SELO HOTEL RECORDS DESEMBARCA NO BRASIL EM PARCERIA COM A FOREVER VACATION RECORDS E LANÇA O ÁLBUM EXTRACOEXISTENCIAL E O CLIPE “BICHO MORTO”, DA BANDA ATOR MORTO

São Paulo, abril de 2021 – Com uma proposta nova de intercâmbio e internacionalização de novos talentos e artistas, sendo uma plataforma para o “DIY” do indie, garage, psych, rock e pop, o selo Hotel Records desembarca no Brasil através da Forever Vacation Records. Sediada no Chile e com unidades no México e na Espanha, o Hotel Records se define como uma comunidade que tem por objetivo ser um conector e impulsionador da cultura indie rock e pop iberoamericana. 

“A parceria da Hotel Records com a FVR começou bem antes do selo surgir. Álvaro Guiso, que está a frente da gravadora no Chile e também é dono da Algo Records, já era parceiro em lançamentos e tours desde 2014, quando nos conhecemos no Festival Bananada e desde então fizemos intercâmbio de algumas bandas dos dois países”, conta Alexandre Capilé, da Forever Vacation Records e responsável pelo Hotel Records no Brasil. “A ideia de montar o selo veio dessa necessidade de conectar a América Latina com o Brasil, que sempre esteve deslocado nesse mercado. A FVR assume não só a curadoria brasileira, como também faz parte da curadoria mundial da gravadora”.

Como primeiro lançamento, no dia 23 de abril, a Hotel Records, em parceria com a Forever Vacation Records, apresenta para o público o segundo álbum da banda Ator Morto, ExtraCoExistencial. Após isso, o selo vai em busca de novos artistas brasileiros para uma coletânea que sairá em vinil e que será lançada mutuamente no Brasil, Chile, México e Espanha.

Sobre o álbum ExtraCoExistencial, do Ator Morto

Capilé é vocalista e guitarrista do Ator Morto, cujo álbum ExtraCoExestencial é o primeiro lançamento da parceria Hotel Records e Forever Vacation Records no país. São dez faixas que mostram a evolução harmônica da banda desde o seu primeiro disco, Amor Torto (2019). O quarteto também é formado por Carlos Fermentão (voz e bateria), Pedro Lipatin (guitarra e bv) e Rafael Panegalli (baixo e bv).

“Em ExtraCoExistencial, a banda assume muito mais influências da música brasileira. Essa busca foi natural, pois sentíamos que essa incorporação tinha muito a enriquecer no som. Também foi um disco gravado durante a pandemia e no começo do lockdown, a sensação de dúvida sobre o futuro pairava no ar e vários trechos do álbum refletem esse momento”, explica Capilé. “O trabalho anterior foi todo gravado por mim e Carlos, dessa vez Pedro assume muito bem seu papel na banda e contribui com muita personalidade na sonoridade final”.

“Livre” e “Paraguai”, que remetem ao funk rock dos anos 90, são as duas primeiras músicas da obra e contam com a participação de Sebastian (Sebastianismos/Francisco El Hombre) nas percussões. “Bicho Morto” tem uma pegada psicodélica do Brasil dos anos 60/70 e é o primeiro single do álbum, com clipe lançado também hoje. Em seguida, a canção que dá nome ao disco, “ExtraCoExistencial”, é um garage punk que fala sobre amor. Já “Letras Traduzidas” é um rock clássico que homenageia todas as influências que a banda já teve. Flertando com o indie rock 2000, “Ta Esquisito” teve a construção melódica baseada na métrica do samba rock nacional. A próxima faixa é “Esqueci”, que evidencia a evolução harmônica do quarteto e remete aos primeiros álbuns solo de Paul McCartney. “Brasil Tortura” é a música mais experimental do disco , com pegada dançante e tempos quebrados. “Giblá Blá Blá” é um punk cru. E, fechando o álbum, “Desencanto”, uma balada escrita por Capilé e sua namorada, Caroline Carbonari.

OUÇA EXTRACOEXISTENCIAL: https://linktr.ee/AtorMorto 

Sobre o clipe “Bicho Morto”, do Ator Morto

Terceira faixa do álbum, “Bicho Morto” representa a guinada da banda para uma sonoridade mais brasileira. Com referência no rock psicodélico nacional dos anos 60/70, o clipe, dirigido pelo Ator Morto, acompanha a estética. A letra fala sobre a falta de esperança causada pelo cenário atual, não só no Brasil.

