Casa Auá fecha com chave de ouro com RaroZine Fest

tumbero

Neste último sábado 28/05/16, rolou o Rarozine Fest na Casa Auá, com 3 bandas da região.
Uma noite fria, mas que prometia ser calorosa, pelo peso e velocidade das bandas.
O Albatroz iniciou a noite com o Powerviolence na velocidade da luz, os 3 garotos perdoenses, mostraram que o trio não veio mostrar truques baratos.Rude e rápido, assim foi o show do Albatroz.Letras de protesto e com doses cavalares de sarcasmo contagiaram a noite, com canções chamadas A triste história do proletariado, bolinho de chuva, sócios da desgraça, fedendo a imposto, bradescú.

albatroz

Na sequência, os bragantinos do Deskraus, mostraram a nova formação.Com um som mais pesado, também não brincaram em serviço, entre o setlist haviam Capitalismo (Psychic Possessor), Quanto vale a liberdade (Cólera) e Kick out the jams (MC5).Com o Deskraus o frio foi embora, com o bom e velho pogo da galera.

deskraus
Por Gérman Martinez



O Tumbero de Cambuí encerrou a noite com Thrashcore endiabrado, “hardcore bruto das montanhas de Cambuí-MG” a descrição dos caras parece algo meio Focus, Jethro Tull, mas não se enganem, é pesadíssimo.Teve cover do Lobotomia e do Extreme Noise Terror.Então dispensa comentários, fecharam com excelência.

tumbero

O mais triste é que foi o último show na Casa Auá, vai deixar muitos com saudade, inclusive nós do Duofox.Gratidão seria a palavra mais adequada para utilizar com Thaís e cia que fez este local receber tantas bandas e eventos legais.

5 dicas de como funciona a ficção de James Wood

O que é um personagem? Porque a literatura nos comove? O que nos motiva a prosseguir com a leitura de um romance?
Estas entre outras questões são respondidas pelo crítico inglês, James Wood, conhecido por seu trabalho na revista New Yorker.
No livro Como funciona a ficção de James Wood, faz uso de trechos de autores como Henry James, Nabokov, Virginia Woolf e Tchekhov para explicar o funcionamento de cada “engrenagem” de um romance.

1-Narração

Segundo James Wood, há dois tipos funcionais de narração. A narração não confiável (em primeira pessoa, sobre a ótica do narrador personagem) e a narração confiável (através da ótica onisciente do narrador em terceira pessoa). Dostoievski em memórias do subsolo, faz uso do narrador em primeira pessoa. Em contraponto, Tolstói e Flaubert utilizavam narradores na terceira pessoa.

2-Flâneur

Frédéric Flaubert é precursor do flâneur (ocioso) representado por um narrador com percepções de personagem, ao observar todos os detalhes possíveis de uma cena ou ambiente e descreve-los com minúcias. Em resumo, flâneur é o narrador responsável incursões que o autor não costuma fazer, detalhando o máximo possível as descrições.

3-Personagem

Este é o desafio de escrever qualquer história, criar a personagem é trabalho árduo, James Wood questiona, de que forma podemos dar vida a um retrato estático? A personagem está ligado ao funcionamento mental como também pode ser uma ligação essencial com uma vida anterior. Distinguir as personagens secundarias das principais através de sutilizas e profundidade, pode ser um bom caminho para trilhar-se.

4-Consciencia

James Wood cita o antigo testamento para mostrar situações que Davi teve que passar para aprender algumas lições com a vida e mesmo assim manter-se um personagem público. Em crime e castigo de Dostoievski, Raskólnikov iludido pela ideia de que matar a velha miserável, poderia ter sua moral elevada. Davi também tropeçou no desejo, ao avistar Betsabeia nua tomando banho, sentiu desejo incontrolável a ponto de mandar assassinar o marido de Betsabeia e assumi-la como amante e esposa. Entretanto, como Raskólnikov, tem que aceitar o castigo impelido pelo destino, a punição divina.

5-Diálogo

Na década de 50, Henry Green fez uma apresentação na BBC Radio Station, sobre diálogos. Green nos dá uma direção através deste exemplo:

“Quando você imagina que vão te pôr para fora?”

Olga, quando fez a pergunta ao marido, assumiu o ar de um animal ferido, os lábios se curvaram para baixo num esgar e o tom de voz usado traia todos aqueles anos que uma mulher pode ceder à serragem aos espelhos e ao cheiro viciado de cerveja e dos bares públicos.

Esperamos que estas dicas possam auxiliar na criação de crônicas, contos, novelas ou até mesmo um romance, leiam Como funciona a ficção de James Wood!!!

Maja Wrońska – Arquitetura invade o mundo da aquarela

Arquiteta e ilustradora freelancer Maja Wrońska surpreende com suas pinturas executadas com a técnica de aquarela, pintando paisagens icônicas pelo mundo . De Londres a Paris para Praga e até mesmo a Disneyland , a artista polonesa traz uma perspectiva colorida, lisérgica e belíssima .Maja Wrońska fez pós-graduação na Universidade da Varsóvia, estudou arquitetura e apaixonou-se por desenho, a artista polonesa Maja Wrońska produz inúmeros aquarelas. Sua principal inspiração é a arquitetura, as suas obras são em sua maioria, edifícios com detalhes de tirar o fôlego.

