A dama do lago de Raymond Chandler

Imaginem um detetive casca-grossa?Conseguiram imaginar?

Além de casca-grossa um looser que ganha uns trocados por hora.

Sim este cara existe, ele se chama Philip Marlowe, um dos protagonista mais invocados que se tem por aí.Cria do gênio Raymond Chandler, escritor que dentro da literatura pulp é o próprio godfather.

Já falamos dele aqui no blog, na resenha de Um Longo Adeus, ele recriou o romance noir, na literatura policial, há antes de Chandler e um depois de Chandler.Mas a bola da vez é o romance a Dama do lago.

Philip Marlowe é contratado por um executivo da indústria de perfumes, o senhor Derace Kingsley, para encontrar sua esposa Crystal, desaparecida há algum tempo.Em primeira instância, começa a busca pela casa de verão da família, iniciar a investigação, em busca de evidências e provas que fossem assertivas, um corpo de uma jovem mulher, é achado em um lago. A mulher encontrada, Muriel Chess, a esposa do caseiro, estava também desaparecida. Ambas haviam ido embora no mesmo dia, coincidência ou combinação, que o detetive Philip Marlowe, experiente em casos complicados, não poderia ignorar.

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A partir deste mote, ocorre o entrelaçamento de várias histórias das personagens, entre estes a Sr ª. Fromsett a secretaria de Kingsley, Lavery, o amante de Crystal e Degarmo, policial linha dura da história. Com um final surpreendente, vale muito a leitura.Mesmo que você não goste do gênero, leia que não há como não gostar do estilo do Raymond Chandler.

Uma citação barra pesada:

“Um homem usando o uniforme azul-acinzentado dos guardas da prisão aproximava-se andando ao longo das celas, lendo os números. Parou diante da minha, abriu a porta e me lançou o olhar duro que eles acham que têm de conservar nos rostos para sempre e que significa: ‘Sou um tira, irmão, sou durão, olhe onde pisa senão deixo-o de um jeito que vai ter de se arrastar de quatro. Vamos lá, diga a verdade, irmão, vamos lá, e não se esqueça de que somos durões, somos tiras e fazendo o que bem entendemos com pulhas como vocês’.”

Raymond Chandler é um nome muito importante para a literatura policial. Seus romances são considerados obras-primas por estudiosos de literatura policial, Entre os títulos mais conceituados estão:

Adeus, Minha Querida (1940), A Irmãzinha (1949) e Um Longo Adeus (1953).

Tenham uma boa leitura e até a próxima!!

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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