“O clipe foi gravado em agosto de 2020, quando a pandemia estava no seu primeiro auge. Resolvemos nos isolar em um sítio em Itatiba (SP) e, devido a paisagem, resolvemos gravar. Ele foi feito todo por nós mesmos, com a câmera do celular. Quem filmou foi minha namorada, Carol Carbonari, e fomos inventando o roteiro na hora mesmo. A edição foi feita por mim e a pós de cor por Denis Carrion. Como a música fala sobre a destruição da natureza, o lugar era perfeito…”, diz Capilé.

ASSISTA “BICHO MORTO”: https://youtu.be/OSMxMH5H-XY 

FAIXA A FAIXA POR ALEXANDRE CAPILÉ

01 – Livre

Abrindo o álbum, temos a energética “Livre”, que remete tanto ao garage/lo-fi atual como tem elementos funk/grunge dos 90, de bandas como Red Hot Chilly Peppers, Janes Addiction, entre outras. A música conta com a participação de Sebastian (Sebastianismos/Francisco El hombre) nas percussões.

02 – Paraguai

Podemos dizer que é a primeira música no disco que mostra sinais de mudança e amadurecimento musical da banda. Como “Livre”, remete muito ao funk rock dos 90s com influência direta da música brasileira. A história narra o trajeto de algo que vem do Paraguai até São Paulo, substância que altera o desejo do interlocutor, o obrigando sempre a ceder. Paraguai conta também com a participação de Sebastian (Sebastianismos/Francisco El hombre) nas percussões.

03 – Bicho Morto

Uma bela canção que remete ao rock psicodélico brasileiros dos anos 60/70. Forte influência de Beatles, Mutantes e vocalizações muito melódicas. Sua letra fala sobre a situação atual que vivemos não só no Brasil, onde é difícil ter esperanças devido ao cenário atual. “Bicho Morto” é o single de lançamento do álbum e representa muito bem a mudança da banda para uma identidade mais brasileira do que gringa, como era no disco anterior.

04 – Extracoexistencial

Garage punk que narra um amor além das fronteiras da realidade, vivido somente no mundo dos sonhos, paralelo ao tempo real e perfeito como é. Uma vida em apenas alguns segundos na nossa mente, o que é real? A música dá nome ao álbum. Esta canção relembra muito o último lançamento da banda, “Disfarçar”, com a pegada bem garage.

05 –  Letras Traduzidas

Segundo a banda, a canção é uma homenagem a todas influências que tiveram. Narrando de forma bem direta o que aconteceu até chegarem onde estão. De forma animada e na pegada de músicas como “Viciado” (do álbum Amor Torto) e “Não Consigo Não” (single), ela remete ao lado do rock clássico com letras debochadas já conhecidas da banda.

06 – Ta Esquisito

Nesse som, a banda flerta com o indie rock 2000, porém a construção das melodias e letras tem muito a ver com a métrica do samba rock nacional. Nós tentamos não copiar um gangueiro inglês, como é instintivamente natural para esse tipo de som. Buscamos misturar a pegada dançante da música com a poesia brasileira. Sua letra narra um relacionamento virtual em tempos de isolamento social. Onde a presença é somente no 2D e apesar de estar tudo esquisito, a pessoa acha que vai melhorar.

07 – Esqueci

Sabe quando você está numa conversa e tem algo muito legal pra dizer e esquece? Você não está só e essa música te representa. Fala sobre esse momentos que tinha algo pra dizer e não lembra, inclusive a própria letra da música. Destaque para as vozes muito bem aplicadas em aberturas de harmonia. Um ponto forte nesse disco é a evolução harmônica da banda. É a música mais “diferente” do álbum, lembrando os primeiros trabalhos solo do Paul McCartney.

08 – Brasil Tortura

Talvez a música mais experimental da obra, possui uma estrutura diferente das outras. Uma pegada dançante e com tempos quebrados, ela narra a dor de um brasileiro que descobre que lutar pelo seu país pode o levar à tortura. Uma tortura em nome do cidadão de bem, que ao contrário do que o nome diz, usa a falsa benevolência para justificar a violência.

09 – Giblá Blá Blá

Uma punk cru onde os integrantes trocam seus instrumentos, em busca da sonoridade mais crua, onde a letra repete blá blá blá e segue o instinto selvagem do som. Nela, Pedro assume a bateria; Capilé, o baixo e voz e Caique, a guitarra.

10 – Desencanto

Como já é de praxe para a banda, essa é a balada do disco. Referência total a John Lennon, Oasis e Ty Segall na parte musical, a letra aborda a triste decisão de escolher perder para crescer. A letra é escrita por Capilé e sua companheira Carol Carbonari, e retrata o triste desencadear de um relacionamento sem saída. Ela encerra o disco numa bela balada.

