Luan Bates lança versão acústica de “A Kind of Life”

Há um bom tempo na correria para divulgação de suas canções pela web, o cantor e compositor Luan Bates, lançou em novembro do ano passado seu primeiro EP solo intitulado Listen Up, Mates.

Aos 22 anos, nascido em Porto Velho-RO, criado em Natal-RN, Luan faz parte do atual cenário efervescente da capital potiguar, trazendo um som distinto em relação às demais bandas – com influências do rock da década de 1990, folk e country alternativo.

Meses depois do lançamento de seu primeiro EP, “Listen Up, Mates“, Luan Bates segue divulgando o trabalho com shows em sua região e, agora, com uma versão crua de “A Kind of Life”, faixa que encerra o trabalho lançado no final de 2016. 

Com imagens e áudio gravados no Estúdio D&S, o trabalho é mais um fruto da parceria com o estúdio, a Odara Produtora e Jefferson Soares (Sonoro Studio e co-produtor de “Listen Up, Mates”), este último acompanhando Luan na guitarra neste registro.

 

Após este lançamento, Luan Bates deve começar os preparativos para seu segundo single/EP e seu primeiro álbum, a serem lançados durante o ano.Confira abaixo algumas curiosidades sobre a gravação do EP do Luan Bates 

Sobre o processo de Gravação do EP Listen Up

A gravação do EP Listen Up, Mates foi feita no home studio de Jefferson Soares, o Sonoro. Jefferson já havia chamado o Luan para tentar gravar algo, mas o último teve receio inicialmente, pois queria gravar de forma mais orgânica. Quando o Luan decidiu gravar com o Jefferson, eles tentaram “transcrever” ao máximo as ideias que o cantor tinha para as três faixas. As baterias foram feitas em MIDI, com ambos tentando tocar (a bateria era um teclado) da forma mais apropriada possível para as músicas. 

As gravações de vozes e instrumentos de cordas foram mais simples; o João Victor, baixista da Talude, contribuiu com os baixos de “This Weight (Part 2)” e “A Kind of Life”. Já Gustavo Coutinho, que mixou e masterizou o EP, gravou o baixo de “Listen Up, Mates”; o Gustavo é de Amparo-SP e é amigo do Luan já há alguns anos, graças a um intermédio do Leo Fazio, vocalista da Molodoys. 

Influências musicais de Luan Bates

Até agora o trabalho do Luan tem muita influência do Britpop e de cantores/compositores como Jeff Buckley e Ryan Adams. É um som bem fincado nesse rock alternativo noventista, com doses de folk, pelo fato do Luan ter composto as músicas basicamente numa dinâmica voz-violão. 

Sobre literatura, referências literárias e autores prediletos

O Luan estuda língua inglesa na universidade e não se considera um bom leitor, apesar de gostar de literatura. Seus autores preferidos são Charles Dickens e Patrick Suskind. Em uma faixa do Tendre, um projeto paralelo lançado no ano passado, ele fez referência à “Retrato de Um Artista Enquanto Jovem”, do James Joyce. 

Ouça Luan Bates também no site da Nightbird Records

RaroZine Fest – Greyskull Chapel, Aqüeles, Cronofobia e Deskraus

Antes de começarmos a resenha…é de extrema urgência falarmos um pouco sobre os festivais undergrounds.

Acompanhamos inúmeros festivais, concentração de músicos (se preferirem “cena”, tudo bem hahuhuuh) e pessoas que fazem com que aconteçam estes eventos, “escassearem” desde 2001, na época em que ainda escrevíamos no fanzine “El Obrero” (fanzine copy and paste, oldschool, coisa fina).

Não sabemos ao certo o que anda acontecendo com as casas de shows, que investem tanto tempo e dinheiro em bandas que tocam cover.Nada contra, até tocar a segunda ou terceira canção de outros músicos/bandas.

Espaços para apresentações de bandas autorais veem diminuindo ano após ano, o público anda pagando preços exorbitantes em grandes festivais, no entanto, quando é necessário incentivar as bandas de sua cidade, dificilmente marcam presença. Claro que cada um faz o que quiser da vida, mas agora vamos falar de coisa boa, vamos falar da TEKPIX.

TekPix

Agora está valendo

Esta última edição do Rarozine Fest, rolou no domingão 26/03, dia ensolarado, quem adentrou a caverna do dragão foi os bragantinos do Deskraus, com Punk/HC politizado, chutando forte a cabeça com a canção Libre.

