Garotas Suecas celebra 20 anos de estrada com o lançamento de seu primeiro disco ao vivo

O quarteto Garotas Suecas celebra duas décadas de estrada com o lançamento de seu primeiro álbum ao vivo, “Inferninho”. O disco chega às plataformas acompanhado do registro audiovisual da faixa “Silvia, 20 Horas, Domingo”, uma regravação de Ronnie Von que eles tocam desde quando ainda eram um sexteto e resgataram especialmente para a ocasião. 

Gravado em um clima intimista de “inferninho” paulistano, o projeto chega às plataformas digitais e em formato de vídeo no dia 4 de novembro. A base do novo trabalho independente é o show comemorativo de 20 anos de carreira realizado pelo grupo no Porta Maldita, em Pinheiros (São Paulo), que apresenta um repertório pensado como um passeio completo pela discografia da banda, trazendo um novo frescor e as transformações orgânicas que as músicas adquiriram ao longo do tempo nos palcos.

Como preparação para o lançamento do álbum cheio, o grupo antecipou o material com uma sequência de três singles estratégicos que sintetizam a evolução sonora do projeto. A jornada começou com a bossa nova elétrica “Todo Dia é Dia de Mudança”, faixa original do disco 1234 (2022) que é cantada por Irina Bertolucci e foi composta por Fernando Perdido e Nico Paoliello. Na sequência, a banda disponibilizou de surpresa a enérgica “New Country”, resgatada do álbum Feras Míticas (2013) e marcada por guitarras potentes e vocais em inglês que resumem o espírito de união e estrada do grupo. Por fim, veio a público a nova roupagem de “Eu”, pérola psicodélica originalmente lançada no EP Dinossauros (2008) e composta por Tomaz Paoliello, que funciona como um manifesto de independência e trocou o freak beat sessentista original por uma roupagem instrumental inspirada nos anos 90.

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Para o guitarrista Tomaz Paoliello, o registro preenche uma lacuna importante na trajetória do grupo, já que uma banda acontece verdadeiramente em cima do palco e na relação direta com o público. O baixista Fernando Perdido complementa que gravar essas novas versões na Porta Maldita trouxe a eletricidade perfeita que as faixas pediam, eternizando como as composições se transformaram assim como os próprios músicos. Toda a direção audiovisual do material audiovisual ficou a cargo de José Menezes, que capturou a essência crua e festiva das apresentações da banda.

Com uma rica trajetória iniciada em 2005, o garage-soul do Garotas Suecas acumula quatro álbuns de estúdio e quatro EPs, além de uma sólida carreira internacional que inclui quatro turnês pelos Estados Unidos, duas pela Espanha e passagens por mais de 50 cidades pelo Brasil e pelo mundo. Conhecido pelos clipes psicodélicos e shows enérgicos, o grupo já marcou presença em grandes festivais como Primavera Sound, SXSW e Planeta Terra, além de registrar parcerias memoráveis com nomes como Elza Soares, Paulo Miklos, Lurdez da Luz e o guitarrista americano Kid Congo Powers (ex-The Cramps).

Consolidado atualmente como um quarteto formado por Fernando Perdido (baixo e voz), Irina Bertolucci (teclados e voz), Nico Paoliello (bateria e voz) e Tomaz Paoliello (guitarra e voz), o Garotas Suecas mantém viva sua marca registrada de grooves suingados, psicodelia, letras politizadas e o característico bom humor que os acompanha desde os tempos de sexteto. 

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Tolstói, Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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