Hard Point traz potência e melodia no lançamento de “Inner Monsters”

A banda de stoner rock, Hard Point, lança seu novo single “Inner Monsters” em todas as plataformas de streaming pelo selo latino americano Electric Funeral Records . A faixa que quase deu nome a banda, apresenta a simples premissa de que todos nós temos um monstro interior, não é mesmo? A composição mais antiga do grupo é uma representação fiel da proposta da mesma: um som pesado, stoner, com uma letra na mesma proporção.

Confira “Inner Monsters”: https://onerpm.link/657171233027

A composição veio de uma parceria entre Alex Carvalho e Igor Pinguim, e traz riffs marcantes de guitarra, uma levada na bateria marcada no bumbo constante e um ritmo quebrado entre caixa e pratos.
A letra, baseada em um poema de Diego de Souza, estabelece um personagem que não se reconhece mais na própria paranóia. O final da música, inclusive, encontra uma brincadeira onde as vozes respondem às preocupações do personagem da canção em forma de coro. A letra diz “Keep on calling me” (continua me chamando) e o backing responde, como se fosse o chamado: “Hey”. Na mesma linha, o personagem fala que isso que ele está sentindo é como se fosse heroína. Há um sentimento de atordoamento. Só o que ela busca é “endorfina” que é justamente uma substância que o corpo desenvolve para suportar situações de estresse.

A mixagem e produção final da música foi feita por Celo Oliveira, músico das bandas Fleesh e Hydria, que tem trabalho de produção já consolidado no meio do rock e metal. Essa parceria foi o que proporcionou a sonoridade agressiva e em alguma medida angustiada da canção. A capa é mais um projeto do vocalista, Emanuel Morais, que brinca com os monstros favoritos de cada integrante da banda em uma verdadeira metamorfose. Você consegue identificar todos? E o mais importante: consegue se identificar?

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Tolstói, Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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