Ipásia solidifica nova identidade no álbum “Voragem”

Expoente do dream pop nacional e do cenário independente de Sergipe, a banda Tori renasce Ipásia em “Voragem”, seu novo álbum. Após apresentar uma identidade repaginada no single e clipe “Paura”, o grupo faz uma intensa imersão em novos conceitos, referências e sonoridades em um convite a desconstruir para se reconstruir. O álbum foi contemplado pelo edital Janela para as Artes e tem seu lançamento pelo selo PWR Records.

Ouça “Voragem”: https://smarturl.it/IpasiaVoragem

A banda já havia anunciado sua mudança de nome, com o documentário curta “Nome Próprio”, onde explora as definições de identidade. Diante do novo cenário trazido pela atual pandemia, “esse período de mudanças e reflexões intensificou questionamentos sobre outras coisas, coisas várias. O que é o nome próprio? O que ele significa? Pra quem ele significa?”, pergunta Ipásia.

Assista ao documentário “Nome Próprio”: https://youtu.be/4_HIwqiN_NQ

Esses conceitos foram apresentados no single e clipe “Paura”. Neles são representados processos metamórficos de morte e nascimento, construção de memórias e os sentimentos que dela emergem, dialogando com as transformações que vêm ocorrendo na banda como um todo. O clipe, dirigido por Jéssica Dias, conta com a performance butô de Maga Barreto, selecionada em 2019 para o Festival Internacional de dança Butô na cidade de Kyoto, no Japão. 

Assista ao clipe “Paura”: https://youtu.be/7XmB2_Ecl9U

“A fim de explorarmos diferentes facetas de nossa experiência enquanto grupo, buscamos novas sonoridades que representem a voracidade das mudanças que nos cercam e fazem parte de nossa trajetória musical, para construir uma identidade sonora que nos caracterize coletivamente”, explicam os músicos.

Com 6 faixas, “Voragem” apresenta três composições com existência prévia à quarentena (dentre elas, “Paura”); as demais surgem neste processo de isolamento, de modo que solidão e comunhão são estados comumente evocados no álbum. De ambos, surge a potência criadora do álbum.

Formada por Alexandre Damasceno, Beatriz Linhares, Júlia Rocha, Ricardo Ramos e Tori, Ipásia faz deste o sucessor de “Ignatia,” (2019), álbum de estreia também lançado pela PWR Records. O projeto teve início em 2015, quando Tori lança, aos 15 anos, o single “La Vie Em Gole”, produzido por Leo Airplane. Em 2016, com o intuito de apenas registrar suas canções antes de passar um ano na Itália, Tori chama Alexandre Damasceno (bateria), Ricardo Ramos (guitarra), Fábio Aricawa (baixo) e Leo Airplane (teclado e sanfona) para gravar seu primeiro EP, “Akoya”, produzido por Dudu Prudente. Na Itália, lança, em 2017, o single “Jacarecica no Zoio”, produzido por Eugenio Scaglione, que passa a compor o repertório da futura banda.

De volta ao Brasil, o álbum “Ignatia,” passa a ser gestado no fim de 2017 e tem seu primeiro single, “Tanto”, lançado em 2018, ainda com a formação do “Akoya”, com exceção de Leo Airplane. É nesse processo que Tori deixa de ser solo e passa a ser banda, com a entrada de Júlia no piano. 

Em seguida, Beatriz Linhares assume o baixo, já presente na estreia do álbum ao vivo, da qual João Mário participa, chegando à formação atual que é hoje Ipásia. O grupo lançou dois clipes do “Ignatia,”, de “Tanto” e “Cosmonauta Gagarin Decidiu Não Voltar”, ambos dirigidos por Bruna Noveli. Além disso, no início de 2020, lançou uma Live Session também dirigida por Noveli.

Assista à live session: https://youtu.be/sw1hAIpKmG8
Assista ao clipe “Tanto”: https://youtu.be/_Uw0zPij03w
Assista ao clipe “Cosmonauta Gagarin Decidiu Não Voltar”: https://youtu.be/Hc8m14GSszw

Agora, com “Voragem”, Ipásia está pronta para embarcar na próxima fase do trabalho, amadurecendo suas referências e buscando novas sonoridades. O álbum chega às principais plataformas de streaming.

Ouça “Voragem”: https://smarturl.it/IpasiaVoragem

Ficha técnica
Ipásia é:
Alexandre Damasceno: bateria, arranjo, vozes
Beatriz Linhares: baixo, arranjo, vozes
Júlia Rocha: piano, arranjo, vozes
Ricardo Ramos: guitarra, arranjo, vozes
Tori: composição, guitarra, arranjo, voz
1) Voragem
Alexandre Damasceno: bateria, arranjo
Dudu Prudente: space echo e ocean verb
Tori: composição, arranjos, violão, baixo, guitarra, controladora, vozes
2) Voglia
Alexandre Damasceno: composição, bateria, arranjos
Beatriz Linhares: composição, baixo, arranjos
Dudu Prudente: space echo e ocean verb
Júlia Rocha: composição, piano, arranjos, voz
Ricardo Ramos: composição, guitarra, arranjos
Tori: composição, letra, guitarra, arranjos, voz
3) O espaço pra caber
Alexandre Damasceno: composição, bateria, arranjos, vozes
Beatriz Linhares: composição, baixo, arranjos
João Mário: vozes
Júlia Rocha: composição, piano, arranjos, vozes
Ricardo Ramos: composição, guitarra, arranjos, vozes
Tori: composição, guitarra, arranjos, vozes
4) Paura
Alexandre Damasceno: composição, bateria, arranjos, vozes
Beatriz Linhares: composição, baixo, arranjos, vozes
Dudu Prudente: beats, percussão
João Mário: vozes Júlia Rocha: composição, piano, arranjos, vozes
Ricardo Ramos: composição, guitarra, arranjos, vozes
Tori: composição, letra, guitarra, arranjos, voz
5) A velocidade da luz
Alexandre Damasceno: bateria, arranjos
Dudu Prudente: space echo e ocean verb
João Mário: baixo sintetizador, arranjos
Júlia Rocha: órgão, arranjos
Ricardo Ramos: guitarra, arranjos
Tori: composição, arranjos, violão, baixo, controladora, vozes
A letra de “a velocidade da luz” é uma adaptação do trecho do livro A Velocidade da Luz, de Javier Cercas: “nada nosso que estais no nada, nada é o vosso nome, vosso reino nada, vós sereis nada no nada como no nada” (CERCAS, 2018, p. 211).
6) Apatia
Alexandre Damasceno: bateria, arranjos
Beatriz Linhares: baixo, arranjos
Júlia Rocha: piano, sintetizador, arranjos, vozes
Ricardo Ramos: guitarra, arranjos
Tori: composição, letra, guitarra, arranjos, voz
O álbum foi contemplado pelo edital Janelas Para as Artes, da Funcaju (Fundação Cultural Cidade de Aracaju), em aplicação da Lei Aldir Blanc. O Voragem foi premiado por edital – Edital de Premiação para Gravação Musical, Videoclipes, EP’s, CD’s e DVD’s – da Funcap/SE (Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe) também em aplicação da Lei Aldir Blanc.

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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