Indivíduo Coletivo- Exposição Individual de Daniel Lima

Em sua primeira exposição individual, Daniel Lima mostra suas obras nascidas das vivências do punk e dos ateliers coletivos, torcendo cores e questionando o status quo.
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Daniel Lima

Daniel Lima é artista plástico, educador, mediador e produtor cultural no interior do estado de São Paulo. Trabalhou no meio editorial por muito tempo até que, em 2012, desistiu e se voltou integralmente para o underground independente, pulando de coletivo em coletivo desde então.

Junto de alguns parceiros fundou a Casa Trinta – espaço cultural onde por 2 anos o coletivo promoveu inúmeros trabalhos nas áreas das artes visuais, música e produção cultural – tudo D.I.Y., horizontal e independente. Nesse meio tempo vendeu comida vegana, bolsas, camisetas, fanzines e desenhos como muambeiro. Fez parte também do Coletivo Tridente, que surgiu espontaneamente através da amizade de três artistas e seus encontros ao longo de anos, conceitualizando-se no final de 2013 e agraciado com uma exposição no próprio Epicentro Cultural em 2014.

Reutilizando lixo, atropelando telas e picando revistas, seu trabalho experimenta diversas formas de expressão visual entre processos gráficos, colagem, pintura e desenho, abordando temas relacionados à pluralidade da mente humana e suas relações. Daniel foi um membro original da banda punk bragantina Vírus no Sistema e hoje toca baixo nas Bacantes, banda paulista de rock torto.

Atualmente vive à beira do absurdo numa aventura no poder público como produtor e designer, observando de camarote por debaixo da fina e frágil cortina que é o governo brasileiro.

Daniel também não come carne e não guia.
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Curadoria: Cassiano Reis / Epicentro Cultural

Vernissage: 07 de Agosto às 19h

↗ DJ JazzySENSE.
↗ VJ set Astronauta Mecanico
↗Pocket Show Animal Cracker (Matias Picón)

Quando?

10 a 28 de agosto de 2015

Visitação: seg a sex das 12h às 19h (toque a campainha)

Onde?

Epicentro Cultural

Projeto apoiado pelo Governo do Estado de São Paulo / Secretaria de Estado da Cultura – Programa de Ação Cultural 2015

⤟ [ epicentrocultural.com ] ⤠

Entrada livre e gratuita

Pedra Grande – Trekking alucinante!!!

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No dia 04/04/15 às 2:45 da manhã, resolvemos enfrentar mais de 3 horas de caminhada até a Pedra Grande. Contando com uma superfície aproximada de 200 mil m², a Pedra Grande é o cartão-postal de Atibaia-SP,  reduto de praticantes de vôo livre, paraglider, rapel e escalada em montanha.

Com 1.450 metros de altitude, impossível não gostar de sua amplitude. Lá de cima asas-deltas e paragliders colorem o céu nos finais de semana e feriados. Perfeito para Trekking, escaladas e para os amantes de esportes radicais.

A caminhada pela estrada é pesada, a noite é breu total, não há iluminação, com subidas íngremes e buracos por toda estrada, é um desafio chegar inteiro. Mas vale à pena, uma visão esplendorosa e indescritível, vale todo o esforço físico.

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Chegamos aproximadamente 6:00 da manhã, ainda estava escuro, mas já conseguíamos ficar pasmos com toda beleza da paisagem e da vista das cidades vizinhas, iluminadas e minúsculas. Um frio de destruir os ossos, vento gelado que só amenizou quando sol apareceu.

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Não demoramos para enfrentar a descida, as 7:30 estávamos enfrentando a jornada de volta aos nossos lares.Com muito barro, escorregões, por incrível que pareça, livre de quedas.
Mesmo passando por capelas mal-assombradas e casas abandonadas no meio do brejo que mais lembram cenas de filmes como Massacre da Serra Elétrica, é bem divertido.
Não deixem este passeio para depois, caso tenham oportunidade, visitem a Pedra Grande.

Começa o 11º Cardápio Underground 2014 em grande estilo!!!

