Edgar Allan Poe e a sua Filosofia da Composição

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O poeta francês Charles Baudelaire (1821-1867) foi sem dúvidas um dos maiores admiradores do americano Edgar Allan Poe.

Baudelaire tomou conhecimento da existência de Poe após ler um artigo sobre ele na revista Des Deux Mondes, em meados de Outubro de 1846. Após a leitura do artigo, não teve dúvidas, viu que estava diante de um autor de criatividade singular.

Em resumo, mesmo em meio à vida tumultuada e repleta de conflitos existenciais, Baudelaire decidiu encomendar obras de Poe e traduzi-las, um trabalho árduo, e que de forma impressionante, terminou após 17 anos.

O fato de um poeta da estirpe de Baudelaire considerar Poe um dos maiores de seu tempo só aumenta a importância da leitura de suas obras.

Edgar Allan Poe, além de poeta e contista, foi um grande ensaísta. Suas obras mais conhecidas, Assassinatos na Rua Morgue, O Gato preto, o poema O Corvo e tantos outros, sem dúvida são obras primas do terror e acima de tudo, textos literários modelados e construídos de forma quase transcendental.

Em “A filosofia da Composição”, seu mais famoso ensaio, publicado em 1846, numa revista da Filadélfia, Poe expõe seu processo de composição literária, tomando como exemplo seu mais conhecido poema, O Corvo, publicado um ano antes, e bem recebido pela crítica. No ensaio, mais do que um texto teórico sobre o processo de escrita, Poe apresenta uma série de pontos que influenciam e auxiliam no processo de construção literária.

Segundo Poe, a escrita se inicia com a escolha do efeito que se pretende criar e do caráter original e vivo da ideia, fatores esses, essenciais para atingir o efeito desejo, ou seja, tornar o texto uma fonte de prazer para o leitor.

Uma consideração interessante que Edgar Allan Poe traz em seu ensaio, é a de que, se uma obra literária é grande o bastante para não ser lida numa assentada, ela deve ser repensada.

Poe discorre também sobre as escolhas dos elementos alegóricos do poema, cujo caráter melancólico e sombrio, o obrigou a descartar a hipótese de utilizar um papagaio para assombrar o personagem do poema. A figura do corvo surgiu pelo simples fato de a sonoridade do termo final de cada verso do poema “never more”, se assemelhar ao crocitar da ave mensageira da morte. Esse efeito é fundamental para dar ritmo, emoção e o efeito sombrio a que se propõe o texto Poe.

Para um maior aprofundamento na obra de Poe, nada melhor do que a leitura de seus textos clássicos, como o poema O Corvo e o ensaio em questão, A Filosofia da Composição, esse último, sem dúvidas um tratado sobre a estética literária e uma obra imprescindível para o entendimento da poética e prosa edgariana.

O livro Poema e ensaios – Edgar Allan Poe, que pode ser encontrado no site da Top Livros é uma excelente edição, e traz os principais poemas e ensaios do autor. Um livro obrigatório para quem deseja entender e analisar o processo criativo de um dos maiores escritores que o continente americano nos deu.

Dirijo – Hardcore de primeira direto de Campinas

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1-Porque o nome Dirijo?

Primeiramente gostaríamos de agradecer ao Diego, Duofox, pessoal de Bom Jesus dos Perdões pela oportunidade, pelo contato, e pela amizade que está sendo criada. Dirijo segundo dicionário é o ato de conduzir, de coordenar a realização, seria coisas do tipo, “Vai rapaz, segue em frente”. Dirijo é uma palavra Indígena e Metropolitana ao mesmo tempo, o que casa algumas vezes com nossa personalidade. Além daquela coisa que hoje em dia existem várias bandas batizadas com nome estrangeiro. Nós somos Brasileiros, não vemos muitas bandas “gringas” com nomes em Português.

2-Como surgiu o Dirijo?

Oficialmente a banda se integrou por volta de Novembro de 2011.