Em uma entrevista sobre seu trabalho , Maja Wrońska descreveu como seus estudos de arquitetura foram inspiradores em sua arte :

Meus desenhos são estritamente ligados a arquitetura assim, com certeza , a arquitetura é a minha inspiração . Comecei a desenhar ” a sério ” durante o curso de desenho na faculdade . Foi a maneira que eu passei meus fins de semana e à noite na faculdade .

Conheça os trabalhos da Maja:

d348fccd-545a-4578-9062-612e92694ac9

062d427b-2c06-4c5b-9292-9163c2f2e3f1

17d9e15e-8ca0-4f54-93be-17da80887c89

1a61a31a-4468-4e24-b806-7160a5c9b139

4ac1c0ef-fde1-462c-b801-b7b3b11590a5

TRAUM – A encruzilhada das almas de Vera Valtingojer

Neste último sábado 14/05, tivemos o prazer de prestigiar o lançamento do livro TRAUM – A encruzilhada das almas de Vera Valtingojer.

Lançamento

Lançamento2

Traum segue pelo viés da ficção e realismo, sendo que o plot da história é relacionado a violência infantil e suas marcas.

thais valtingojer
Thais Valtingojer apresentando o lançamento
Vera Valtingojer
Vera Valtingojer

O lançamento ocorreu na Câmara Municipal de Bom Jesus dos Perdões, com coquetel, apresentação da obra, palestra sobre o tema, sorteio de brindes, sessão de autógrafos.

E que venham mais livros da Vera Valtingojer, para que possamos presentear Bom Jesus dos Perdões com boa literatura.Fica a dica de leitura TRAUM – A encruzilhada das almas.

Como posso adquirir?
Entrem em contato com a Vera Valtingojer.
Fanpage do livro TRAUM – A encruzilhada das almas

O que Tolstói pode nos ensinar sobre a Felicidade Conjugal

Felicidade Conjugal foi lançado em 1859, do escritor russo Lev Tolstoi ( 1828-1919).
Foi a primeira obra-prima de Tolstói, escreveu com pouco mais de 30 anos, fugindo do estilo moralista, politico e social, temas estes, corriqueiros em suas obras.

Felicidade Conjugal usa de referência, todas as fases do amor, da paixão ao declínio da relação, a história se desenrola através de Mária Aleksândrovna, que vive com a a irmã Sônia e a governanta Kátia, já que não tinha mãe e pai.No entanto havia um amigo próximo do pai de Mária, chamado Sierguiéi Mikháilitch, que após a morte do amigo, tornou-se administrador dos bens da família Aleksândrovna.

Sierguiéi Mikháilitch desperta um amor fervoroso em Mária, por quem compactua uma paixão secreta, mas sem saber muito de que forma proceder, já que a diferença de idade era muito grande. Sierguiéi não sabia como lidar com este amor, até entregar os pontos para jovem Mária.

Depois do casamento, Mária não se contentava apenas com amor, queria mais atenção, mais companhia, mais aventuras, mais e mais…..

“Aí está como ele me compreendeu – pensei, procurando conter os soluços, que me comprimiam. Está acabado o nosso amor de outros tempos – dizia-me certa voz no coração. Ele não me se aproximou de mim, não me consolou. Estava ofendido com o que eu dissera. A sua voz era tranquila e seca.”

Com o passar do tempo, o amor tornou-se indiferença e a felicidade de outrora, já não fazia parte do dia a dia, Mária cumpria com os deveres de esposa e esquivava das tentações e flertes, refletindo que havia felicidade em sua relação, que o amor por seu marido havia transformado-se em um outro tipo de sentimento.

“Eu lamento, eu choro aquele amor passado, que não existe nem pode existir mais. Quem é culpado disso? Não sei. Sobrou o amor, mas não aquele, sobrou o seu lugar, mas o amor ficou totalmente dolorido, não tem mais força nem suculência, ficaram as recordações e a gratidão, mas”…

Fica a dica de leitura para esta obra, para aqueles que gostam de romances que tratam sobre relacionamento de uma forma real e sem firulas.

Rarozine Fest – Motor City Madness e Drakula

Na última sexta-feira, rolou mais uma edição do Rarozine Fest teve Motor City Madness e Drakula no Zebra Lanches.Quem já chegou “chegando”, foi o Motor City Madness, diretamente de Porto Alegre, com Hard/Garage Rock lindão, as raposas sentiram-se na Suécia, maravilhosos, não há como não dizer que são o Hellacopters brazocas, que show, que banda, apresentação nota 10, destaque disparado da noite.Que possamos ser presenteados com a presença dos caras outras vezes.Avante Motor City Madness.

drakula

Na sequência e fechando a noite muitíssimo bem obrigado, Drakula fez uma apresentação mágica, o que mais nos surpreendeu que o Serginho (Leptospirose) havia assumido as baquetas deste quarteto de Surf punk garage hardcore e o diabo a quatro de tanto rótulo.As máscaras e postura no palco são um show a parte.Os caras do Drakula mandaram muito bem.Mais uma vez agradecimentos ao Daniel Caribé, German Martinez, Rarozine, Diego Gomes, Ricardo aka “Bode Macabro” e as bandas Motor City Madness e Drakula.