Traz teu amor para mim – Charles Bukowski | Robert Crumb

Um dos grandes nomes da literatura norte-americana, Charles Bukowski, veio da Alemanha comer o pão que o diabo amassou nos EUA, mais precisamente  no subúrbio de Los Angeles.Foi hostilizado pelos amigos e por seu problema com acnes, filho de alcoólatra desempregado.Seguiu os passos do pai, descontando as desilusões amorosas em um bom trago.Começou a escrever aos 35, vivendo em pensões baratos, dormindo na rua, trazendo à tona mendigos, prostitutas e outsiders para sua literatura. 

O livro conta com simplesmente ilustrações de um dos maiores quadrinistas de todos os tempos, Robert Crumb, músico e desenhista e vizinho da Janis Joplin, famoso pela capa do álbum Cheap Thrills da banda Big Brother and the Holding Company.Traduzido por Joca Reiners Terron, escritor de mão cheia, conhecido pelo romance A Tristeza Extraordinária do leopardo-das-Neves – Joca Reiners Terron 

No intitulado, Traz teu amor para mim – Charles Bukowski | Robert Crumb, é uma compilação com  3 contos, o primeiro, Traz teu amor para mim.É um conto sobre uma esposa com problemas mentais, internada em uma clínica psiquiátrica, recebe a visita do marido, que por sinal, está hospedado em um Motel com sua amante….

 

Segundo conto, Não tem negócio, é sobre um comediante decadente, que tenta fazer suas apresentações em um dos salões do Hotel Sunset, para tentar sobreviver.

O último conto, Bop Bop contra aquela cortina, fala sobre as aventuras de 3 garotos, das desilusões e sonhos, representados através de domingos em casas de show com bailarinas regadas a muita cerveja.Garotos tentando se divertir em uma época de recessão, onde seus pais tinham vergonha de sair nas ruas e serem chamados de pobres e loosers.Sem emprego e afundados no alcoolismo, para suportar as tempestades da vida.Grande pequeno livro de 57 páginas.

 

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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