Domingo ensolarado no início do 11º Cardápio Underground 2014 (confira programação completa aqui), começando com os donos da casa Devont’s, com Folk muito bem tocado, na vibe do Vanguart e trilhando pelo Clube da Esquina e até mesmo Simon and Garfunkel, abriram muito bem o Festival.
devonts

https://www.facebook.com/osdevonts

Na sequência o Corazones Muertos de São Paulo, tocando um Hard Rock com aquela raiz Punk, lembrando o Hellacopters, performance incrível com direito a cover do Ramones, que dispensa apresentações.

corazones

https://www.facebook.com/corazonesmuertosband

Logo em seguida, o Molho Negro de Belém, literalmente incrível e de cara a melhor atração da noite, com Rock n’ Roll direto, com pegada de jovem-guarda. Colocou muitas pessoas para dançar, destaques para Negro Gato, onde está o meu Mojo e um medley que fechou com Venus do Shocking Blue.

molhonegro

https://soundcloud.com/molhonegro
http://www.molhonegro.com/

Para completar a noite o Camarones Orquestra Guitarrística, quarteto potigar, subiu no palco para não deixar a poeira descer nem por um segundo, com um instrumental que mistura post-rock, surf music, música brasileira e mais um trilhão de ritmos no liquidificador, detonou com performance incrível, músicas ótimas e show intenso.

camarones

http://www.camarones.com.br/

 

Em Resumo espero ter oportunidade de ver o Camarones Orquestra e Molho Negro novamente, ambas mostram que as bandas nacionais estão em um nível excepcional.

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Storm Thorgerson e suas capas para os álbuns do Pink Floyd

Não há como não gostar dos álbuns de Pink Floyd, aliás, as capas dos discos do Pink Floyd são excepcionais, ninguém pode negar.
E a capa de algumas outras bandas também, Led Zeppelin, Black Sabbath, Scorpions, Peter Gabriel, Genesis, Europa, Catherine Roda, Bruce Dickinson, Dream Theater, The Cranberries, The Mars Volta, Muse, Biffy Clyro e Rival Sons, ufa!!!Antes de ser um dos designers gráficos mais consagrados do rock and roll, era amigo de infância do Syd Barrett e de Roger Waters.

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Quem é Storm Thorgerson?

Thorgerson tem origem norueguesa, estudou Cinema e Televisão no Royal College of Art, também era amigo do David Gilmour, inclusive foi seu padrinho de casamento. Talvez uma de suas capas mais famosas são para o Pink Floyd. Seu projeto para The Dark Side of the Moon tem sido uma das maiores capas de álbuns de todos os tempos. Desenhado por Thorgerson e Hipgnosis, no geral seus trabalhos são repletos de elementos surreais, a maior parte das vezes, objetos tradicionais colocados fora de sua realidade, criando uma perspectiva de estranheza e beleza as suas capas.

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 Como chegou lá?

Em 1968, junto com Aubrey Powell fundou o grupo de Design gráfico Hipgnosis, onde foram criadas inúmeras capas de discos, para Pink Floyd, T. Rex, The Pretty Things, UFO, 10cc, Bad Company, Led Zeppelin, AC / DC, Scorpions, Yes, Def Leppard, Paul McCartney, The Alan Parsons Project, Genesis, Peter Gabriel, ELO, Rainbow, Styx, XTC e Al Stewart. Em 1983 a Hipgnosis foi dissolvida, depois vieram Greenback Films, produzindo vídeos musicais e por último StormStudios.

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Conheça o trabalho de Storm Thorgerson

David Carson, o designer gráfico surfista

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Se você gosta de surf e costumava ler a Revista Trip, com certeza você gosta do David Carson e não sabe. Pois ele foi designer gráfico que deu movimento para as fotos repletas de ondas e palavras caindo do texto, distorcidas e retorcidas, com sua tipografia grunge fez inúmeras capas de revistas, discos e livros.

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Quem é David Carson?

