Polifonia vocal – o desenvolvimento da música sacra na igreja católica de Palestrina

Se você chegou até esse post você pode ser considerar uma pessoa sortuda.

Esse pequeno texto não é apenas uma indicação de compositor erudito, ou clássico como dizem por ai, mas o início de uma série sobre música instrumental que ainda vai contar com um super podcast aqui dentro do Duofox. 

Agora, sem enrolação, clique no vídeo que aparece mais abaixo para escutar enquanto lê esse post. Isso vai melhorar a experiência de leitura.

Hoje falaremos sobre um compositor italiano da Renascença, o grande Giovanni Pierluigi da Palestrina, compositor que viveu entre os anos de 1525 e 1594.

Podemos destacar Palestrina como um apreciador e grande admirador da música vocal, visto que toda sua produção é voltada para a voz humana.

Palestrina e um exemplo de partitura antiga, as figuras musicais ainda não tinham a forma que conhecemos hoje.

A POLIFONIA NA MÚSICA

Ao falar de Palestrina, e para entender seu estilo, precisamos entender um conceito muito importante dentro da música, principalmente da música dos séculos XV e XVI, que é o conceito de Música Polifônica.

De modo simplificado, a polifonia indica várias vozes, ou seja, vozes humanas ou instrumentais que vão se sobrepondo e embora pareçam caminhar em sentidos distintos, vão se alinhando e formando um harmonia.

Você pode estar pensando no jazz, em que cada uma vai para um lado e tudo também parece lindo, ok, legal, mas na polifonia e música vocal de Palestrina a coisa fica mesmo muito, muito harmoniosa.

OUVIR UMA MISSA EM PLENO 2021?

Separei uma das mais belíssimas peças compostas por Palestrina, a sua Missa Papae Marcelli, missa que recebeu esse nome por conta de uma homenagem que o compositor quis prestar ao Papa Marcelo II.

Veremos nessa peça o caráter de devoção, calmaria e que cria, através das vozes que se contrapõem, um ambiente celestial e de uma harmonia brilhante.

Ao ouvi-la temos a sensação de estarmos indo para um lugar melhor que a terra.

Mais um detalhe antes de ouvirmos com mais atenção essa grandiosa obra polifônica. Alguns documentos históricos apontam o ano de 1562 como ano de composição.

 

O que nos deixa diante de uma composição com mais de 450 anos.

Um manuscrito dessa peça se encontra em Roma e é praticamente impossível ouvir essa composição e sair ileso e sem um pouco mais de calma no espírito.

Boa audição e até o próximo post. Vejo vocês na estreia do podcast.

 

 

Felipe Terra Escrito por:

Professor e amante da arte literária, atua na área da educação desde 2011. Viciado na música de Bach, Mozart e Chet Baker, e na literatura de Raymond Chandler, Ross Macdonald e Paul Auster. Ama escrever e acredita que poderia ler mais, porém, precisa dormir, infelizmente. Consegue passar horas jogando pôquer ou xadrez com os amigos. Degustar pizzas de queijo e bacon é um dos passatempos prediletos em horas de fome extrema.

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