oficina de artefatos de vidro. Na década seguinte, Klee lecionaria nos institutos de Weimar e Dessou Bauhaus.

A Bauhaus, nesta época, foi forçada pelos nazistas a deixar Dessau e a se estabelecer em Berlim. Em 1932, Klee foi violentamente atacado pelos nazistas e, próximo ao Natal daquele ano, retornou a Berna, onde desenvolveu sua fase artística derradeira, baseada em um desejo pro simplicidade. Agora ele também se encontrava perto da pobreza, pois seus recursos financeiros na Alemanha haviam sido confiscados.

Seus trabalhos desse período são muito mais amplos, com uma boa qualidade linear e traços geométricos em negrito.Com o tempo suas linhas, se transformaram em barras pretas, as formas generalizadas, em maior escala e as cores mais simples. Em 1934, aconteceu sua primeira exposição inglesa, e uma ampla retrospectiva foi apresentada em Berna em 1935.

No mesmo ano, ele desenvolveu os primeiros sintomas de câncer de pele e depois de um período depressivo em 1937, retornou o trabalho com significante vitalidade. Enquanto isso, na Alemanha, alguns de seus trabalhos foram expostos em uma “exibição de arte degenerada”, e mais adiante 102 deles seriam confiscados de coleções públicas.

Influente na pintura e em outras formas artísticas.Paul Klee também é uma das referencias no Design, ter lecionado por 10 anos na Bauhaus ao lado de seu amigo

Wassily Kandinsky, que Klee acreditava ser de alguma forma seu aluno, pois acreditava que Kandinsky era tecnicamente superior na pintura.

Klee e o Design de Hoje

Porém se saltarmos na história do design, conseguimos ver em nosso dia-a-dia traços de suas técnicas e ensinamentos. Em embalagens, sites, impressos, encadernações e até no artesanato.  Dois exemplos:

No Flat Design, presente na interface Metro do Windows 8, desenvolvida por Paula Scher, visualizamos um exímio equilíbrio, no qual Klee tanto se empenhava e simplicidade na qual ele buscava a liberdade para seu traços.

Interface Metro do Windows 8, uma influência.

No Skeumorphism, famoso na versão do Mac OS X Lion, vemos traços das misturas de técnicas e busca por elementos vintage , como texturas de couro e páginas com linhas, técnicas aplicadas por Klee em sua composições.

Se buscarmos a fundo, ainda utilizamos muitos conceitos e ensinamentos de Klee e principalmente do que foi ensinado na Bauhaus. Ainda me arrisco a dizer, que se não fosse a Bauhaus, não haveria Dieter Rams trabalhando na Braun e muito menos Paul Rand teria criado logos como da IBM. Olhar para trás ás vezes, pode trazer soluções grandes soluções.Pensem nisso!!

A arte não existe para produzir o visível, e sim para tornar visível o que está além.
Paul Klee

Referência: http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Klee

A influência de Max Bill nas artes e no design brasileiro

por Diego Fernandes de Oliveira

 

O design brasileiro sofreu uma enorme influência do design alemão, possivelmente devido a formação de Alexandre Wollner na ULM. Antes disto, não havia escolas de design por aqui. Não apenas responsável pelo inicio do design no Brasil, um dos precursores do concretismo brasileiro, fez mais sucesso aqui do em sua terra natal.

Max Bill, artista plástico Suíço (1908/1994), inspirou profundamente tanto o movimento concreto brasileiro quanto o britânico com suas filosofias e textos. Em 1950 ele fundou algo como a Bauhaus do pós-guerra – a Hochschule für Gestaltung, em Ulm, na Alemanha.

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Seu nome é ligado direta ou indiretamente a arquitetura de vanguarda, as artes plásticas, design de produto, tipografia, jornalismo, pesquisa e ensino, bem como a política.

Na Bauhaus de Dessau foi aluno Albers, Kandinsky, Klee, Moholy-Nagy e Schlemmer. Como um homem, Bill poderia ser difícil, mas seus projetos são caracterizados pela clareza, simplicidade, lógica matemática e uma abordagem utilitária.Os objetivos de seu trabalho são para fins sociais e politicamente responsáveis, tecnologicamente e esteticamente convincentes.