David Carson é um designer gráfico americano, famoso por ter sido diretor de arte da revista Ray Gun e ex-surfista profissional, oitavo no ranking mundial na década de 70. Formado em sociologia, foi professor de sociologia de 1982 a 1987. Muito conhecido por seu estilo tipográfico grunge. Trabalhando para várias bandas como Nine Inch Nails, Bush e David Garza.

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Como chegou lá?

Depois de fazer curso design gráfico de 3 semanas na Suíça, Carson se especializou e começou a trabalhar na área de design editorial. Tornou-se diretor de arte para várias revistas, incluindo Transworld Skateboarding e sua publicação irmã Transworld Snowboarding.

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Carson mais tarde fundou sua própria agência criativa, David Carson Design, e começou a produzir trabalho para Ray Ban, Nike, Microsoft, Budweiser, Georgio Armani e Levis na década de 1990. Seus clientes mais recentes incluem AT & T, a British Airways, a Kodak, a Mercedes-Benz e MTV Global. Em seus últimos anos, Carson tem participado ativamente de palestras como TED.

Conheça o trabalho de David Carson: 

Guilherme Brito e a poesia do livro Além dos Olhos

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brito-duofoxHá umas 2 semanas atrás, meu amigo Guilherme Brito publicou um livro de poemas chamado Além dos Olhos, com poemas de versos brancos com uma pitada parnasiana.Já havia lido o livro no ano passado e achei-o bem legal, fui convidado para fazer o projeto gráfico da capa e o prefácio do livro.

moura-duofoxUtilizei de alguns conceitos pertinentes ao livro, como estética, beleza, morte e prazer.Conceitos abordados em todos os poemas, de forma introspectiva e também subjetiva.duofoxPelo fato da estética ter sido assiduamente abordada nos poemas, a melhor solução foi buscar valores gregos e adequá-los na composição, como esculturas e esboços de Michelangelo, Parthenon e o Sol como coadjuvante de toda composição.capa-duofoxEspero que vocês tenham gostado, para adquirir o livro é só entrar em contato com o próprio escritor, Guilherme Brito, abaixo o prefácio do livro:

Numa tempestade de fúria, onde o acalento de um beijo dissipa a destruição iminente. O sol não só mostra sua forma elíptica com toda sua maestria, mas como um ímpeto de vitória sobre todos os males.Com poesia enérgica, lisérgica, versos brancos duros e viscerais, reais, recheados com a volúpia do belo, com estética parnasiana e com a busca do inalcançável perfeccionismo. De um mundo abstrato, habitado por Álvares de Azevedo, Alphonsus de Guimarães e Augusto dos Anjos, Guilherme Moura Brito emana pensamentos introspectivos, singela homenagem ao simbolismo. Domina com precisão, os arcos dramáticos de cada estrofe, como se fosse o último suspiro. Daí a ânsia pelo breve, pelo momento único do verso, sem letargia ou estrofes catalépticas, como Ícaro esgueirando o sol.

3 lições sobre design que você pode aprender com Saul Bass

Antes de ser um dos pioneiros no Motion Design com grande destaque no mercado cinematográfico, Saul Bass foi um ótimo designer gráfico. Nascido no bairro de Bronx de Nova York em 1920, era um garoto criativo que desenhou assiduamente. Saul Bass estudou na Art Students League, em Nova York e no Brooklyn College com Gyorgy Kepes, um designer gráfico húngaro que havia trabalhado com László Moholy-Nagy em 1930 Berlim e fugiu com ele para os EUA. Kepes introduziu Bass estilo Bauhaus de Moholy.

Depois de estudar incansavelmente, trabalhando em empresas de design de Manhattan, Saul Bass trabalhou como designer gráfico freelancer ou “artista gráfico”, como eram chamados na época. Mudou-se para Los Angeles em 1946. Depois de ser freelancer, ele abriu seu próprio estúdio em 1950, trabalhando principalmente em publicidade até Preminger convidá-lo para projetar o cartaz para seu filme de 1954, Carmen Jones.