Sempre aos Domingos rolavam aqueles ensaios sem compromisso na casa do Nê (baterista) aquela coisa de tocar por gostar de fazer um som e etc. Até então não tínhamos um Baixista, era só Tuco (guitarra) Cabs (guitarra) e Nê (bateria). Com base nisso foram surgindo aqueles primeiros Riffs, aquelas ideias de fazer virar uma música. O Cabs (guitarra) estudava na faculdade com o Biagio. Chamamos ele para “assistir” a um ensaio nosso e futuramente o rapaz veio a se tornar nosso Baixista. O conjunto musical nunca mudou de formação.

3-Sobre o entrosamento das guitarras e da cozinha da banda, vocês ensaiam com frequência?

Na banda existe aquele Livre Arbítrio, democracia. Ensaiamos conforme a disponibilidade de cada meliante. Normalmente ensaiamos duas vezes por semana devido aos compromissos extras de cada um, trabalho, faculdade, estudos, pós-graduação etc…porém estamos sempre tentando compensar quando deixamos de ensaiar, ou seja, o número de encontros aumenta. Mas a ideia é ensaiar cada vez mais, rola uma Cobrança Positiva de todos, o que é bom. Da para ver que todos se empenham legal. Intercalamos os ensaios no Estúdio com Ensaios “Acústicos” onde sentamos para criar/estudar/aperfeiçoar as músicas e sentir/ver como elas estão ficando.

4-Falem sobre o processo de criação e gravação do EP crie este hábito?

As músicas presentes nesse EP meio que foram as nossas primeiras composições. E como toda banda, queríamos ter um disquinho “físico”, nas nossas mãos, mostrar para as pessoas, distribuir por ai, enfim…Gravamos no Estúdios MB, localizado no condado de Barão Geraldo em Campinas, onde moramos. Gravamos com o nosso digníssimo amigo e parceiro Matheus Fattori (que toca na bela banda Lisabi). Uma experiência muito boa e gratificante gravar suas próprias músicas, uma espécie de Orgulho ver aquelas ideias se transformando em um disquinho…é meio que viciante. Estamos para lançar nosso Segundo EP, com mais 5 faixas, não muito inéditas pois já tocamos em nosso set. Mas em breve estará ai, disponível para download grátis, aquela coisa toda…

5- Como tem sido a receptividade do EP crie este hábito?

Acho que tem sido legal, não sei (haha), muitas pessoas têm nos falado críticas produtivas/construtivas sobre este EP. Claro que não é do agrado de todos, ainda bem. Serve de lição. Conseguimos sair em algumas matérias por ai das internet’s da vida. Saímos em alguns blogs como o do Rarozine, Nada Pop, alguns Zines de cidades por ai, além de algumas Coletâneas também, junto com outras bandas amigas nossas. Enfim, está sendo legal estar nesse meio musical com vários amigos e pessoas que correm juntos e envolvidos.

6- 5 livros, 5 filmes e 5 bandas?

– Livros:

Manifesto do Partido Comunista
Mais Pesado Que O Céu
Previsivelmente Irracional
Nunca Fui Santo
Caso dos 10 Negrinhos

– Filmes:

Clube Da Luta
Medo E Delírio Em Las Vegas
Os Infiltrados
Star Wars
O Abutre

– Bandas:

Led Zepellin
Nofx
Jimi Hendrix
Fugazi
Motorhead

7-Qual mensagem/conselho você deixaria aqui para bandas iniciantes?

