A Praia, um paraíso nem tão belo assim

Olá galera do Duofox, aqui estou novamente para comentar um filme que vi esse final de semana. A Praia, um filme em que o queridinho das mulheres, Leonardo Di Caprio, aparece tão novo quanto um carinha da Malhação, mas que protagonizou um ótimo filme.

Lançado em 99, o filme conta a história de Richard (Di Caprio), um jovem americano com espírito aventureiro que está perambulando por Bangkok em busca de algo que o preencha. Durante suas andanças e noite dormidas em hotéis baratos e com todo tipo de gente, ele acaba, numa noite, tendo contato com um jovem escocês, cuja aparência doentia o deixa intrigado.

A praia

Numa certa noite, enquanto um casal de franceses transa loucamente no quarto ao lado, o misterioso hóspede bate à porta de Richard, iniciam uma conversa cheia de frases enigmáticas e confusas, sobre uma estranha ilha, onde, segundo o escocês (Robert Carlyle, de Once Upon a Time) é um paraíso, um lugar onde ninguém precisa se preocupar com as loucuras da vida cotidiana.

Intrigado com o papo do estranho vizinho de hotel, Richard parece querer realmente conhecer a tal ilha, onde existe uma praia tão paradisíaca que só parece existir em filmes. O filme se adensa e torna-se mais intrigante após o suicídio do jovem escocês. Porém, antes de cortar os pulsos em seu quarto, ele deixa um mapa para Richard. O caminho para a misteriosa ilha.

Quando Richard chegar à ilha, junto com um casal de namorados (o mesmo casal que transava ao lado do seu quarto) que conhece em seu hotel, coisas começarão a acontecer. A vida começará a fazer algum sentido, e em contrapartida, sairá dos eixos. E quando os três amigos, Richard, Étienne e Françoise chegam à ilha, descobrem que nada ali é o que parece ser, e que o paraíso não é lindo e desabitado como esperavam.

Para quem gosta de filmes de aventura e que combinam drama, suspense, comédia e acima de tudo uma boa crítica ao nosso modo de vida nas grandes metrópoles, A Praia é um excelente filme. Pois é quase uma infantilidade crer que viver numa ilha no meio do nada, sem contato com outras pessoas e sem a loucura de nossos dias fará bem para o a mente e corpo. Diversas coisas acontecem durante o longa-metragem, atitudes humanas e desumanas, amizades e traições. Assistam ao filme e deixem algum comentário depois. Bom filme e até a próxima.

7 motivos para assistir Lost

Há quase 12 anos, estreava a série Lost através do canal norte-americano ABC. Lost conta a história de um grupo de pessoas que caíram de avião em uma ilha misteriosa. Listamos vários motivos para vocês, que ainda não viram Lost, embarcarem nesta aventura:

1 – Personagens cativantes, quantos personagens icônicos surgiram no decorrer de todas as temporadas? Jack e todas sua “pontas soltas do passado”, na relação com seu pai e os familiares. Sawyer que demonstrou ser mais que um simples vilão no decorrer das temporadas. Hurley sempre rindo e fazendo piadas, Jacob e seus mistérios. Kate com seu jeito de femme fatale. Personagens que nos fizeram, torcer, sofrer e se alegrar com suas derrotas e conquistas.

2 – Teorias da conspiração, tantas teorias surgiram, em fóruns, em comunidades do saudoso Orkut.O que havia na ilha?Quais eram os mistérios?Era um purgatório?As pessoas estavam sendo julgadas para ir para o céu?Teorias e mais teorias rondaram a cabeça dos Lostmaníacos. A narrativa de Lost segue uma ordem não cronológica, isto é, uma constante digressão. Flashbacks de histórias isoladas, que deixam muitos malucos, sem entender a trama.Mas que na realidade, são uma teia de acontecimentos no passado e no futuro das personagens.

3 – Uma série sobre um grupo de pessoas, pessoas estas, que tornaram-se piores e outras que tornaram-se melhores, após a queda do avião, da forma em como viveram em grupo e enfrentaram os problemas na ilha.Tanto a escassez quanto os eventos sobrenaturais.Qualquer um pode assistir Lost. Ele reúne todos os tipos de personalidades e histórias, de dramas familiares, viciados em drogas, um casamento nas últimas, um azarado.A série é tão versátil que até ursos polares passeiam por uma floresta tropical.

