Fibonattis estreia na Repetente Records com o vigor do punk 77 em ‘Vidas’

A banda de street punk Fibonattis, de Francisco Morato (grande São Paulo), é a terceira banda que estreia no recém-criado selo Repetente Records, idealizado e conduzido por três experientes músicos do CPM22: Badauí, Phil Fargnoli e Ali Zaher Jr. O lançamento que inaugura a parceria é o single ‘Vidas’, a primeira amostra do disco de 11 faixas que será lançado breve.

Vidas está nas principais plataformas de streaming, com distribuição digital da Ditto Music: https://ditto.fm/vidas-fibonattis.

“Vidas”, revela a Fibonattis, é um desabafo. A letra fala de uma constante rotina em que se dedica todo o tempo cumprindo obrigações com pouco ou sem espaço para a saúde mental ou diversão.

A letra também ressalta a forma que a sociedade estabelece certas regras, que para conseguir se encaixar, precisa seguir a risca, mesmo que vá contra princípios. “Seguimos sobrevivendo, quase nunca vivendo de fato”, ressalta a banda.

A sonoridade de “Vidas” escancara fortes influências de bandas clássicas de punk rock de 1977, mas com a energia própria da Fibonattis, uma marca autoral do quarteto.

Disco novo pela Repetente Records

O novo disco da Fibonattis intitulado de “Cidade Mórbida”, mostra o lado mais “sóbrio” da banda. O fato das composições terem sido feitas no período pandêmico pode ter sua parcela de culpa nisso? Talvez, mas não é nada que decepcione a galera que já acompanha a banda de longa data, longe disso inclusive, as ótimas letras, melodias e refrões que grudam na mente estão mais presentes do que nunca em todas as 11 faixas do álbum.

A parceria entre Fibonattis e Repetente Records:

A entrada da Fibonattis na Repetente Records é uma das grandes conquistas na carreira da banda, conta Júnior.

“Receber o convite para um projeto tão relevante e promissor, por caras consagrados no cenário nacional, e que carregam uma enorme bagagem, é extremamente gratificante. Isso comprova que todos esses anos de dedicação e carinho pelo que fazemos não foi em vão, estamos muito felizes em fazer parte desse projeto que tem tudo pra dar certo”.
Fibonattis

A Fibonattis foi fundada em 2014 no subúrbio de São Paulo, na cidade de Francisco Morato. As influências da banda vão desde o Punk Rock do meados de 1977, Street punk ao Bubllegun.

As letras na maioria das vezes, retratam a realidade e experiências do cotidiano vividas pelos próprios integrantes, seja em alguns momentos de forma crítica, ou em outros algo mais descontraído, mas sempre natural e verdadeiro, Futebol, amizade e cerveja também são temas presentes.

O Álbum de estreia saiu em 2016, autointitulado Fibonattis, que colocou a banda no cenário do underground paulistano com canções como “Velhos Trapos”, “Sempre estarão”, “Mosca de Bar”, entre outras.

O debute foi lançado no formato CD na época pelas gravadoras The Firm Records e “Efeito Colateral Records. Em 2021 ganhou uma versão no formato de Vinil 12, relançado pela gravadora Neves Records.

O lançamento seguinte foi um split com a banda inglesa “Wolf bites boy”. Lançado em 2017, “Street United (Morato and Stoke)” traz cinco faixas inéditas de cada banda, além de um fazendo cover da outra.

Ainda em 2017, a banda participa da coletânea “Para Incomodar Vol 2” com uma versão de “Velhos Trapos”. A coletânea de street punk foi idealizada por Henrike Balíu (Ex-Blind Pigs e atual Armada)

Em 2018, a Fibonattis mais uma vez dividiria um álbum com ingleses, dessa vez em um disco formato 7″, com a faixa “Mídias sociais”. A música ganhou um vídeo clipe oficial. Além da Fibonattis, estão presentes na coletânea as bandas Drongos for Europe, Resistance 77 e a outra brasileira, Subalternos.

Em 7 anos de banda, a Fibonattis já se apresentou em palcos emblemáticos como o Hangar 110, Espaço Som e até mesmo o extinto “Inferno Club”.

Fibonattis é:

Junior (Guitarra, voz)
Marlon ( Guitarra , voz)
Flávio (Baixo)
Gilson (Bateria)
Fibonattis nas redes

Fibonattis nas redes: www.instagram.com/fibonattis

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Tolstói, Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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