Nunca deixe de tocar, se for o que realmente você quer, nunca pare. Nunca deixe que pessoas que não sabem o que é essa vida, acabarem com a sua vontade/sonho. Está repleto de pessoas que não entendem sobre “O que é ter uma banda”, e sempre acabam te criticando ou querendo ditar alguma regra que não é da importância deles, portanto não deixe que esses desavisados chatos sejam um empecilho no seu caminho. F*da-se eles, passa por cima, atropela mesmo. Nunca deixe de acreditar que você pode ir mais longe. Existe o amanhã. Ter Banda não é um campeonato onde uma é melhor que a outra, e vice-versa. Ter banda é a união, é onde todos se erguerem juntos e fazem acontecer. A união faz a força. Faça você mesmo, o lema clichê, que é a mais pura verdade. Muito Obrigado Diego Fernandes, todo o pessoal da Duofox, obrigado pela oportunidade, obrigado por abrir essa porta, tamo junto sempre, novos amigos, novas amizades. Esperamos nos encontrar em breve. Grande Abraço!!

DIRIJO.

Arthur Tuco – Guitarra/Voz
Alexandre Biagio – Baixo/Voz
Felipe Cabs – Guitarra
Ricardo Nê – Bateria

Dirijo Fanpage

Dirijo no Soundcloud



Coletânea Nada Pop: Heróis da Nação Falida

Nada Pop: 100 Álbuns de 2014 que você precisa conhecer

Coletânea: Attack – Brazilian Hardcore 2014

5 coisas que você precisa saber sobre as cores

5 coisas sobre as cores que voce precisa saber

1. A cor em si não causa efeito

Não adianta dizer que laranja causa fome, vermelho energia, azul tranqüilidade e por ai vai.

A ideia que temos de cor é culturalmente construída, ou seja, conforme aprendemos no decorrer de nossa vida que a laranja causa fome, somos induzidos por esse conceito.

A cor em si não causa efeito algum.

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2. Influências em nosso meio e as cores

Para compreendermos melhor o poder da cor em nosso meio, vale saber que existem 3 tipos de influência: biológica, cultural e individual.

A influência biológica, refere-se ao nosso organismo. Um estudo mostra um fenômeno bem peculiar: numa imagem que possui vermelho, azul e verde, teremos a percepção da cor vermelha, isso porque possuímos células com maior percepção da cor vermelha,64%, verde arremata 34% e a cor azul ficaria com 2%.

A influência cultural está relacionada ao que aprendemos ao longo da vida, por exemplo, em algumas culturas, roupas pretas são relacionadas a enterros, e brancas a celebração da vida. A cor azul é relacionada a paz e tranqüilidade, a cor vermelha ao caos e energia, contudo vale reforçar que são influências, e não efeitos.

A influência individual é um fenômeno também estudado. Essa influência é a percepção da cor individualmente, ou seja, se duas pessoas observarem uma mesma tela vermelha ao mesmo tempo, terão ideias de vermelho diferentes. O vermelho que você vê é diferente do que eu vejo. Vale lembrar da influência cultural atrelada ao gosto que permite que as pessoas tenham opiniões e preferências diferentes sobre as cores.

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3. Lei do Contraste simultâneo das cores

A partir dos estudos de Chevreul em 1839, entre eles “Lei do Contraste simultâneo das cores”, pudemos entender melhor o que artistas já faziam instintivamente. Duas cores juntas podem se influenciar.

Para criar conceitos culturais e justificar a colocação da cor em qualquer tarefa é necessário primariamente conhecer o círculo cromático ou triangulo de Goethe, é partir deles que você pode entender melhor qual cor usar e como usar, assim com a influência que cada cor pode causar uma nas outras.

Por exemplo:

Um triângulo com um detalhe em laranja e outro em vermelho. O laranja será a cor mais clara nessa situação, contudo se colocarmos o mesmo laranja em conjunto com o amarelo, você terá a impressão que o tom do laranja ficou mais forte e escuro. Essa é apenas uma das influencias das cores sobre as cores.

Existem cores que se sobrepõem a outras, por exemplo, você cria um layout vermelho e coloca um detalhe em azul, quem você acha que vai saltar na sua cara quando se deparar com o trabalho? O azul.

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4. Lei do Contraste simultâneo das cores

A cor exerce ações: a primeira é de impressionar a retina. É quando somos atraídos pela colocação da cor em outdoor ou uma revista.

