O Olhar provocativo através das lentes de Donato Di Camillo

Há pouco tempo um amigo me convenceu a criar uma conta no instagram. Eu tinha um certo preconceito com essa rede social, mas isso não é assunto para agora.

Hoje eu vim falar de um cara que me chamou atenção. Ele não é bonitão, sarado, famoso, ou qualquer atrativo escancarado que surja na sua cabeça.

Você irá encontrá-lo como Donato Dicamillo no instagram.

A primeira vez que eu o vi foi na área de sugestões. Era uma foto de uma senhora idosa com o corpo que estaria longe dos padrões de beleza, contudo ela se propôs a posar para Donato e se manteve numa postura bem a vontade. Me agradou apreciar, era um momento congelado numa tarde ensolarada na praia.

dicamillo

Hoje pela manhã, lá estava ele novamente como sugestão no instagram.

Donato apresenta uma assinatura singular e inquietante em suas fotografias, (talvez pelo seu histórico de vida – vale a pena conferir um pouco da história no site) é possível ficar desconfortável e imaginar quanto nós seres humanos, somos bizarros.

Estamos sempre tão preocupados em mostrar nosso melhor ângulo, parecermos atraentes nas fotos que no fim ficamos como um rótulo de produto de embalagem, todos iguais.

É preciso celebrar as diferenças as imperfeições, somos bizarros, estranhos, iguais a alienígenas devem ser e isso não deveria ser vergonha pra ninguém.

Envelhecer, engordar demais, ser de outra etnia, ou qualquer distinção que seja diferente não deveria nos impedir de sermos quem somos.

Não deveria ser um problema para os outros e uma barreira de socialização.

Não deveria ser a vergonha por esconder nossos corpos e nos apresentarmos como somos. Nascemos nus e porque nosso corpo se torna um problema com o passar dos anos?

Ao ver o trabalho de Donato eu penso nisso e foi pensando que desejei compartilhar com vocês essas impressões.

Convido vocês a apreciar um olhar provocativo.

Donato Di Camillo

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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