Pin-ups e seu poder de sedução através da beleza e da imagem

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Se há uma coisa que todos ao homens adoram, sem dúvida é a beleza feminina.
Se existe uma forma de seduzir qualquer pessoa, é por meio da imagem. Somando estes 2 elementos o resultado só poderia ser delírio de soldados americanos e gerações de homens na década de 40.

Pin-up ou pin up girl (“garotas penduradas”) como eram chamadas, aos poucos alcançaram não só os corações como as fuselagens de aviões.
Para falarmos das pin-ups, temos que voltar um pouco atrás, no século 19, onde Alphonso Mucha e Jules Cheret precursores de cartazes com mulheres em poses sensuais, repleto de adornos, fios e florais, como mandava a etiqueta Art Nouveau.

Já no século 20, em 1920, artistas e impressores influenciados pelo Art Nouveau faziam calendários com silhuetas femininas, a partir deste ritual de pendurar ilustrações nas paredes que o nome pin-up surgiu.

Entretanto foi na década de 40 que as pin up girls chegaram ao ápice do sucesso, numa época cheia de tabus, onde mostrar pernas era uma atitude subversiva. Artistas davam forma através de pinturas, aliviando a vida de soldados que tentavam sobreviver na guerra. Betty Grable foi uma das mais populares dentre as primeiras “pin-ups”.

O principio da pin up girl era ser sensual e ao mesmo tempo inocente, não poderia ser vulgar, muito menos atrevida, apenas convidativa.Com traços sutis do Art Nouveau, eram deixados a mostra apenas algumas partes do corpo. Das ilustrações de papel ou pinturas, independente de ser rótulos de azeite ou calendários, as pin-ups logo ganharam apogeu ao serem encarnadas por atrizes como Betty Grable e Marilyn Monroe, ou fotografadas por modelos como Bettie Page.

Na década de 70 com ascensão da indústria pornográfica, o reino das pin-ups entrou em decadência, as pessoas não apreciavam mais os desenhos convidativos, já que possuíam revistas com fotos e filmes. Entretanto as pin-ups ainda são adoradas nos 4 cantos do velho mundo.

Figuras de linguagem, como entendê-las assistindo apenas um anúncio?

figuras de linguagem
More eyes, less surprises. Mitsubishi Pajero.
More eyes, less surprises. Mitsubishi Pajero.
Advertising Agency: Africa, São Paulo, Brazil
Creative Directors: Sergio Gordilho, Flavio Waiteman, Humberto Fernandez, Rafael Pitanguy
Art Director: Bernardo Romero
Copywriters: Ricardo Dolla, Rafael Pitanguy
Photographer: Platinum FMD, Paulo Mancini
Published: Novermber 2010

Mas o que é essa tal da figura de linguagem?
São recursos usados pelo falante para realçar a sua mensagem.
Podem relacionar-se com aspectos semânticos, fonológicos ou sintáticos das palavras afetadas. É muito usada no dia-a-dia das pessoas, nas canções e também é um recurso literário.(fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Figura_de_linguagem)

Alguns exemplos:

  • Minha vida era um palco iluminado (…) (metáfora)
  • Já disse mais de um milhão de vezes! (hipérbole)
  • As velas do Mucuripe / vão sair para pescar.1 (Metonímia)
  • O Presidente da República faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei (…) (silepse)
  • O único sentido oculto das coisas é elas não terem sentido oculto nenhum. (paradoxo)
  • Ouviram do Ipiranga as margens plácidas (…) (hipérbato)

Adorada pelos publicitários as figuras de linguagem mais utilizadas no dia-a-dia da profissão: são a rima, o ritmo, a aliteração e a paronomásia.

Porém, a rima foi a figura de linguagem mais utilizada no início da publicidade brasileira. Seu uso se dava graças à facilidade de memorizar que ela acrescentava a frase. Ainda hoje, sua eficácia é percebida, pois a rima continua sendo muito utilizada em anúncios e peças publicitárias.

No início do século XX, surgiu, no Brasil, a necessidade de criar anúncios que atraíssem o público com maior eficácia. Entretanto, não havia profissionais especializados em publicidade. Logo, para suprir essa necessidade, os poetas invadiram o mercado da propaganda como os profissionais pioneiros da redação publicitária (REIS, 2006).

Alguns poetas que participaram dos textos publicitários em suas épocas foram: Casimiro e Abreu, Emilio de Menezes, Hermes Fontes, Guimarães Passos, Basílio Viana, Lopes Trovão, Monteiro Lobato, Bastos Tigres e Olavo Bilac, que, de todos, foi o que mais contribuiu para a publicidade brasileira. Essa participação dos poetas popularizou e diferenciou a propaganda nacional do formato utilizado pelo resto do mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, as mensagens publicitárias eram secas, com o único intuito de vender (REIS, 2006).

Alguns exemplos de figuras de linguagem:

Ah! Venham fregueses!
E venham depressa!
Que aqui não se prega           
Nem logro, nem peça.
(Café Fama de Casimiro de Abreu)

 

Aviso a quem é fumante
Tanto o Príncipe de Gales
Como o Dr. Campos Sales
Usam Fósforo Brilhante.
(Fósforo Brilhante de Olavo Bilac)

 

Se é Bayer, é bom.
(Bayer de Bastos Tigre)

Como no  anúncio da ZAP Imóveis, site de anúncios do Grupo Estado. Do ponto de vista da redação publicitária, ele abusa das figuras de linguagem: a metáfora, na “casa” do pássaro sendo comparada às nossas casas, como se nós fossemos pássaros; e a prosopopeia, por utilizar animais irracionais como protagonistas racionais, falando e agindo como seres humanos. Apesar da utilização das figuras de linguagem ser assídua na publicidade, elas foram muito bem empregadas, com um texto e uma produção criativos, marcantes e simpáticos. Veja abaixo:

Ficha Técnica:

FILME
Título: João
Cliente: Zap SA Internet
Produto: Imóveis
Agência: NBS
Diretor de Criação: Pedro Feyer e André Lima
Criação: Cássio Faraco e Giuliano Cesar
Atendimento: Alexandre Grynberg, Ana Coutinho e Beatriz Molinari
Planejamento: Gisela Toledo, Rodrigo Néia e Vitor Amos
RTV: Bia Traldi
Aprovação Cliente: André Molinari, Eduardo Schaeffer e Glaucia Tacaoca
Produtora: Sentimental Filmes
Direção: Camila Faus
Direção de Fotografia: Ted Abel
Atendimento Produtora: Wander Damiani
Montagem / Edição: Rami Aguiar
Produtora de Áudio: Panela