 

Mas o que mudou a vida criativa de Saul Bass foi O Homem do Braço de Ouro, que estabeleceu Saul Bass como um grande Motion Designer. Em 1958, vieram sequencialmente Vertigo, sua primeira sequência do título para Alfred Hitchcock, e logo depois outro de Hitchcock de 1959 North by Northwest,

Saul Bass posteriormente voltou ao design gráfico. Sua obra corporativa incluiu a elaboração de identidades corporativas de grande sucesso para a United Airlines, AT & T, Minolta, Bell Telephone System e Warner Communications. Ele também desenhou o cartaz para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984.

 

Para conhecer melhor seus trabalhos:http://saulbass.tv/

O que Responsive Design e Art Nouveau tem em comum?

Mucha
Mucha
Fonte:wikipédia

Arte Nouveau não só influenciou as artes gráficas, arquitetura e pintura, como continua nos influenciando nos dias de hoje. Com raízes no romantismo e no simbolismo , a Art Nouveau (1894-1914) é um estilo basicamente ornamental, caracterizado por linhas sinuosas e onduladas, florais, adornos e videiras. Ela pode ser vista nos trabalhos de Gustav klimt Henri de Toulouse-LautrecAntonio Gaudi e Hector Guimard, que foi o arquiteto e designer das entradas do metrô parisiense.

Chamada Jugendstil ( na Alemanha ) , Sezessionstil ( na Áustria ), Art Nouveau quebrou regras e abandonou referências históricas para favorecer a criação de um Design de alto nível e de estilo majestoso, unificando todas as artes e suas sutilezas em prol de um estilo orgânico e inspirado na natureza.

Na arquitetura foi utilizada em grandes janelas, arcos e portas, com molduras decorativas, crescendo em formato de plantas, harmonizando suas formas organicamente. Já nas artes gráficas impulsionaram rótulos, propagandas, pôsteres, revistas entre outros, altamente inspirados pela arte japonesa.

Assim como o Art Nouveau foi funcional em vários aspectos, sem perder estilo e beleza, em suas diversas aplicações (sendo estas pinturas, litografia ou mesmo na arquitetura) vivemos em uma época em que o design está mudando em aspecto e dimensões, sendo versátil e cada vez mais útil em nossas vidas.

Você já ouviu falar de Responsive Design?

Na web, já faz um bom tempo, que deixamos de visualizar os sites através de computadores, entretanto surgiram tantos dispositivos e resoluções diversificadas (Tablets, Smartphones e E-readers) que ficaria impossível criar um layout para cada resolução, sem que o designer fosse parar em um hospício.

Entretanto, estas evoluções tecnológicas, facilitaram muito as nossas vidas, entre elas podemos facilmente citar: ler e-mails, comprar e pagar sem ter que correr para fila do banco (o que não é tarefa das mais fáceis).

O Responsive Design veio para sanar este problema, ao invés de criar inúmeros layouts, o foco é programar um site de maneira que seus elementos se adaptem automaticamente à tela do dispositivo no qual é acessado.

Dentre muitas características estão:
• Adaptar o layout da página à resolução em que está sendo visualizada, lembrando que em  interfaces Touch Screen, o famigerado Mouse é o dedo humano, e o comportamento na navegação é algo inovador e intuitivo.

• Redimensionamento de imagens, tratando-se celulares e tablets, para não sobrecarregar os dados e deixar o carregamento dos sites uma carroça

Simplificar elementos da tela para dispositivos móveis ao máximo, uma vez que o usuário, possui menos tempo e dedica menos atenção durante a navegação.

Vale a pena destacar, que cada projeto possui uma necessidade especifica.
E Responsive Design não funciona muito bem como uma receita de bolo.
Briefing com maior número de informações possíveis, wireframes bem construídos, teste A/B, interface amigável ao usuário e bom senso são dicas preciosas na hora de começar esta empreitada.

Cliente não é patrão

por Diego Fernandes de Oliveira

Argumente sempre e ganhe pontos com o seu cliente

Você acaba de fazer aquele site maravilhoso, cheio de estilo e envia o link para o cliente. E logo vem o bombardeio, com direito a granadas e misseis, “Então, não gostei muito, estou enviando um lista com algumas alterações por e-mail, até logo”.

