As coisas da vida – António Lobo Antunes

Eis aqui uma das leituras mais mais prazerosas de nossa estante. As coisas da vida de António Lobo Antunes, compila em um único volume 60 crônicas com temas variados:Descrição da infância, Retrato do artista, As coisas da vida, Spitfire dos Olivais, O entendimento humano, Esta maneira de chorar, Antes que anoite, que são narrados na primeira pessoa, de uma forma sem pretensões, mas que é urgente no dia a dia. A infância, os amores e o desentendimento com os computadores (Quem nunca?).

As coisas da vida

António Lobo Antunes, nasceu em 1942, em Lisboa. Formado em medicina, com especialização em psiquiatria, serviu como médico exército português em Angola nos anos últimos anos da guerra naquele país, entre 1970 e 1973. Autor de uma obra extensa (Memória de elefante, Os cus de Judas, O meu nome é Legião, entre outros), Lobo Antunes recebeu diversos prêmios literários, como o Camões e o Juan Rulfo.

Altamente indicado para fãs de Rubem Braga, Carlos Drummond e Fernando Sabino (ótimos cronistas, fica a dica).Coisas da Vida traz a nostalgia da infância e nos arremessa ao penhasco das frustrações e dores do amor, como na cronica, As coisas da Vida, “ (…)  Não te preocupes comigo porque eu sabia que as coisas não podiam durar para sempre. Não foste feita para viver em duas assoalhadas com um escritor que não escreve, para tomar banho de água gelada porque a companhia de gás não fia, para aturar más-criações do senhorio porque me atrasei na renda. Não te preocupes comigo: compreendo que te vás embora, não armo escândalos, não te peço que fiques.”

As coisas da vida de António Lobo Antunes, Alfaguara, 232 páginas de puro encantamento e boas gargalhadas. Um ótimo livro para aquela manhã ensolarada. Até a próxima!!!

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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