Por que você deveria escutar música erudita?

Existem dois termos muito utilizados na música que todo mundo já ouviu falar mas que ainda causa  confusão. Popular e erudito. O primeiro compreende a música que está no gosto do povo.

O erudito passa um ar de sofisticação e diz respeito as músicas orquestradas, com combinações e timbres mais sonoros.

A tal música clássica! Na verdade chamar música clássica de erudita não está errado, dizer o contrário é que está. Nem toda música erudita é clássica.

Orquestra sinfônica, em destaque, os violoncelos

Dentro da história da música existem períodos, assim como na literatura. Período clássico, Barroco, Romântico e assim por diante.

Já sacou a diferença entre popular e erudito (e música clássica)? Então que tal ouvir essas duas indicações que separamos para embalar seus dias de isolamento social.

Ah! Antes de seguir, vamos responder a pergunta lá de cima!

Por que você deveria escutar música erudita? Simples. segundo estudos a música instrumental ou clássica como chamamos, ativa outras áreas do cérebro, ajudando na criatividade, relaxamento e limpeza mental.

Bach e Beethoven, considerados dois dos maiores compositores da história da música

 A música barroca de Bach

O primeiro nome da lista vem da Alemanha. Johann Sebastian Bach (1685-1750) é famoso por seus concertos, cantatas e composições para um instrumento chamado cravo, o avô do piano, vamos dizer assim.

Mas apesar da fama, ele foi deixado de lado pela nobreza de seu tempo e até onde sabemos, teve muitas de suas obras rejeitadas ou ocultadas. Como por exemplo os concertos de Brandemburgo. Esses concertos ficaram esquecidos por anos, seria um pecado não ouvi-los. 

Genialidade e boa caligrafia não andam de mãos dadas! 

O nome de Beethoven é forte assim como sua música. É engraçado que uma de suas composições mais famosas é conhecida por todos pelo nome de musiquinha do gás.

Como assim? Aquela música que você escuta na rua e que se tornou irritante na verdade é uma linda peça para piano da época do romantismo musical.

Um fato curioso sobre ela é que seu nome, Für Elise, na tradução Para Elisa era para ser chamada de Teresa, mas devido a caligrafia horrenda de Beethoven, os copiadores registraram errado. Vale a pena colocar o fone, fechar os olhos e escutar essa peça delicada e relaxante.

Foto do topo de Andrea Piacquadio

Felipe Terra Escrito por:

Professor e amante da arte literária, atua na área da educação desde 2011. Viciado na música de Bach, Mozart e Chet Baker, e na literatura de Raymond Chandler, Ross Macdonald e Paul Auster. Ama escrever e acredita que poderia ler mais, porém, precisa dormir, infelizmente. Consegue passar horas jogando pôquer ou xadrez com os amigos. Degustar pizzas de queijo e bacon é um dos passatempos prediletos em horas de fome extrema.

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