4 – Lost é uma escola, vocês podem até discordar, mas podemos começar pelas frases dos personagens, “We have to go Back” (Jack), “We are the good guys” (Ben Linus), “It’s not Penny’s Boat” (Charlie), “Don’t tell me what I can’t do!” (John Locke), No Lost há uma grande chance de vocês aprenderem mais em que uma sala de aula.De filosofia, história, matemática e muita física.Olha que física é uma matéria complexa, mas está tudo lá.

Lost

5 – Casting de produção, Lost teve nome de gigantes na produção, direção, roteiro etc.Entre eles estão J. J Abrams, Damon Lindelof , Carlton Cuse, Jeph Loeb e Paul Dini.Só poderia dar boa coisa com um cast destes.Bons atores, locações e uma história incrível, fazem de Lost um seriado imbatível.

6 – Números de Lost, vocês nunca esqueceram destes números: 4, 8, 15, 16, 23, 42 .São números que possuem envolvimento direto na trama de Lost.Citados como amaldiçoados e até mesmo como números da sorte, dificilmente essas dezenas serão esquecidas depois de assistirem Lost.

7 – Lost é incrível, sim…a primeira coisa que muitas pessoas comentarão por aí, é que o final não foi o esperado, que o roteiro se perdeu no meio do caminho, mas quem acompanhou 6 anos de série, sabe a complexidade dos episódios e suas tramas.Lost foi um seriado que mudou a forma de fazer seriados, fica a dica para quem ainda não assistiu.até a próxima.

I, Daniel Blake, filme para você pensar em anarquismo

A primeira coisa a dizer que cinema é luxo em tempos de apocalipse social e econômico. Não me conformo pagar R$ 26,00 na entrada. E isso meus amigos duofoxers não tem nada a ver com (des)valorizar a sétima arte, afinal o cinema é maravilhoso, mas caro pra “chuchu”.

Bem, não estamos aqui pra falar de preço de entrada, vamos falar do que interessa, Eu, Daniel Blake, “FILMÃO”, recomendo até o último segundo. A convite de um amigo fui assistir “no escuro” – sem saber sinopse, linguagem fílmica – apenas ciente que:

  1. era pra sair do cinema com lencinho enxugando as lágrimas.
  2. revoltada com a burocracia que nos é imposta goela abaixo todos os dias.
  3. As duas alternativas acima.

Claro que se você chegou ao terceiro parágrafo quer saber “o porquê” da recomendação. Eu, Daniel Blake é um drama britânico-franco-belga e já deu pra sentir o peso, além de ser ganhador de Palma de Ouro e outros 14 prêmios, como os festivais de Locarno e San Sebastián.

Daniel é um carpinteiro que após um ataque cardíaco e sem condições para retornar ao trabalho se vê refém do sistema burocrático para conseguir um benefício concedido pelo governo, similiar ao nosso auxílio invalidez daqui e tudo fica ainda mais complicado quando percebemos que ele é um analfabeto digital e todos os formulários a serem preenchidos devem ser unicamente feitos através da internet. Entre idas e vindas no departamento ele conhece uma mãe solteira com dois filhos, Katie, que mudou recentemente para NewCastle e não tem condições de se manter, buscando pelo mesmos recursos que Daniel.

Aqui fica clara a crítica do diretor em relação ao governo que impõem uma sistemática e cansativa burocracia sobre a minoria. O objetivo não é ajudar e sim dificultar e fazê-lo desistir pelo cansaço, com o bônus de perder o pouco que o trabalhador ainda tem e sofrer um processo.

Ao assistir I, Daniel Blake é possível entender o quão frágil é o sistema e ao mesmo tempo o quão complexo e gerador de paradoxos sociais são estabelecidos ao longo da trama. Mesmo tratando de questões sociais inglesas, obviamente bem longe do Brasil é fácil se colocar na mesma situação dos personagens ou mesmo conhecer alguém vivencie um caso, digamos, igual.

Um dos pontos positivos de todo esse cinismo do sistema fracassado é perceber que diante das dificuldades ainda existe humanidade entre as pessoas, o senso de colaboração e centros assistenciais se esforçam para ajudar, e sim, é possível ajudar ao próximo se querer algo em troca.