Foi professor da escultora Mary Vieira e o pintor Almir Mavignier, seus alunos na Europa. Influenciou muitos artistas brasileiros de expressão geométrica. Sua exposição em São Paulo em 1949, gerou o primeiro vínculo com a arte da ULM.

Mais um vez voltamos ao passado para buscarmos inspiração na simetria das formas geométricas do professor do designer mais aclamado no Brasil, Alexandre Wollner e que também serviu de inspiração para muitos concretistas como Augusto e Haroldo de Campos, Décio Pignatari, Ronaldo Azeredo e outros artistas como Ferreira Gullar, Lygia Clark e Hélio Oiticica.

Em 1920 tudo era feito pensando no passado.A profissão tem se tornado entediante porque todas as ferramentas estão em uma única caixa.Se você for preguiçoso, isso é bastante confortável, mas continua chato – Stefan Sagmaister

Então porque não se mexer? Buscar através de outra maneira? Às vezes, a resposta está por aí em um passeio pelo parque, naquele esboço do caderninho, que você fez aguardando o ônibus e naquelas anotações que você fez enquanto olhava seus filhos descansarem no final da tarde de domingo. Receitas de bolo próximas de sua mesa, com vetores, arabescos ou paletas de cores prontas, não são soluções definitivas para o seu cliente. Pense nisto!

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A diferença entre os problemas de design que têm de ser resolvidos a cada dia e obras de pintura e escultura é apenas uma diferença de grau, e não uma questão de princípio – Max Bill

Arrumando a casa com Scrum

por Diego Fernandes de Oliveira

Rápida introdução a esse sistema de produtividade

Sabe aqueles dias, que depois de trabalhar exaustivamente, chegamos em casa e nos deparamos com a pia da cozinha entulhada de louça suja, o fogão extremamente engordurado e a cozinha cheirando a comida estragada?

É o mesmo sentimento, ao olharmos a caixa de entrada, explodindo de emails com alterações e novos projetos para desenvolver. Às vezes, ser organizado não basta, é necessário utilizar um método. O problema é quando o método utilizado não funciona. Não que este seja ruim, mas talvez não seja apropriado ou mesmo adequado na sua empresa.

Utizávamos GTD, boa metodologia, onde não há priorização das tarefas, mas a criação de listas de tarefas que são específicas a um contexto.O pecado em não priorizar tarefas (pelo menos em nossa empresa), é que agiliza a tarefa, porém não a qualidade desta. Infelizmente não deu certo, muita complexidade, pouca resolução nas tarefas e muitas delas  não realizadas foram empecilhos encontrados com este método.

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Migramos para o SCRUM, metodologia ágil para gestão e planejamento de projetos. No SCRUM os projetos são dividos em ciclos (utilizamos ciclos semanais) chamados de Sprints, gerando uma lista de tarefas que é chamada de Product Backlog resultando as tarefas concluidas em Sprint Backlog.

Não sabemos se é o melhor método ou se dará certo, a questão é, para readequarmos a produtividade dos desenvolvedores, temos que prospectar mais objetividade e foco nas ações desenvolvidas, seja através de um novo método ou de novos horizontes.

Você pode encarar um erro como uma besteira a ser esquecida, ou como um resultado que aponta uma nova direção.
Steve Jobs

Design x Publicidade. Todos ganham?

por Diego Fernandes de Oliveira

E começa o primeiro assalto, o juiz prepara os lutadores, pede para que estes sigam as regras, então inicia-se o combate.

Brincadeiras à parte, a luta entre design e publicidade é uma questão que nos inquieta, por não sabermos o motivo da existência simultânea de estúdios de design e agências de publicidade. Qual é a diferença entre ambos?

Digamos, a grosso modo que design faz o trabalho que informa e agências de publicidade fazem o trabalho que convence. Para definir esta diferença entre os dois tipos de empresas chegamos à conclusão, que os designers criam valor, enquanto as agências de publicidade vendem esse valor.

Como diria Alexandre Wollner, “o trabalho dos publicitários tem alto impacto e vida curta, enquanto o do designer tem baixo impacto e vida longa”.

