Novo single de Viveira “Brasil em Chamas” reflete a situação do país

Viveira lança seu segundo single ainda mais intenso e agora um pouco mais pessoal e profundo. Refletindo a atual situação do país, queimadas na Amazônia e no Pantanal, retrocessos, desigualdades, a desumanização de setores trabalhistas (citando o episódio em que um representante de vendas veio a óbito durante seu turno no supermercado Carrefour em Recife e foi coberto com guarda-sóis no meio da loja que continuou as atividades “normalmente”).

A música aborda ainda um lado mais íntimo do artista, onde ele reflete suas limitações de transpor todo esse caos, e o quanto é difícil expressar a realidade em que vivemos no sentido de condição emocional para aprofundar tal reflexão.

Todo produzido em casa pelo músico desde a produção de beat, gravação, mix e master assim como seu primeiro single lançado em setembro, dessa vez Viveira conta que a pré-produção foi toda no celular mas diferente do seu outro lançamento, neste single a mix e master foi feita no pc, que o tinha deixado na mão nesta quarentena quando ele começava a rabiscar os primeiros traços deste projeto o fazendo buscar uma alternativa. “Essa música teve o beat, pré-produção e gravação da voz feita no celular, já a mix e master foi no pc, e nem de longe eu teria conseguido chegar no resultado que cheguei se eu tivesse que mixa-la no celular, que nem “Respeito é o Remédio”, já que o app pra versão mobile apesar de ser muito bom, ainda sim limita muito suas possibilidades, e pra essa track eu precisava de um pouco mais…”, conta Viveira.

“Brasil em Chamas” vem acompanhado de clipe mais uma vez dirigido por sua irmã Flávia Silveira, onde eles constroem uma linguagem de imagem que remete um clima de velório ou de uma prece. O vídeo do começo a fim ao lado de uma vela, onde mostra Viveira escrevendo a letra do clipe e no fim coloca fogo na folha, pequeno gesto que vem de encontro aos versos da música “…em cinzas jaz a esperança”.

Veja o clipe de Brasil em Chamas:

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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