Deskraus
Fotos por German Martinez

 

 

Na sequência, Cronofobia (Atibaia-Sp)atualmente como duo, mostraram que o thrash metal dos anos 80, vai muito bem.Excelente para nós, que podemos prestigiar um show peso pesado.

Cronofobia
Fotos por German Martinez

De Campinas, uma das bandas mais debochadas que já vimos por aí, Aqüeles, agora como quarteto ( agora como quarteto, cacôfonia boa, já dá letra aí, hauhuhuh ).Punk Rock bonito, com letras irreverentes.Destaque para Quebrando a lei (de uma banda underground aí, Judas Priest, ahuhuhu) e Sexo Oral na Lagoa do Taquaral, show bonito demais.

Aqueles
Fotos por German Martinez

 

Para finalizarmos em grande estilo, começamos com caverna do dragão… não, não terminaremos com HE-MAN.

Os paulistanos do Greyskull Chapel deram aula de técnica, presença de palco, vocal e o que vocês quiserem listar aí.
Quem lembra do Tool?
Anos 90?
E quem gosta de Mastodon?
Enfim, não precisamos dizer o quanto mandaram bem, destaques para as canções, Wound, Gas And Master Plans e Decay.Missão dada é missão cumprida (assim diria o Capitão Nascimento)até a próxima. Repetindo o que já foi dito anteriormente, uma das melhores edições do Rarozine Fest.Até a próxima.

greyskull chapel
Fotos por German Martinez

Lançamento do EP Wasted Time do Unbelievable Things

Enfim o EP Wasted Time do Unbelievable Things sai do forno, com cheiro e gosto incrível, diretamente do fogão, lá dos anos 90.Daquele Indie que era um pouquinho diferente, mais Lo-Fi  menos Mainstream, mais Guided by Voices menos Vampire Weekend.

Wasted Time do Unbelievable Things é um EP com 3 sons, com letras repletas de divagações existenciais e com aquele tom intimista que todos adoram.Tim Fleming manda ver na letra da faixa que abre o EP:

Unbelievable Things

Cansadão

Por quanto tempo as coisas irão dar errado?
Não parece mas eu to cansado de me questionar
Deve ser porque eu me sinto meio culpado
Por um monte de coisa que eu nem consigo controlar

Se eu nem consigo carregar esse peso
O que me sobra
A cada dia mais perdido
A cada dia mais fudido

Bad Habits e Not Coming Back, são belas pérolas Shoegaze, disto mesmo que estamos falando, de Rock Triste.Mas com referências grandes, My Blood Valentine, Low e Slowdive, as letras dizem tudo.Esperamos que gostem de Wasted Time.Até a próxima.

Plana – Festival Internacional de Publicações de São Paulo

Neste último sábado nublado e com requintes de inverno, mais uma vez podemos prestigiar a Feira Plana, que se passou a chamar, Plana – Festival Internacional de Publicações de São Paulo. Nesta quinta edição, além da mudança do nome, houve a mudança de endereço, assim sendo realizada na Bienal, no Parque do Ibirapuera,  no Pavilhão Ciccillo Matarazzo em março de 2017.

Este ano a Plana – Festival Internacional de Publicações de São Paulo, contou com uma lista de aproximadamente 150 expositores de diversos países, com uma programação repleta de palestras e oficinas – assinada por Bia Bittencourt, Piseagrama e Thyago Nogueira, da Revista Zum. Agradecemos a todos os organizadores, expositores e ao publico, por manter viva esta troca de conhecimento que é feita através de fanzines e publicações independentes, aguardamos a próxima feira, ansiosamente. Até a próxima.

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Acruz Sesper e Hurtmold no Centro Cultural Vergueiro

Neste último sábado, 11/03, estivemos no Centro Cultural Vergueiro, para prestigiar duas ótimas apresentações. Quem deu o start foi Alexandre Cruz “Sesper” (artista visual e vocalista do Garage Fuzz) encabeçando o projeto “Acruz Sesper”. Que na formação Power Trio ficou com mais punch e mais pesada, em resumo apresentação foi de encher os olhos, destaque para as canções A.R.B.C. e Invisible Lines, que ao vivo soaram muito bem.