E quem dá as cartas na criação de uma marca? Em alguns casos o designer, em outros  o publicitário e muitas vezes o próprio cliente.

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Todos ganham em um ringue de mascarados. Fonte: Wikipedia

Porém muitos ainda enxergam o “design” como uma espécie de arte decorativa (artesanato), por isso deixam de investir na “decoração de sua casa (produto)”.

Considerando que a publicidade é um “grande negócio” que não se preocupará muito com a “tipografia ou a sutileza da forma ou linha do produto” e o venderá de qualquer forma seja com embalagem feia ou logo mal feito. O que importa é a forma de se vender. Porque hoje todo mundo pode vender qualquer coisa – e isso certamente não é exagero.

Design e publicidade, portanto, caminham de mão dadas (na maioria das vezes) na construção das marcas. Há quem diga que um possui mais importância que o outro, porém não dá para se apoiar muito nesta afirmação, assim como o pedreiro não é mais importante que o eletricista ou o dentista mais que o ortopedista. Cabe ao cliente saber exatamente o papel de cada um e equilibrar estas 2 vias em prol do seu negócio.

E você? O que acha?

O futuro da escrita manual pode estar nas mãos de apps para o iPad!

por Diego Fernandes de Oliveira

Desde o início da escrita, há 3.000 anos A.C (com os antigos Sumérios), a escrita vem evoluindo através dos tempos, exercendo papel exponencialmente essencial em nossas vidas.

Mesmo antes de Gutemberg, as pessoas escreviam aforismos, lembranças, poemas e orações. Para se escrever, já foi utilizado todo tipo de material e ferramenta, pedra, barro, papiro, lápis, nanquim, caneta, máquina de escrever, computadores, smartphones, tablets etc. Hoje utilizamos apps para escrever no iPad.

Quando foi a última vez que você pegou uma caneta para escrever? Muitos conseguem contar nos dedos, quantas vezes utiliza uma caneta ou lápis por mês.

Apenas para assinar um documento, para fazer anotações (aquelas fixadas por imãs na geladeira) ou riscar o calendário (pagamentos de contas de luz, gás, telelefone etc.). O resto do tempo é teclado ou direto no touchscreen. Será que a escrita está com os dias contados?

Mesmo acreditando que a caneta é muito mais rápida que o teclado, escrita corre o risco de tornar- se obsoleta.

Entretanto, enquanto houver mais e mais escolas abraçando a tecnologia, o ensino tradicional caligrafia está voltando. A cada dia somos surpreendidos ao ver escrita, recebendo atenção renovada entre os pesquisadores e técnicas de Lettering sendo ensinadas e divulgadas por todo Brasil, através de profissionais consagradas como Marina Chaccur e Andréa Branco.

Fonte:Caligrafia para artigo da revista Aventuras na Historia, editora Abril (Jul.10) Marina Chaccur

Fonte: Caligrafia para artigo da revista Aventuras na Historia, editora Abril (Jul.10) Marina Chaccur

Quando você reflete sobre o passado, onde tudo era escrito através do lápis ou caneta no papel, parece até um mundo utópico. Entretanto vivemos em um momento híbrido, na verdade.

Vemos muitos vestígios do velho mundo analógico sendo mantidos vivos em várias formas digitais, a partir de apps, onde analógico e tecnológico, cruzam-se tornando experiência de usuários de tablets e smartphones tão agradáveis, quanto a velha e insubstituível escrita. Seguem alguns serviços e aplicativos interessantes:

Inkly

O aplicativo Inkly permite que o iPhone, tire uma fotografia de seus rabiscos de uma folha de papel em branco e transpondo-o para o cartão.

Inkly Cards

Lettrs

Transforma o seu PC e iPhone em uma máquina de escrever ou papel de carta.

lettrs.com

Evernote Smart Notebook

Destina-se à criação de ideias e esboços em papel e, em seguida, captura, organização e aprimoramento digitais com o Evernote.

Com a proliferação de smartphones, PCs e tablets na sociedade, não há dúvida de que a escrita manuscrita vai se tornar cada vez menos “essencial” na vida cotidiana, em contrapartida torna-se essencial na evolução humana e na falta de energia elétrica, não acham?