Blake e Katie compartilham de momentos difíceis, mas mesmo achando que os dois irão se amar e cair na pieguice de romance, no fundo ao assistir esse longa é o que você menos vai pensar, o foco aqui são as relações, relações essas entre pessoas e governo, entre governo e burocracia, entre burocracia e necessidades, entre pessoas e pessoas.

Se você ainda está com a pulga atrás da orelha, eu vou te dar um exemplo mais comum de sistema feito para te fazer desistir: Você precisa alterar um plano do seu celular, depois de vários números, você ainda precisa passar por diversos setores, responder as perguntas-praxe 20 vezes e depois de algumas horas ou você desiste e tenta outro dia, ou simplesmente deixa como está e continua pagando uma fortuna. Eu já passei por isso. Para alterar o plano eu teria que ligar num dia do mês específico, detalhe, cada mês o dia mudava. Viu? Eu sei que você conhece várias outras histórias.

Eu, Daniel Blake continua em cartaz em alguns cinemas em SP, então se você estiver de bobeira dá um pulinho no cinema, garanto que não vai se arrepender.

 

O Presente, um thriller de mistério que vale a pena

Se você é daqueles que troca uma boa noitada em bares, festas e reuniões com amigos por um bom filme, O Presente é uma ótima pedida. Não pesquisei em canais por assinatura nem em locadoras (alguém ainda frequenta locadoras?) enfim, mas fuçando algo no Netflix para ver num sábado entediante, encontrei o Presente, um thriller/drama/mistério que vale a pena cada minuto.

O filme conta a história do casal Simon (Jason Bateman) e Robyn (Rebecca Hall) que se casaram há pouco tempo e que estão muito felizes com sua nova casa nos arredores de Los Angeles, e também com a perspectiva de terem um filho. Esse início pode parecer o mais clichê do mundo, mas as coisas mudam quando num dia de compras, Simon reencontra por acaso um velho amigo dos tempos de escola, Gordo (Joel Edgerton), e “retomam” a antiga amizade.

O presente - Jason Bateman

O que é mais estranho é o modo como Gordo parece nutrir certa obsessão pelo antigo colega de escola e sua esposa. Os dias correm sem muitas novidades, entretanto, quando o casal começa a receber presentes deixados na porta ou bilhetes de boas vindas um tanto generosos demais, por parte de Gordo, as coisas começam a realmente ficar complicadas.

O filme desperta o interesse de quem assiste, pois combina drama e suspense na medida certa. Sustos inesperados acontecem, mas o maior suspense é em não saber realmente as intenções de nenhum dos personagens. Em O Presente, todos parecem esconder segredos, e muitas vezes, escondem um passado que deveria ter sido enterrado.

Acompanhe a avaliação que o Duofox preparou para você e bom filme.

Pontos positivos do filme

  • Áudio. Inglês, espanhol e português com legendas em espanhol e português.
  • 9,5 na escala de 0 a 10.
  • Excelente, fotografia e cenário que não deixam a desejar em nenhum minuto.
  • Atuações. Ótimas. Assista e veja o que um cachorro na trama pode fazer com você.
  • Duração. 1h 47 minutos.
  • Classificação. Indicado para maiores de 16 anos, porém não há cenas tão violentas.
  • Direção e Roteiro. Joel Edgerton. Direção e atuação, sem comentários. Excelentes.
  • Joel Edgerton , Jason Bateman , Rebecca Hall
  • Produção. Título Original. 2015, EUA, The Gift

Chosen, uma série eletrizante e repleta de suspense

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Sabe aquelas noites em que você se empanturra de comer besteira, passa por todos os canais na TV, tenta ler (para quem gosta de ler) conversa com o cachorro, não aguenta mais o povo postando merda no facebook e finalmente se vê largado na cama às duas da manhã e tem certeza de que o sono não virá tão cedo?

Sei que pensou sobre tudo isso e que 90% é verdade. Quase tudo o que descrevi acima contribuiu para que eu desse de cara com uma série (saibam que não sou muito fã de séries, pois umas enrolam demais) bastante interessante.

Chosen é uma série produzida e dirigida pelo americano Ben Ketai, de 30 Days of Night: Dark Days, não me arrisco a dizer que Ketai é conhecido, pois não achei muita coisa sobre o cara, enfim. Ok. Vamos ao que interessa.

