Zander canta sobre o limbo entre depressão e bem estar na inédita “Não Morri de Saudades”

Nesta sexta-feira, 27/08, Zandar acaba de lançar o single “Não Morri de Saudades”. Seguindo o processo de seu novo disco, a banda convidou Popoto (Raça) para seu novo single.

Muito se falou sobre como a pandemia nos deixaria com sentimentos à flor da pele e, em muitos casos, faria com que novos elementos artísticos viessem ao mundo. No caso da banda Zander, isso tudo já vem sendo musicado há algum tempo, desde que o grupo lançou o primeiro single do que será seu novo disco de estúdio, a ser lançado ainda em 2021.

Na esteira da soturna “Desalento”, uma parceria de peso com Lucas Silveira (Fresno) que mergulhou de cabeça em elementos do Grunge, Emo e Rock Alternativo, o grupo agora lança a nova “Não Vou Morrer de Saudades”.

A canção surgiu quando Gabriel Zander, vocalista, guitarrista e principal compositor da banda, foi impactado por um artigo a respeito de “languish”, sentimento traduzido literalmente como “definhamento”, e que se caracteriza por um estado de apatia. Algo entre a depressão e a vontade de agir, o estado se tornou cada vez mais comum em tempos de isolamento e ao se identificar com ele, Zander quis transformar seus pensamentos em canção e palavra.

Para isso, contou com a parceria na composição e também com a participação especial de Popoto, vocalista e guitarrista da banda Raça, e o resultado veio na pesada “Não Morri de Saudades”, uma crônica dos tempos modernos recheada de guitarras, andamentos fora do padrão, questionamentos e, claro, toda cara e jeito de andar de um estilo bastante próprio da banda brasileira.

Ouça o single nas plataformas digitais – http://ada.lnk.to/naomorridesaudadeszander
Ouça o single (somente imprensa) – https://bit.ly/Zander-somente-imprensa 

Não Morri de Saudades

O quanto você aguentou
Medos, conflitos, complexos
Até chegar aqui?
Se houve fé foi por não achar
Paixão, pavor
Uma explicação pra dor
Quem nunca se viu diante
De alguma rejeição que não permitiu
Conter o desespero e expelir?
Quem foi adiante
E transformou o medo em algo gigante
Que falou por mais alguém?
Na paixão o pavor
Pouca gana
Referências confusas
Abafando, varrendo, empurrando saudades
Não vou morrer de saudades
Por tudo que andou
Ao menos uma vez
Nessa mão dupla de medo e convicção
Onde a razão se perdeu
Não se deixe sumir
Vir até onde eu cansei
Pra mostrar o que sobrou do que pensei
Ser a fé que não achei
E nem nunca se mostrou em nada e nem ninguém
E eu preciso ir além
Em movimento
Esperei o dia clarear
Esperei por dias um motivo pra levantar
Me olhar no espelho e lembrar
Eu não morri de saudades

Ficha Técnica
Letra: Gabriel Zander e Popoto Martins
Música: Gabriel Zander, Marcelo Malni, Gabriel Arbex, Carlos Fermentão e Popoto Martins
Produção do álbum: Lucas Theodoro, Gabriel Arbex e Gabriel Zander
Mixagem e Masterização: Gabriel Zander
Produção Executiva: Cyro Sampaio

 

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Tolstói, Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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