Saudosista, atual e subversivo, conheça o disco de estreia de Leo Fazio

O disco de estreia de Leo Fazio, “Sangue Pisado & A Música do Século XXI” surge no cenário independente nacional repleto de histórias. Traz como principal influência “A Música do Século XX de Jocy”, álbum que completa 60 anos em 2019 e é a única experiência popular de Jocy de Oliveira, pianista erudita mundialmente conhecida. No fonograma, Fazio superou-se e compôs, produziu e executou nove instrumentos: voz, violão, clarinete, baixo, erhu (violino chinês), violoncelo, bandolim, cuíca e percussão. O disco está disponível nas principais plataformas de streaming.

O “Sangue Pisado & A Música do Século XXI” foi produzido em parceria com Everton Surerus (Estúdio Canil Recs) e conta com 12 faixas. As influências do álbum não se limitam a bossa nova de Jocy, entram também Elis Regina, Racionais, Milton Nascimento, Maria Beraldo, John Coltrane, Villa-Lobos, Sonic Youth, Cartola, entre outros. As letras variam da agressividade à uma doce esperança, com mergulhos no modernismo brasileiro, no surrealismo, na poesia beat e marginal paulista, como Roberto Piva, Claudio Willer e Bichelli.

“A ideia principal do disco é explorar a música brasileira de uma forma mais subversiva e em um contexto contemporâneo. Descobrir outros rumos sonoros e uma linguagem poética mais livre e experimental. De forma peculiar, abordar temas como o amor, o desejo, a perda, a sua própria relação com a depressão e diversas outras crônicas sobre nosso cotidiano. Tomando como a maior influência do disco da musicista curitibana Jocy de Oliveira. Inclusive, gravei uma versão de ‘Sofia Suicidou-se’, música que abre o álbum da artista”, explica Leo Fazio.

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Primeiro trabalho da carreira solo de Leo Fazio, conhecido na cena indie paulistana como integrante da banda Molodoys, o álbum “Sangue Pisado & A Música do Século XXI” nasceu durante residência artística de três meses no Canil Recs, em Juiz de Fora (MG).

“É o primeiro passo concreto, então é o mais importante. Acredito que eu consegui chegar onde eu queria artisticamente e agora estou pronto pra seguir em frente em busca dos novos caminhos que esta experiência me abriu”, finaliza Leo. O “Sangue Pisado & A Música do Século XXI” foi produzido por Everton Surerus em parceria com Leo Fazio. A foto de capa é de Matheus Miranda, com diagramação e edição de Leo Fazio.

Todas as faixas foram compostas pelo artista, exceto “Sofia Suicidou-se”, de Jocy de Oliveira. Participaram também os músicos Márcio Reis (bateria), Pedro Tavares (baixo), Everton Surerus (baixo e guitarra), Luiz Henrique Andrès (teclado) e Melissa Guedes (locução 1). Como participações especiais o disco contou com Gustavo Coutinho (piano), Murilo Sá (backing vocals), Pedro Pastoriz (locução 2), Skipp Worm aka Alejandro (Casio DG-1), Vitor Marsula (sintetizadores) e Matheus Cornely (beat e sintetizadores). O trabalho também contou com Leonardo Chagas, poeta que participou com sussurros na faixa que abre o álbum.

Ouça “Sangue Pisado & A Música do Século XXI”:

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