A 1ª das 4 temporadas é transmitida originalmente desde 2013, pelo site Crackle. Muito parecido com o Netflix, o Crackle é um serviço de streaming de filmes e séries, que tem um catálogo de vídeos com um excelente diferencial. É totalmente gratuito.

A temporada de abertura conta a história de Ian Mitchell (Milo Ventimiglia), sim, ele é o Peter Petrelli da série Heroes, e que aqui encarna o papel um advogado criminalista, na minha visão um tanto antipático, e que “disputa” a atenção de sua filha após o término do conturbado casamento com sua ex-mulher, Laura Mitchell (Nicky Whelan), essa loira da foto que dispensa comentários.

Certa manhã, pronto para ir ao trabalho, Mitchell vê sua vida sofrer uma drástica mudança. Na porta de sua casa ele encontra uma misteriosa caixa. Dentro dela, uma arma carregada, uma foto de um estranho chamado Daniel Easton e instruções para matá-lo em três dias. Isso mesmo. Matar um sujeito que ele nunca viu em 3 dias.

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O que chama atenção nessa série é a forma como as coisas vão acontecendo. É tudo muito rápido, não dá tempo de dormir, e Ian Mitchell vai se afundando cada vez numa bizarra teia conspiratória. Ele não pode confiar em ninguém, nem mesmo nos policiais que ele resolve contatar após abrir a caixa, que são altamente displicentes e não dão a mínima para sua história.

Sozinho e confuso, Ian resolve investigar por conta própria, e antes que perceba no que realmente está metido, já está dentro de um jogo e descobre que também é o alvo de alguém. Ele e mais outras pessoas agora fazem parte de um jogo macabro, onde a liberdade de todos é monitorada, embora alguns nem saibam disso. Telefonemas estranhos, objetos misteriosos, câmeras que aparecem em lugares improváveis e ameaças familiares são só alguns dos aperitivos dos primeiros episódios, que dificilmente não te deixará intrigado. A trama vai ganhando cada vez mais ação e suspense à medida que novos personagens aparecem, prenunciando as temporadas seguintes. Essa série ainda possui uma pitada de erotismo, o que não pode faltar em nenhuma história.

O resultado da série é muito satisfatório e apesar de não ser tão comentada e divulgada entre nós brasileiros, vale a pena ser vista, pois é relativamente curta, se comparada com outras do gênero, intrigante e repleta de emoção.

Ficará sempre a pergunta pairando em sua mente no final de cada um dos episódios. “Até aonde essas pessoas vão chegar para se manterem vivas? É clichê a frase, eu sei, mas essa é a que melhor se encaixa.

Agora, depois de ler esse texto, e se ficou curioso, tente assistir um episódio e ir dormir… Depois, deixe o comentário aqui contando pra gente se conseguiu…

Pontos positivos da série no Crackle.

  • Áudio. Inglês com legendas para quem não gosta de dublagens pífias.
  • Nota. 8,5 na escala de 0 a 10.
  • Fotografia. Até mesmo um leigo vai perceber que os produtores mandaram bem.
  • Atuações. Ótimas. Confira numa das cenas do 3º episódio, Milo Ventimiglia manda bem.
  • Trilha Sonora. Não deixa a desejar. 8 na escala de 0 a 10.
  • Duração. Aproximadamente 9 horas. O que faz de Chosen uma excelente opção para quem não tem paciência para séries com 550 episódios de 5 horas cada.

 Assista Chosen

Por que assistir Relatos Selvagens de Damián Szifron?

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Relatos Selvagens de Damián Szifron é tão real que chega a ser cômico e até trágico.
Mostra como podemos ser violentos ao extremo e de que forma a vingança pode chegar ao ápice no momento de fúria e descontrole emocional. Relatos Selvagens foi um estouro de bilheteria: fez 3 milhões de espectadores e se tornou o longa mais visto do ano na Argentina (2014).

Com humor cheio de sacadas e versátil, é a principal característica de Relatos Selvagens, que foi escrito e dirigido por Damián Szifron. São seis histórias individuais – com plot contínuo, unindo protagonistas descontrolados, que decidem fazer justiça com as próprias mãos, sem temer a sorte.

