Bob Staake ensina como detonar no photoshop 3

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Fazer arte com software velho, pode não parecer novidade para muitos.No entanto, Bob Staake, ilustrador da velha guarda, da época em que se fazia ilustrações com guache e papel vegetal.Não entendia nada de informática, mas enveredou-se pelo mundo até então desconhecido da tecnologia, no inicio dos anos 90.

Arranjou um velho  Mac Power PC 7100 (com apenas 500 mb hard disc!) e começou a brincar no Photoshop 3, não confundir com CS3, a versão 3 do Photoshop é de 1994.Utilizando apenas o mouse, sem mesas digitalizadoras ou tablets.

A primeira impressão é de que o processo de trabalho seja simples, as ilustrações são feitas com círculos, quadrados, retângulos, triângulos.No entanto, com olhar mais apurado, é possível visualizar a complexidade no workflow de Bob Staake, ao utilizar apenas formas geométricas no photoshop e trabalhar com os brushes, de forma peculiar.Mas é difícil  acreditar como Bob Staake, consegue um resultado tão impressionante.

Sobre o caminho das pedras trilhados por Bob Staake para aprender utilizar um computador:

Aprender isso, é claro, me deixou totalmente em pânico. Como eu seria capaz de “competir” no mundo de ilustração comercial, se eu não estava criando minha arte digital como todos os outros? Como eu poderia ficar esperando a FedEx, enquanto meus colegas poderiam enviar e- mails a um cliente? Com 38 anos,  vi o meu futuro como ilustrador sendo sugado profundamente, nos poços de piche para se juntar ao resto dos dinossauros.Não tinha ideia do que era um “Mouse” e muito menos “dpi”

Assim como Hal lasko, o vovô do MS Paint, Bob Staake, pode nos ensinar, que a maior tecnologia ainda é o nosso cérebro.Não importa qual ferramenta será utilizada.Seja um lápis e papel, podemos criar uma infinidade de mundos e dimensões, pense nisto!

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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