Aniversário de 2 anos do Rarozine Fest

Sábado 27/02, chuva aos píncaros, até o final da tarde. Mas no final das contas, desligaram o caminhão pipa lá do céu e a ordem do bom tempo reinou por aqui. Quem abriu o aniversário de 2 anos do Rarozine Fest ensinando a fazer equação, foram os caras do Sick (Uberlândia MG). Muita técnica, tempos quebrados, dissonâncias e post-rock fino, aquele mesmo de dar orgulho, foram o que os caras apresentaram. Muita energia e melodia em alternância, seguindo o script do estilo. Em nossa opinião, foi o destaque do evento.

Sick

Na sequência, Color for Shane (São Bernardo do Campo), garageira insana, o duo caprichou na apresentação. Barulhento e dançante. Prato cheio para quem gosta do Gories, Flat Duo Jets e The Sonics.

Color for Shane

I Am the Sun, Stoner Rock direto de Bragança Paulista, além de detonar com canções do disco lançado no ano passado, tocaram Albatross do Corrosion Of Conformity e fecharam com Red Fang. Pesado, bonito e envenenado com as guitarras embebecidas em fuzz de Diogo Baker. Vida longa ao I Am the Sun.

I am the sun

Dando continuidade ao Aniversário de 2 anos do Rarozine Fest, o headliner da noite. Os paulistanos do Firefriend vieram para arrasar, com viagens psicodélicas das guitarras e teclados, nuances e texturas criadas pela Yury Hermuche, vocais incríveis da Julia Grassetti e uma cozinha perfeita executada por Caca Amaral e Julia.Com certeza a melhor banda da noite.

Firefriend



E por fim, numa apresentação relâmpago, o Albatroz (Bom Jesus dos Perdões-SP), com velocidade e peso, tocaram por 5 minutos. Da mesma forma que o Ramones iniciava um show e acabava antes mesmo da polícia chegar ao local.

Albatroz

Agradecimentos ao German Martinez, Daniel Caribé e a todos envolvidos na organização do Aniversário de 2 anos do Rarozine Fest.Que venham os próximos!!!!

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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