Ratos e Homens de Steinbeck , simplicidade e reflexão

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A breve narrativa de John Steinbeck impressiona pela simplicidade e profundidade. As poucas páginas de Ratos e Homens (1937) nos transportam ao mundo esperançoso de Lennie e George, dois amigos que viajam errantes em busca de trabalho, passando de fazenda em fazenda em busca de alguns míseros trocados. A amizade deles é fiel, embora sejam diferentes. George é vivo, pequeno e inteligente, o outro, grande, forte e com sinais de retardo mental.

A obra aborda a amizade profunda entre esses dois homens. Ao mesmo tempo, exibe uma visão de um Estados Unidos pós recessão cheio de preconceito,  indiferenças, conflitos, oportunismo e pobreza. Todos os personagens no livro são pessoas humildes, trabalhadores de uma fazenda.

A visão de Steinbeck sobre a sociedade rural da época era profunda. Com simplicidade na escrita, vai tecendo uma narrativa onde os diálogos, aparentemente simples, nos fazem refletir sobre a amizade, esperança e valores do ser humano que sonha com algo melhor.

O leitor que se arriscar pelas páginas, não conseguirá mais abandonar a leitura. Além da esperança dos personagens, a maior esperança acaba sendo a do leitor, que da primeira a última página, anseia para que tudo de certo na triste e sofrida vida dos amigos Lennie e George. Ratos e homens, uma história de esperança, amizade, tristeza e solidão. Um livro que vale cada momento de leitura.

Felipe Terra Escrito por:

Professor e amante da arte literária, atua na área da educação desde 2011. Viciado na música de Bach, Mozart e Chet Baker, e na literatura de Raymond Chandler, Ross Macdonald e Paul Auster. Ama escrever e acredita que poderia ler mais, porém, precisa dormir, infelizmente. Consegue passar horas jogando pôquer ou xadrez com os amigos. Degustar pizzas de queijo e bacon é um dos passatempos prediletos em horas de fome extrema.

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