Acruzsesper

 

Na sequência o Hurtmold, banda formada no finalzinho da década de 90 por Fernando Cappi, Maurício Takara, Guilherme Granado, Marcos Gerez, Mário Cappi e Rogério Martins – Os paulistanos são expoentes do post-rock nacional, em nossa opinião, imbatíveis. Com quase 20 anos de estrada, abriram o show com canções novas. Tudo executado com perfeição, improvisos e o velho flerte com Jazz e música brasileira, algo que faz desaparecer todas diferenças entre as pessoas na apresentação. As pessoas assistem o show do Hurtmold, sempre embaladas pelo ritmo quebrado/dançante. Coisas que só o Hurtmold traz para vocês. Acruz Sesper e Hurtmold no Centro Cultural Vergueiro foi perfeito.Até a próxima!

Hurtmold

A Praia, um paraíso nem tão belo assim

Olá galera do Duofox, aqui estou novamente para comentar um filme que vi esse final de semana. A Praia, um filme em que o queridinho das mulheres, Leonardo Di Caprio, aparece tão novo quanto um carinha da Malhação, mas que protagonizou um ótimo filme.

Lançado em 99, o filme conta a história de Richard (Di Caprio), um jovem americano com espírito aventureiro que está perambulando por Bangkok em busca de algo que o preencha. Durante suas andanças e noite dormidas em hotéis baratos e com todo tipo de gente, ele acaba, numa noite, tendo contato com um jovem escocês, cuja aparência doentia o deixa intrigado.

A praia

Numa certa noite, enquanto um casal de franceses transa loucamente no quarto ao lado, o misterioso hóspede bate à porta de Richard, iniciam uma conversa cheia de frases enigmáticas e confusas, sobre uma estranha ilha, onde, segundo o escocês (Robert Carlyle, de Once Upon a Time) é um paraíso, um lugar onde ninguém precisa se preocupar com as loucuras da vida cotidiana.

Intrigado com o papo do estranho vizinho de hotel, Richard parece querer realmente conhecer a tal ilha, onde existe uma praia tão paradisíaca que só parece existir em filmes. O filme se adensa e torna-se mais intrigante após o suicídio do jovem escocês. Porém, antes de cortar os pulsos em seu quarto, ele deixa um mapa para Richard. O caminho para a misteriosa ilha.

Quando Richard chegar à ilha, junto com um casal de namorados (o mesmo casal que transava ao lado do seu quarto) que conhece em seu hotel, coisas começarão a acontecer. A vida começará a fazer algum sentido, e em contrapartida, sairá dos eixos. E quando os três amigos, Richard, Étienne e Françoise chegam à ilha, descobrem que nada ali é o que parece ser, e que o paraíso não é lindo e desabitado como esperavam.

Para quem gosta de filmes de aventura e que combinam drama, suspense, comédia e acima de tudo uma boa crítica ao nosso modo de vida nas grandes metrópoles, A Praia é um excelente filme. Pois é quase uma infantilidade crer que viver numa ilha no meio do nada, sem contato com outras pessoas e sem a loucura de nossos dias fará bem para o a mente e corpo. Diversas coisas acontecem durante o longa-metragem, atitudes humanas e desumanas, amizades e traições. Assistam ao filme e deixem algum comentário depois. Bom filme e até a próxima.

Sono, de Haruki Murakami, uma vertiginosa viagem ao mundo da insônia

Personagens sem nome. Uma mulher que não consegue dormir. Um enredo em que nada é o que parece ser. Esses são só alguns ingredientes do conto Sono, de Haruki Murakami. Inédito no Brasil, o escritor da terra do sol nascente brinda seus leitores com um enredo singelo e ao mesmo tempo perturbador (cá entre nós, isso é uma marca desse autor).

O livro começa com a própria narradora, uma mulher na casa dos trinta anos que simplesmente declara “É o décimo sétimo dia em que não consigo dormir.” A partir dessa confissão bizarra, ela segue narrando seus dias sem sono. Madrugada à dentro, ela começa a desenvolver malucas teorias sobre os benefícios e malefícios que o ato de dormir pode causar no ser humano. Além disso, parece viver em grande conflito com as imagens do filho e do marido, cujos rostos lhe causa mal estar.

Murakami

Dia após dia, tudo o que ela consegue é ficar acordada. O que chega a ser estranho é que ela não se sente mal com isso. Seu corpo não apresenta sinais de cansaço, pelo contrário, sente-se cada vez melhor.