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Um músico frustrado que reúne todos os seus inimigos em um avião; uma garçonete que tem a chance de se vingar do homem que arruinou sua família por causa de terras; uma briga de trânsito que arruína a vida dos envolvidos; um engenheiro revoltado com uma multa e a burocracia sem limites; um milionário que tenta livrar o filho da cadeia após ter atropelado uma grávida e não ter prestado socorro; e uma noiva que descobre a traição do marido em plena de festa de casamento e resolve vingar-se da maneira mais terrível possível.

São histórias simples do dia a dia, o que nos remete e envolve automaticamente as tramas. Damián Szifron mostra de forma inteligente a selvageria que guardamos dentro de si. Lembrando que este filme incrível foi produzido por Almodóvar, Assistam Relatos Selvagens e boa diversão.

O segredo dos seus olhos – um filme de Juan José Campanella

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O segredo dos seus olhos, dirigido pelo argentino Juan José Campanella, é uma produção argentina, que chama atenção não só por ser extremamente sofisticada, mas por possuir um roteiro repleto de arcos dramáticos e reviravoltas na vida dos personagens.

De início, a sensação é de que, “lá vem mais um daqueles filmes policiais com a fórmula batida”, mas ao decorrer da trama, é possível identificar que é bem mais do que isso. O filme conta sobre um estupro seguido de assassinato da bela e jovem Liliana Colotto. Benjamín Espósito servidor público do Fórum Criminal de Buenos Aires, fica incumbido de investigar o caso.

Além de Espósito, há mais 2 personagens de destaque, seu amigo e assistente Pablo Sandoval e Irene Me­néndez Hastings, nova secretária do juízo. Ambos desenvolvem papeis importantes na trama.

Espósito encontra-se totalmente envolvido no caso, chegou a conhecer o bancário Ricardo Morales, com quem Liliana era casada e dividia uma vida feliz. Ricardo, que clamava por justiça, não tinha ideia de como poderia começar esta investigação. Neste meio tempo Espósito perdidamente apaixonado por Irene, não sabe como proceder. Os dois são de classes sociais e vidas diferentes.

Mas as pistas para que se encontrasse o assassino, estavam nas fotos de Liliana, onde o assassino sempre a encarava, em todas as fotos, como se buscasse um objeto extremamente valioso. Isidoro Gómez, antigo namorado de Liliana, era o suspeito que deixara de ser acima de qualquer suspeita, pela simples falta de controle emocional ao ser interrogado por Irene.

Nesta confusão de sentimentos, de angustias, dores e corrupção. Espósito sente a amargura do medo de amar, da incerteza, da esperança, de nada disto concretizar-se. Deixando lacunas na vida de ambos, pois Irene também espera, mesmo possuindo um noivo, que Espósito se declare.

Em resumo, grande filme, com fotografia e trilha sonora de bom gosto, bom roteiro, não deixem de assistir  O segredo dos seus olhos. Fica a dica!!!

Birdman de Alejandro González Iñárritu

Birdman

O que você faria, se fosse um ator assombrado por um papel feito anos atrás?
Uma celebridade que teve seus 15 minutos e continua caminhando a cada dia, tentando escapar do passado. Mas em contrapartida, é egocêntrico e faz das tripas coração para não cair no esquecimento.

Birdman de Alejandro González Iñárritu é um pouco de rancor, de sublime e de surreal. É um sarro com a Broadway e falta de criatividade do cinema de Holywood. Para escapar deste passado e do próprio Birdman, que o assombra como aquele diabinho que aparece nos desenhos do Pica-pau sempre aconselhando ao erro.

Riggan Thomson (Michael Keaton) tenta emplacar um peça de teatro, troca o protagonista da peça (aliás uma lâmpada cai misteriosamente na cabeça do ator), contrata Mike Shiner (Edward Norton), com quem quebra-pau 90% do filme. Shiner odeia o emblema comercial, no qual tornou-se Riggan com alcova de Birdman.

Em tempos de redes sociais, selfies e tweets, Riggan Thomson acabou tornando-se celebridade nas redes sociais, ao ter corrido de cuecas pelas ruas, para poder entrar no palco. Arriscando um grande investimento para bancar a peça e enfrentando, uma crítica teatral, que era um demônio em forma de gente. Riggan Thomson apesar de parecer um desequilibrado, até que consegue sair-se bem, enfrentando tantos empecilhos.