Chega a bíblia de Gutemberg (uma lista repleta de alterações), você faz aquela cara de quem comeu e não gostou, engole seco e prossegue. Faz todas alterações e reenvia o link para o cliente, ele insatisfeito retorna “Então amigão, não era bem isso, falei com o meu filho, e ele separou mais algumas pequenas alterações”.

É um ciclo muito comum no desenvolvimento web e em outras áreas, todos sabemos. Porém o que os clientes não sabem é até que ponto isso é benéfico para o seu trabalho. Seguimos um briefing elaborado com as respostas dadas pelo cliente, logo sabemos que através do mesmo e muita pesquisa, conseguiremos encontrar uma solução.

O que o cliente não sabe, é que muitas vezes alterações solicitadas por capricho podem destruir seu negócio (produto, marca etc.). Coisas como utilizar cores carregadas em um e-commerce, podem ser um tiro no pé. Botões de comprar que não contrastam com o layout, idem. E o que dizer das informações sobre o processo da compra em fontes microscópicas, de apenas 7 pontos? Podem atrapalhar sua mãe a comprar aquela geladeira que está na promoção, que tanto gostaria de adquirir.

Imagine que, por sugestão do seu cliente, foi inserida uma fonte minúscula com as informações de conclusão do processo de compra, sua mãe não conseguiu ler e muito menos compreender o que estava escrito. Resultado? Deixou de fazer a compra através do site e foi adquirir a geladeira com o valor exponencialmente maior, na loja física do concorrente.

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“Tem que ter a foto de minha filha, o pá”. Foto: Saturday Evening Post, Illustrated by Stan Galli, October 1958

Como resolver este tipo de situação sem discutir com o cliente?

Retornar para o cliente é sempre uma ótima pedida. Pois o cliente ficará sempre a par do projeto e tudo o que for questionado pode ser colocado claramente, principalmente as alterações funcionais ou prejudiciais ao projeto. Se você foi contratado para isso, tenha certeza que ele saberá ouvir suas opiniões, mesmo que ás vezes discorde de suas boas práticas de desenvolvimento.

Outra dica é trabalhar sempre focado na solução e não em seu ego, pois o seu layout está longe de ser Guernica (Picasso) ou Mona Lisa (Da Vinci).

Lembre sempre sempre, que o cliente tem que ter em mente que o maior beneficiado com o seu produto final não é ele e sim o usuário. Então devemos facilitar o máximo sua navegação e exibição de informações, de forma clara e objetiva.

Porém, sempre existirá dicotomias em nossas vidas, Nem sempre ele está certo, ele não é o seu patrão, ele paga seu patrão. Agências, estúdios e start-ups precisam de clientes para manter suas portas abertas. Por isso, o diálogo e um bom contrato podem resolver esta questão.

Devemos ter um bom relacionamento com o cliente, ajudá-lo a encontrar a melhor solução para sua empresa, sem precisar discutir ou até brigar por pouca coisa.

“A arte não existe para produzir o visível, e sim para tornar visível o que está além.”
Paul Klee

“Design não é apenas o que parece e se sente. Design é como ele funciona. ”
Steve Jobs

Paul Klee, Bauhaus e o design hoje

Será que ainda hoje testemunhamos lições deste mestre?

Hoje em dia se fala tanto de um tal de Skeumorphism,  Flat design, tendências que aparecem e desaparecem. De onde vieram estas tendências? A busca por referências no passado ainda é obsessiva, para se obter respostas sobre questões e indagações que não conseguimos solucionar sem cair no clichê. Então porque não buscar no inicio do livro?

Klee

Quando o nome Paul Klee vinha à tona sempre gerava confusão artística, pois ele não se enquadrava em nenhuma escola. Alguns diziam que ele fazia parte do cubismo, outros acreditavam que fazia parte do expressionismo e até o surrealismo.

Desenhista nato, fez de seu dom um laboratório técnico. Desenvolveu incrível habilidade com a paleta de cores e suas combinações. A maioria de seus trabalhos combina estas habilidades. Ele usa uma grande variedade de paletas de cores, que seguem desde o quase monocromático até ao altamente policromático.

