O livro do disco Daydream Nation – Mathew Stearns

Faz um tempinho que não resenhamos livros por aqui, mas agora os seus problemas acabaram com a nova Rotomatic. Billy vai mostrar o quanto é indispensável na vida de todos .Seria melhor Thurston Moore utilizando a Rotomatic em sua Jazzmaster. Vamos deixar esta tralha para lá…

 

O Sonic Youth se inspirou em dois albuns épicos de 1984, Zen Arcade do Hüsker Du e o Double Nickels on the Dime do Minutemen, para criar o Daydream Nation e uma das maiores curiosidades deste disco, é que eles realmente alongaram todas as faixas, para que fossem o mais extensas possíveis.

No começo da carreira, Sonic Youth era tido por uma banda de drogados, desanimados e elitistas, vistos desta forma por jornalistas e críticos.A grande piada nisto tudo, é que eram 4 pessoas completamente normais em suas vidas, que no entanto, musicalmente, despejavam toda raiva, caos, psicodelia e experimentalismo em um caldeirão musical. Não eram junkies sem noção do que faziam. Eram indivíduos que vieram da escola de artes visuais com uma fúria e ferocidade, que só poderiam despejar em forma de música.

A estética artística foi primordial para a criação do Sonic Youth, pois Lee e Kim vinham do círculo de artes visuais.Neste redemoinho de influências de Jack kerouac a Dinossaur Jr, nasce um disco de grande valor para musica alternativa.Onde o Punk, Hardcore, Avant-garde e Jazz fundem-se com visceralidade.

Lee Ranaldo estava passando por um momento muito criativo, embora suas canções não ofereçam respostas prontas, servem de veiculo para transporte de sensações e imagens.Ainda referente ao processo criativo tudo era válido.

Nick Sansano, produtor do Sonic Youth, disse que era impossível mandar neles.

“Válvulas de amplificadores estourando e curto-curcuitos, qualquer acidente transformava-se em insight no processo de gravação.E a coisa funcionava assim, as sessões de composição eram com os 4 dentro do estudio, Steve no meio e em sua frente (rodeado por paredes de vidro) Kim, Lee e Thurston.” 

Influência para o título da canção The Sprawl, vem dá trilogia cyberpunk de William Gibson, do mesmo título.The Sprawl, também possui influência direta dos romances de Harry Crews, sobre personagens miseráveis e violentos de uma América sulista.

 

Para gravação na época do Daydream Nation, foram gastos entre 35 a 40 mil dólares

Acharam uma fortuna na época.Embora o Sister tenha sido gravado com 10 mil e Goo (álbum posterior ao Daydream Nation) foram gastos em média 150 mil.Um livro com ação efervescente na mente de pessoas criativas, fica a dica de leitura das raposas.

Orgânico, Detoni e Cardiac no Centro Cultural Zapata

Neste ultimo sábado, 22/04 estávamos perdidos em SP mais uma vez, mesmo com chuva e clima de pré-inverno, a noite prometia.Quem iniciou em grande estilo, foi a banda Orgânico, com formação nova e sonoridade da velha escola (Dead Fish, Noção de Nada, Zander etc).Harmonias abertas, características do hardcore melódico, bons vocais e uma cozinha de fazer inveja, fizeram com que apresentação, apesar de curta.Fosse excelente.

 



Detoni, veio na sequência, tocando vários covers, iniciou o set com Rappa, CPM22 e fechou com Dead Fish.

 

Cardiac, o que dizer sobre uma banda, que ganha a platéia nos primeiros acordes?
Difícil descrever a sonoridade, nos remete a tantas outras, Sepultura, Maguerbes, Faith No More, Converge, Boom Boom Kid ( agora já andaram 10 casas à frente) .Dizer que a apresentação foi memorável, seria no minimo pouco, a tratar uma banda com 10 anos de estrada, uma tour européia, passando por Alemanha, Bélgica, República Tcheca e Polônia.Dispensa comentários, aguardamos mais apresentações do Cardiac.

 

Hurtmold e Pin Ups na Casa Levi’s® São Paulo – 08/04

Neste último sábado 08/04, estivemos na 2ª edição da Casa Levi’s®, um projeto cultural que ocupou o centro da cidade, neste fim de semana, com uma programação gratuita de shows e festival de música. Além de uma praça de jogos, estúdio de tatuagem; espaço kids; foodtrucks e food bikes.

O projeto foi idealizado em comemoração ao 501®, modelo da primeira calça jeans do mundo, criada há 144 anos e um ícone da marca, atemporal e democrática, indicada para todas as gerações.

 

Bom… sem mais delongas, assistimos a 2 shows dos inúmeros, que foram realizados no dia. Hurtmold sempre bem na foto, fizeram uma apresentação curta, mas incrível como sempre. Dispensa comentários.

 

E pela primeira vez, assistimos à apresentação do lendário Pin Ups, sim aquela banda clássica. O Pin ups é uma das bandas mais importantes do cenário indie/alternativo brasileiro. Com uma sonoridade bem 90’s, deu uma lição de banda experiente, Zé Antônio e Alê mostraram-se imunes ao tempo. Um feedback maravilhoso, em resumo, show grandioso.

Novo disco do Sorry For All – The Noia Side of the Moon

Sorry For All é um power trio de punk 77, formado em 2013. É Através de shows, amizades, zueiras e rodas punk, que  têm sido o combustível desta caipirice em forma de banda – formado por Lucas Gordela (guitarra e voz), Marcelinho Geléia (baixo e voz) e Hiro Bolívia (bateria). Em janeiro de 2016, a banda lançou seu primeiro álbum “Too Noia To Die” (independente). Gravado em um sítio escondido, nas florestas de Socorro/SP, o primeiro disco da banda possui 10 faixas.

E desta vez não foi diferente, ninguém sabe a localização deste sítio, talvez Benjamin Linus saiba a localização, mas enquanto não encontramos com ele, vamos direto ao assunto. Disco novo, Noia nova ou melhor, The Noia Side of the Moon, novo disco dos caras. Parafraseando o grande Pink Floyd, o disco está repleto de pérolas, destaque para duas delas, Goma de mascar, com uma letra que parece ter saído diretamente de algum disco do FYP e a canção Cage Door, Ska total The Noia Side of the Moon, letra noiaba, em resumo nota 10, ouçam aí que é diversão garantida:

Goma de mascar

Que se foda todo mundo
não aguento mais um minuto
hoje eu só quero cornetar

Eu não tenho mais certeza
nem cigarro, nem cerveja
será que aquela mina vai me amar?

Você foi embora
não sei onde ce mora
Por que eu fui me apaixonar?

Dia a dia vai passando
de tubão eu vou chapando
nem o Datena vai me aguentar

Cheguei em casa masturbano,
porno na sala e eu roncano
mamãe não quis me acordar

Eu não ligo pra mim mesmo
novo no bar comer torresmo
e no balcão minha pança apoiar

Cage Door                                 

The rain on my ears 
the pain in my head 
the doubt in my soul makes everything black 
be who I am is not enough 
lost in a world 
where money is god 
All this comfort 
just takes my essence 
but this all right and nobody sees the problem 

Peddling surrounding my wishes 
selfishness blind my heart 
and the rain keeps falling 
like a sweet melody 
I feel love in everything, he opens the cage door 
when you feel the wind in your face 
nothing leaves you down 
what you know that really matters 
detaches and goes its way 

Red in her mouth 
the green in your mind 
all the desire of land 
concentrate on you 
eyes like a bird over the abyss 
you are the key to open the cage