Crises existenciais, problemas de família e frustração por não conseguir alcançar objetivos, são alguns dos temas que abordam este filme muito divertido de Iñárritu, diretor consagrado por Amores Perros, 21 gramas, Babel e Biutiful.
Confira o trailer e boa diversão:

The Warriors – Os Selvagens da Noite e a influência no Punk paulistano

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the-warriors-duofox-2Agora vem uma grande responsabilidade, fazer uma resenha sobre um filme que assisti uma dezena de vezes, inclusive um filme de 79 que todos gostam, até meu pai gosta deste filme, olha que é difícil cair na graça do velho.

O filme começa com os Warriors indo para uma reunião com Cyrus, o chefe da gangue mais casca-grossa de Nova York, o Gramercy Riffs, convoca todas as gangues da região, pedindo para enviarem nove representantes desarmados para uma reunião.  A ideia de Cyrus é unificar todas as gangues em apenas uma, forte e mortal o suficiente para dominar a polícia, mas durante o discurso, sofre um atentado e os Warriors são equivocadamente acusados por Luther, líder dos Rogues e verdadeiro assassino do líder dos Riffs.

O líder dos Warriors é assassinado no confronto e com a chegada dos tiras, a saída mais inteligente é atravessar todo o território do Bronx e Manhattan, para voltar a Coney Island, escapando da polícia e de outras gangues que querem caçá-los para colocarem os troféus na sede de cada gangue (claro que estes troféus são as cabeças dos Warriors).

No meio da noite, a corrida contra o tempo para fugir e enfrentar outras gangues para chegar a salvo em seus território.
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Apesar de serem caçados, existe uma rádio dando coordenadas no meio do caminho (Nem existia GPS, mas a rádio era o sonar dos caras), os Warriors mesmo com algumas baixas, conseguem dar conta de outras gangues no caminho.

Em resumo, Warriors, Os Selvagens da Noite, é um filme muito interessante que mostra a força das gangues e que teve grande importância para cena Punk de São Paulo. Bandas como Ratos de Porão, Inocentes, Restos de Nada acreditavam piamente o estilo de vida das gangues era punk, mas com o passar do tempo esta perspectiva foi equivocada por falta de informações a respeito do movimento na época. Porem foi de importantíssimo para o início do movimento.

Porque assistir Drive do diretor Nicolas Winding Refn?

Drive-duofox_f06 Pergunta fácil de ser respondida, num mar de filmes de ação sem história ou com histórias rasas, Drive destaca-se justamente pela simplicidade de sua história, direção de Nicolas Winding Refn (diretor do excelente Bronson) e com atuação Ryan Gosling e Carey Mulligan.

Ryan Gosling é um dublê sem nome. Na trama, entre trabalhos em Hollywood e em uma oficina mecânica, serve de motorista de fuga para quem contratar seus serviços como freelancer. Nunca questiona o trabalho, “faz o que precisa ser feito”. Entretanto quando decide ajudar o marido (Oscar Isaac) de sua bela vizinha (Carey Mulligan) em um assalto suspeito, o dublê se envolve num esquema sujo e injusto, se vê encurralado por seu código moral impiedosamente.

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E tudo roda em torno de Ryan Gosling, não representado como herói, mas como a própria justiça personificada. O “Piloto” lembra um personagem dos antigos clássicos de Hollywood, como um detetive Noir do filme Relíquia Macabra interpretado por Humphrey Bogart.

Outro ponto alto são as cenas de perseguição do filme parecem possíveis de serem realizadas no mundo real, e não apenas nas telas do cinema. Tirando aquela estética de filme impossível.
A fotografia dispensa comentários, o Ryan Gosling sempre aparece de forma icônica, aliás ele fala bem pouco no filme, como no ato inicial, onde seu personagem fica mais de 9 minutos sem soltar uma palavra e mesmo assim é espetacular sua atuação!

Se eu dirigir para você, terá seu dinheiro. Você me diz onde começamos, onde vamos e onde vamos depois. Eu te dou cinco minutos quando chegarmos lá. Qualquer coisa que acontecer nesses cinco minutos, eu sou seu. Não importa o que aconteça. Qualquer minuto antes ou depois e você está por conta própria. Eu não carrego uma arma. Eu dirijo.

Em resumo DRIVE, é um filme com uma estética dos anos 80, até a jaqueta ensanguentada com símbolo de um grande escorpião nas costas remete a outra época. É um filme com grande apelo visual, boas atuações e ótima direção, vale a pena conferir.