Não existem rotas conciliatórias de fuga – Thiago Cervan

Não existem rotas conciliatórias de fuga”, de Thiago Cervan, da mesma forma que os outros 2 livros anteriores possuem uma temática que engloba os diversos assuntos presentes em sua obra poética. Se no primeiro livro, Sumo Bagaço, a irreverência, sarcasmo e indiretas se faziam presentes.

No livro Dentro da betoneira, a temática foi fragmentada em 4 partes para formar o todo. Pedra, água, areia e cimento. Elementos utilizados para fazer concreto, sintetizando o significado.Com estrutura poética influenciada pelo construtivismo, com o passeio de João Cabral e do Ubaldo (ode aos Joões) pelos campos da betoneira.

Em Não existem rotas conciliatórias de fuga, Thiago Cervan, define com uma linguagem mais sofisticada e de simples compreensão, estrutura poética marginal, com sacadas inteligentes, vide Ana Cristina Cesar e Paulo Leminski. O engajamento está ali, atrelado ao grito desesperado por consciência.Poeta de escrita enxuta, não muito comum na escrita de poemas, Thiago Cervan domina a arte poética com esmero, fazendo uso do ritmo e estrutura ímpar, Confiram abaixo, um dos poemas retirados do seu novo livro, Não existem rotas conciliatórias de fuga:

Para Paulo Leminski

Amar é um elo
Entre a foice
e o martelo

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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