Andre Amadeu lança seu álbum de estreia, o sensível e maduro “Depois do Fim”

No dia 21/07 chega ao mundo “Depois do Fim”, o primeiro trabalho do paulista Andre Amadeu, um registro que costura suas percepções de mundo com experimentações musicais, enquanto fala de juventude, perdas e superações.

Com fortes referências da Geração Perdida de Minas Gerais e do rock alternativo noventista, o disco amarra shoegaze, indie e emo em uma estreia potente e madura, seja pela coesão estética e temática, seja pela ambientação ruidosa e dinâmica, soando propositalmente despretensiosa, elevando a obra e imergindo até o mais distraído ouvinte.

“O álbum quase todo gira em torno de fins de ciclo – fim de um relacionamento, fim da vida, fim da infância, fim dos melhores dias. Também tem como temas o medo e a inabilidade de quebrar velhos padrões – principalmente nas faixas “Em Círculos” e “Reduto”. Em geral, são temáticas e sons tristes e/ou nostálgicos”, comenta Andre sobre as canções que soam urgentes, cantadas por um narrador cansado e aflito, mas sempre atento.

Com composições, vozes, guitarras e baixos por Andre, seu cuidado e apuro refletem não só a experiência de um ouvinte apaixonado, mas de um músico em ascensão que já mostra a que veio nas 7 faixas que juntas somam pouco menos de meia hora, e que induzem a repetição automática assim findada a sessão. As baterias do disco foram gravadas por Martin Simonovich, mixagem e produção são assinadas por Yann Dardenne e a master é de Chris Kuntz, todos no estúdio Mameloki.

Andre faz música desde a adolescência, mas apenas recentemente começou a se envolver nesta cena independente, que lhe despertou a coragem de colocar suas criações musicais no mundo:

“Mais do que nunca, sinto a urgência de fazer as coisas que sempre quis mas deixava de lado por qualquer motivo que fosse. Com um governo irresponsável e uma pandemia no currículo, sinto que todos temos que colocar pra fora tudo que está guardado dentro de nós porque tudo pode piorar rapidamente.”

É rock triste, lo-fi e pontiagudo, “Depois do Fim” impressiona e encanta, enquanto ecos de guitarras distorcidas continuam soando suas belas melodias, mesmo depois do fim do disco.

OUÇA “DEPOIS DO FIM”

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Tolstói, Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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