Deaf Kids, Tuna e Dedication – Verdurada monstro!!

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Neste último sábado 15/08, fomos conferir mais uma edição da Verdurada, um dos festivais Hardcore mais antigos da cidade de São Paulo. Embora tenha começado com 70 minutos de atraso, haviam 5 bandas de alto gabarito, das inúmeras edições das quais fomos, difícil recordar alguma que pudesse gostar de todas bandas. Ponto positivo para organização que mantém este festival há tanto tempo, mesmo com mudanças na organização e dificuldades nestes quase 20 anos.

Depois do atraso, o Dedication subiu e destruiu tudo, típico hardcore straight edge, com apresentação e sonoridade para fazer levantar qualquer defunto.

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Na sequência, de Volta Redonda, o projeto que era One Man band e tornou-se sinônimo de peso, a banda Deaf Kids fez uma apresentação incrível, mesmo com problemas no equipamento. Conseguiu fazer tremer o local, com som extremamente pesado, coeso e com vocais repletos de delay, como se alguém gritasse desesperadamente de dentro de um buraco.

Deaf Kids

O Tuna mandou um Punk Rock muito bem tocado, com letras bem interessantes. O engajamento da banda fala por si só, o show foi legal e com discursos entre as pausas das canções, para quem não conhece, procurem os 2 discos da banda, vale a pena ouvir um zilhão de vezes.

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Em resumo o festival foi muito bom, no entanto, esta questão de atraso e problemas com equipamento, fez com que não pudéssemos assistir o Ordinária Hit e o Bandanos. Antigamente, o festival era realizado aos domingos, depois das 14h. Para as pessoas que costumavam vir do interior de São Paulo ou de cidades mais distantes, era possível assistir todas as bandas. Mas hoje, torna-se inviável. Este é o ponto negativo do festival. Agradecemos aos organizadores da Verdurada por manter a tradição do festival e disseminar informações sobre veganismo, sexismo e anarquismo, tornando cada vez mais forte o cenário paulistano. Até a próxima Verdurada.

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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