FICHA TÉCNICA

Álbum ExtraCoExistencial

Gravado, mixado e masterizado por Alexandre Capilé, que assina também, em parceria com Carlos Fermentão, a produção do álbum. Tudo feito no Estúdio Costella (São Paulo – Brasil), entre maio e junho de 2020, durante a pandemia. Arte da capa por Giovanna Zambianchi.

Clipe “Bicho Morto”
Direção: Ator Morto
Direção de fotografia: Caroline Carbonari
Edição: Alexandre Capilé
Cor: Denis Carrion

SOBRE HOTEL RECORDS

Mais que um selo, uma comunidade. Sediada no Chile e com filiais no México, Espanha e agora o Brasil, tem por objetivo ser um conector e impulsionador da cultura indie rock e pop iberoamericana. Tem uma proposta nova de intercâmbio e internacionalização de novos talentos e artistas, sendo uma plataforma para o “DIY” do indie, garage, psych, rock e pop. O selo chega ao Brasil com o lançamento de “ExtraCoExistencial”, do Ator Morto. A Forever Vacation Records está à frente do selo no Brasil e na curadoria. Um dos objetivos para 2021 é lançar uma coletânea com artistas do Brasil e também assinar novas bandas para o selo.

Os serviços como selo são: booking e tours, criação de laços e contatos entre as bandas do selo, sinergias positivas e conexão com festivais e agências de empresarialmente nestes países. 

Uma rede social conjunta para uma comunicação global. Difusão dos lançamentos nos países do selo.

Casting atual: Ator Morto (BRA), Juani Mustard (CHI), Red Belmont (CHI), Jurel Sonico (CHI), Perrosky (CHI), The Versions (CHI), Vago Sagrado (CHI), Spiral Vortex (CHI), Mitimitis (CHI), Poder Fantasma (CHI), Hiss Records (CHI), Dolorio Y Los Tunantes (CHI), Hogar (ESP), Enamorados (ESP), Carrion Kids (MEX)

Site: https://elhotelrecords.com/ 
Instagram: https://www.instagram.com/elhotelrecords/ 

SOBRE FOREVER VACATION RECORDS

Forever Vacation Records é um selo e gravadora independente, fundado em 2017, com sede no Estúdio Costella (São Paulo). Formado por Alexandre Capilé e Fabricio Livre, figuras conhecidas no rock’n’roll underground, promete sacudir a cena não só lançando álbuns, mas também fazendo booking, produção executiva, PR e gerenciamento de carreira. Além de promover tours, festas e atividades culturais. 

Casting atual: Sugar Kane, Ator Morto, Water Rats, Deb and The Mentals, Karen Dió, Corona Kings, Hellbenders, O Carlos, Al Marky, Luvbites, Putz, Alinbloon, Horney
Instagram: https://www.instagram.com/forevervacationrecords/ 

SOBRE ATOR MORTO

Antes mesmo de completar um ano de seu primeiro EP, Caos (2018), o Ator Morto – idealizado e gravado até então por Alexandre Capilé e Caique Fermentão –, estreou em 2019 como dupla. Após passarem por inúmeras cidades do Brasil, marcando presença em festivais importantes, como DoSOL e Garage Sounds; Capilé e Caique convocaram Jairo Fajer (Autoramas) e Pedro Lipatin (Doris Encrenqueira). A chegada dos integrantes potencializou a mistura de rock ácido e garage pop sem medo, com muita intrepidez e harmonizações vocais provindas de influências como Beatles, Ty Segall, Oasis, Pearl Jam, AC/DC, dentre outras. O primeiro álbum, Amor Torto (2019), foi lançado via Forever Vacation Records e Flecha Discos, e a balada “Quem Sou”, com participação de Ju Strassacapa (Francisco El Hombre), foi eleita uma das 50 melhores músicas do ano pelo Tenho Mais Discos Que Amigos. Em 2020, a banda lançou o single e clipe de “Disfarçar” pela Burger Records Latam e sua repercussão foi muito boa nos países do eixo latino americano. Com a chegada da pandemia, a banda antecipou a gravação do segundo álbum, ExtraCoExistencial. Ainda nas gravações, Jairo deixou a banda e Caique assumiu o baixo. Mais tarde, Rafael Panegalli (Disaster Cities) foi convocado e entrou para o Ator Morto. ExtraCoExistencial é o primeiro lançamento do selo iberoamericano Hotel Records no Brasil, em parceria com a Forever Vacation Records.

Integrantes:
Alexandre Capilé: Voz, Violão e Guitarra
Carlos Fermentão: Voz e Bateria
Pedro Lipatin: Guitarra e BV
Rafael Panegalli – Baixo e BV

Instagram: https://www.instagram.com/atormorto/ 

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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