O conto segue em um ritmo leve, com a narrativa solta e que nos prende de modo sutil. Entre uma noite e outra, a personagem desfruta do prazer da leitura e drinques. Sonhos povoam sua mente, pesadelos assumem a forma de um velho de capaz negra e que visita seu quarto durante a noite para regar seus pés. O desfecho fica por conta do leitor, e quanto mais atento ele for, melhor será o entendimento da obra.

Sono de Haruki Murakami é de fato um belo exemplar de conto bem escrito. Digo isso não por conta de seu autor, que dispensa elogios, mas sob o ponto de vista crítico literário. O mote é interessante, pois muitas pessoas nutrem interesse por histórias que envolvem o campo dos sonhos, pesadelos e a escuridão. E o conflito do conto é exatamente esse, uma mulher que passa a habitar a escuridão de um pesadelo que parece nunca ter fim.

7 motivos para assistir Lost

Há quase 12 anos, estreava a série Lost através do canal norte-americano ABC. Lost conta a história de um grupo de pessoas que caíram de avião em uma ilha misteriosa. Listamos vários motivos para vocês, que ainda não viram Lost, embarcarem nesta aventura:

1 – Personagens cativantes, quantos personagens icônicos surgiram no decorrer de todas as temporadas? Jack e todas sua “pontas soltas do passado”, na relação com seu pai e os familiares. Sawyer que demonstrou ser mais que um simples vilão no decorrer das temporadas. Hurley sempre rindo e fazendo piadas, Jacob e seus mistérios. Kate com seu jeito de femme fatale. Personagens que nos fizeram, torcer, sofrer e se alegrar com suas derrotas e conquistas.

2 – Teorias da conspiração, tantas teorias surgiram, em fóruns, em comunidades do saudoso Orkut.O que havia na ilha?Quais eram os mistérios?Era um purgatório?As pessoas estavam sendo julgadas para ir para o céu?Teorias e mais teorias rondaram a cabeça dos Lostmaníacos. A narrativa de Lost segue uma ordem não cronológica, isto é, uma constante digressão. Flashbacks de histórias isoladas, que deixam muitos malucos, sem entender a trama.Mas que na realidade, são uma teia de acontecimentos no passado e no futuro das personagens.

3 – Uma série sobre um grupo de pessoas, pessoas estas, que tornaram-se piores e outras que tornaram-se melhores, após a queda do avião, da forma em como viveram em grupo e enfrentaram os problemas na ilha.Tanto a escassez quanto os eventos sobrenaturais.Qualquer um pode assistir Lost. Ele reúne todos os tipos de personalidades e histórias, de dramas familiares, viciados em drogas, um casamento nas últimas, um azarado.A série é tão versátil que até ursos polares passeiam por uma floresta tropical.

4 – Lost é uma escola, vocês podem até discordar, mas podemos começar pelas frases dos personagens, “We have to go Back” (Jack), “We are the good guys” (Ben Linus), “It’s not Penny’s Boat” (Charlie), “Don’t tell me what I can’t do!” (John Locke), No Lost há uma grande chance de vocês aprenderem mais em que uma sala de aula.De filosofia, história, matemática e muita física.Olha que física é uma matéria complexa, mas está tudo lá.

Lost

5 – Casting de produção, Lost teve nome de gigantes na produção, direção, roteiro etc.Entre eles estão J. J Abrams, Damon Lindelof , Carlton Cuse, Jeph Loeb e Paul Dini.Só poderia dar boa coisa com um cast destes.Bons atores, locações e uma história incrível, fazem de Lost um seriado imbatível.

6 – Números de Lost, vocês nunca esqueceram destes números: 4, 8, 15, 16, 23, 42 .São números que possuem envolvimento direto na trama de Lost.Citados como amaldiçoados e até mesmo como números da sorte, dificilmente essas dezenas serão esquecidas depois de assistirem Lost.

7 – Lost é incrível, sim…a primeira coisa que muitas pessoas comentarão por aí, é que o final não foi o esperado, que o roteiro se perdeu no meio do caminho, mas quem acompanhou 6 anos de série, sabe a complexidade dos episódios e suas tramas.Lost foi um seriado que mudou a forma de fazer seriados, fica a dica para quem ainda não assistiu.até a próxima.