Muito criativo e curioso trabalhou com vários materiais diferentes – tinta a óleo, aquarela, tinta preta, rascunho entre outros materiais , fazia uso de técnicas de pintura a esguicho (spray), recortes com facas, carimbos e verniz.

O uso freqüentemente de formas geométricas, além de letras, números, setas e as combinações com figuras de animais e de pessoas. Grande parte de suas obras e seus títulos refletem seu humor seco e seus ânimos variados. Suas obras aludem, freqüentemente, à poesia, à música e aos sonhos, e, às vezes, incluem palavras ou notações musicais.

Desenhava com freqüência através de transferências (como desenho em cima do carbono), dificilmente direto no papel. Possuía obras abstratas com grande complexidade.Estudou física compulsivamente, para equilibrar as formas, havia nele uma compulsão pelo equilíbrio das cores e das formas.

Juntando-se ao corpo docente da Bauhaus

Paul Klee

Em 25 de novembro de 1920, foi convidado pelo arquiteto Walter Gropius a participar do corpo docente da Bauhaus, Então, em 1921, Klee mudou-se de Munique para Weimar para assumir seu papel de mestre de forma na oficina de artefatos de vidro. Na década seguinte, Klee lecionaria nos institutos de Weimar e Dessou Bauhaus.

A Bauhaus, nesta época, foi forçada pelos nazistas a deixar Dessau e a se estabelecer em Berlim. Em 1932, Klee foi violentamente atacado pelos nazistas e, próximo ao Natal daquele ano, retornou a Berna, onde desenvolveu sua fase artística derradeira, baseada em um desejo pro simplicidade. Agora ele também se encontrava perto da pobreza, pois seus recursos financeiros na Alemanha haviam sido confiscados.

Seus trabalhos desse período são muito mais amplos, com uma boa qualidade linear e traços geométricos em negrito.Com o tempo suas linhas, se transformaram em barras pretas, as formas generalizadas, em maior escala e as cores mais simples. Em 1934, aconteceu sua primeira exposição inglesa, e uma ampla retrospectiva foi apresentada em Berna em 1935.

No mesmo ano, ele desenvolveu os primeiros sintomas de câncer de pele e depois de um período depressivo em 1937, retornou o trabalho com significante vitalidade. Enquanto isso, na Alemanha, alguns de seus trabalhos foram expostos em uma “exibição de arte degenerada”, e mais adiante 102 deles seriam confiscados de coleções públicas.

Influente na pintura e em outras formas artísticas.Paul Klee também é uma das referencias no Design, ter lecionado por 10 anos na Bauhaus ao lado de seu amigo

Wassily Kandinsky, que Klee acreditava ser de alguma forma seu aluno, pois acreditava que Kandinsky era tecnicamente superior na pintura.

Klee e o Design de Hoje

Porém se saltarmos na história do design, conseguimos ver em nosso dia-a-dia traços de suas técnicas e ensinamentos. Em embalagens, sites, impressos, encadernações e até no artesanato.  Dois exemplos:

No Flat Design, presente na interface Metro do Windows 8, desenvolvida por Paula Scher, visualizamos um exímio equilíbrio, no qual Klee tanto se empenhava e simplicidade na qual ele buscava a liberdade para seu traços.

Interface Metro do Windows 8, uma influência.

No Skeumorphism, famoso na versão do Mac OS X Lion, vemos traços das misturas de técnicas e busca por elementos vintage , como texturas de couro e páginas com linhas, técnicas aplicadas por Klee em sua composições.

Se buscarmos a fundo, ainda utilizamos muitos conceitos e ensinamentos de Klee e principalmente do que foi ensinado na Bauhaus. Ainda me arrisco a dizer, que se não fosse a Bauhaus, não haveria Dieter Rams trabalhando na Braun e muito menos Paul Rand teria criado logos como da IBM. Olhar para trás ás vezes, pode trazer soluções grandes soluções.Pensem nisso!!

A arte não existe para produzir o visível, e sim para tornar visível o que está além.
Paul Klee

Referência: http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Klee