The Edwoods – The powerful magic of raw rock’n roll

1-Antes de qualquer coisa, fale um pouco sobre o surgimento do The Edwoods?

Eron Edwood: Nós já nos conhecíamos de outros trabalhos juntos, inclusive de outro duo, que foi a nossa última banda antes de tirarmos uma “década sabática”.
Estava voltando de viagem, quando recebi a mensagem: “semana que vem tem ensaio” – foi quase isso. Mais de 10 anos depois, lá estávamos afinando os instrumentos novamente.

Andy Edwood: Esta história contada pelo Eron é inventada. Na verdade somos irmãos e decidimos montar uma banda para fazer um som bem garagem. Originalmente eu tocaria guitarra, mas como não conseguimos encontrar um baterista que se encaixasse eu tive que encostar a guitarra e tocar bateria.

2-Quais as influências da banda?

AE: The Cramps, The Gories, The Sonics, The Mummies
EE: The Cramps; The Monks; Man Or Astro-Man?; Filmes B, algumas bandas punk e proto punk.

The Edwoods

3-Rock primitivo? Fale-nos um pouco sobre as raízes do estilo.

AE: É uma mistura de tudo que é bom no Rock n’ Roll: trash, blues, punk, surf music, rockabilly, psychobilly, garagem.

4-De onde veio a ideia de tocar bateria de pé sem o bumbo?

AE: Falta de coordenação motora do baterista…..hahaha

5-O EP Drag Racer foi gravado de que forma? Nos Fale um pouco sobre o processo de gravação deste registro.

EE: Da forma mais analógica possível: gravador de rolo, captação de ambiência, dois amps para dar vida ao som da guitarra que podemos ouvir no EP. Se tem alguém a quem temos uma dívida é o Luis Tissot do Caffeine Sound Studio, produtor e grande amigo, que conseguiu extrair leite de pedra.

The Edwoods

6-Diz aí, 5 livros/HQ’s, 5 filmes e 5 discos favoritos que você levaria para uma ilha deserta?

EE: Com certeza levaria Cartas na Rua, do velho Buk; O Manifesto Comunista, Karl Marx; Nova York: a vida na grande cidade, do Will Eisner; MAUS, do Art Spiecelman; Mémorias do Subsolo, Fiódor Dostoiévski. Filmes: V de Vingança; Clube da Luta; Edukators; Eles não Usam Black-tie; Feios, sujos e malvados. Discos: Pela paz em todo mundo – Cólera; Cabeça Dinossauro – Titãs; Off The Bone – The Cramps; London Calling – The Clash; He Are The Sonics – The Sonics.

AE: Nada a declarar…hahaha

7-Parafraseando o grande Bukowski em escrever para não enlouquecer, (o que vocês andam fazendo, ouvindo, lendo e assistindo) para não enlouquecer no atual momento em que passamos?

EE: Agora estamos voltando a ensaiar seguindo todos os protocolos de segurança. Tive a fase de compor novas músicas, depois colocar algumas leituras em dia, também tentei assistir algumas séries. Tentando não enlouquecer, mas quase enlouqueci.

8-Qual mensagem/conselho você deixaria aqui para bandas iniciantes? De que forma podem produzir seus discos e divulgá-los?
AE: Toquem um estilo que gostem. Trabalhem no som. Invistam tempo e dinheiro. Apoiem outras bandas e principalmente façam amigos.
EE: O principal é acreditar no seu trabalho e naquilo que você está se propondo a fazer. .

Ouça aqui:

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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