Colin James – Revisitando o Blues desde 1988

O universo musical mundo afora sempre nos surpreende. Pode parecer estranho dizer isso, ainda mais num cenário onde parece que sempre temos mais do mesmo.

Mas garimpando coisas diferentes para ouvir e para ampliar a nossa querida playlist, podemos encontrar algumas faixas musicais onde não faltam boas guitarras, bateria ritmada e o bom e velho vocal cantando um blues daqueles bem estradeiro.

Essa semana separei alguns sucessos de um tal Colin James. Aos desavisados e fora das linhas ritmadas do blues-rock, Colin James Munn, que nasceu em 1964, é um daqueles músicos que carregam em suas veias a essência de um blues-rock bem tradicional, mas que combina diversos timbres de instrumentos nos sons que grava, como saxofone, gaita cromática e as vezes até trompetes.

Um guitarrista abridor de garrafas, ou melhor, de shows

Esse guitarrista e cantor canadense teve seu pontapé inicial para a carreira musical quando abriu, em 1984, em Regina, um show para ninguém menos que Stevie Ray Vaughan.

Colin James - blues
Grande parte da carreira de Colin James é dedicada ao oceano de blues, que, nas palavras do próprio Colin, o blues é o único gênero em que você pode manter um perfil jovem aos 53 anos.

A partir de então, com a sua própria banda The Hoodoo Men, Colin James conseguiu se apresentar abrindo outros eventos para o Stevie Ray por todo o território norte-americano.

A trajetória abraçando o blues, rock e swing

Abrir eventos para artistas mais conceituados é um velho truque que dá certo. Em meados de 1988, depois de sair da zona de aberturas de shows e tocar em outros terrenos da terra do tio Sam, James lança um álbum de estreia com seu nome, o que lhe rendeu algum sucesso no cenário da época.

O projeto seguinte, Sudden Stop de 1990, também seguiu o mesmo caminho. Após os lançamentos, foi colocando na estrada outros sons reunidos em discos como Colin James and the Little Big Band, um CD reconhecido em 1993, e que serviu como um presságio para o ressurgimento da música swing.

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Rezam as lendas de que foi Stevie Ray que sugeriu o nome artístico “Colin James”, pois era algo mais fácil de anunciar nos aparelhos de som dos eventos.

Muito mais tarde, em 2016, depois de trilhar um caminho interessante dentro do rock, swing e outros estilos, foi que Colin James percebeu que estava mergulhado nos mares do blues.

O Álbum Blue Highways ficou durante umas 10 semanas nas paradas de blues do Roots Music Report, o que deu ao músico um de seus sucessos mais promissores. “Riding in the Moonlight.”

Um músico que não deixa o blues morrer

Mundialmente, a popularidade de Colin caiu um pouco no final de 1990, entretanto, ele seguiu firme e forte lançando álbuns nos estilos rock, blues, acústico e sempre amparando os fãs das antigas.

E agora, chega de leitura, vamos ouvir um pouco de música para conhecer ou revisitar Colin James. Agitação, tranquilidade e ritmos bem americanos, algo para nos fazer viajar e imaginar que estamos cruzando estradas a bordo de uma velha caminhonete Ford-100.

 

 

 

 

Felipe Terra Escrito por:

Professor e amante da arte literária, atua na área da educação desde 2011. Viciado na música de Bach, Mozart e Chet Baker, e na literatura de Raymond Chandler, Ross Macdonald e Paul Auster. Ama escrever e acredita que poderia ler mais, porém, precisa dormir, infelizmente. Consegue passar horas jogando pôquer ou xadrez com os amigos. Degustar pizzas de queijo e bacon é um dos passatempos prediletos em horas de fome extrema.

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