A segunda é expressar. Devidamente estuda a colocação da cor pode nos provocar emoções. Isso tem a ver com que eu disse lá no comecinho sobre conceitos culturais que aprendemos ao longo da vida.

A terceira é construir um sentido próprio a partir de conceitos culturais pré definidos, permitindo que comunique uma ideia.

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5. A cor inexistente

A cor inexistente é um fenômeno manifestado a partir de cores induzidas. Isso acontece em imagens em contraste preto e branco, onde identificamos tons de cinza. Você pode identificar também em cores de alto contraste por exemplo, se você pintar retângulo vermelho ao lado de um verde, sem espaços entre eles, ao final, poderá identificar na junção uma cor, uma cor intermediária saltando aos olhos, oferecendo destaque a imagens.

“A cor inexistente é resultado de uma pequena quantidade de raios refletidos a partir de alguns raios absorvidos pela superfície branca.(…) SILVEIRA, 2011”

Nestor Lampros – Artista Plástico, poeta e professor

Davos -2015
Davos-2015 – Desenho a nanquim

 

1-Quem é Nestor Lampros?

Escritor, poeta, cartunista, artista plástico, artista gráfico, professor, dramaturgo, ator, (falta-me dançar[ já ensaio um pouco de música cigana], ser músico, e ser humorista de talk show!). Filho mais velho de Lukas Lampros, exímio cartunista, e desenhista urugayo, falecido em 2014; e de Hissae Isejima, publicitária e desenhista.

Sou antes de mais nada um curioso. Tudo é precioso. Custa-me muito a indiferença. Quero me tornar notório, porém, como um sujeito que descobriu-se, e assim, tudo fez sentido. E Deus supervisiona tudo do alto de sua onisciência. Virtude que pede aclamação do espírito. Confirmo na arte, tudo.

Poema que notabiliza isso:

AUTO-RETRATO AOS 40 ANOS EM SETE ESPELHOS- LADO SUL

1.Tenho quatro olhos, virtudes, duas rimas, um nariz.
Compreendi cedo o valor das cores primárias sem Rimbaud
( ele ainda está aprendendo do modo mais quente…).
Vi isso assimilando a corrida dos homens
e a pegada das mulheres que passavam;
especialmente daquelas, das nascidas virgens.
Hoje estão mais calmas, mas chovem ainda, descalças, em vitrines.

2.Aprendi a configurar máquinas e pesadelos capitalistas,
ousando nos meus cabelos apará-los antes da raiz, quando
o inverno teimaria ser mais escuro, ou frio, ou primavera.
Estou com fome, mais seguro de mim, com tudo, assim; contudo,
mas procurando no futuro os espectros do presente, meus amigos,
meus inimigos, meus meio-inimigos, meus- um- quarto- de- amigos, etc…

3.Sinto dizer mais o “não” que um “sim”, em outras palavras.
Eu preciso sentir a música sem a correção, ou coação.
De forma a me manter fiel à Liberdade aos causos
comuns às rosas dos precipícios voando nas celas dos olhos.

4.( Acendo minha luz própria para me economizar melhor…),
em torno dos sóis que dão sua força às luas de Júpiter,
para caírem em forma de estaca, no meu coração tranquilo e terrestre…

5.Moo o trigo descansando dos meus poemas maus.
Sou por isso intrabudista e brasileirônio e nestorquista,
por parte de pai e das ideologias esquecidas por algum judeu interior.
E gosto do dinheiro, que me olha no seu selo e marca sensual de prostituta
verde, e se vende nos mercados e os derruba.

6.Por isso estou atento e o mundo não acabou.
Embora quisesse que minha voz perdurasse na eternidade.
Acaba esta caneta, o papel, você, mas o mundo não
-é inacabavelmente cruel.

7.E por isso socorri-me do mundo para que não me formatizem,
para me deixarem aqui quieto e relutante- mas esperançoso.
Em ter uma vida construída entre tijolos de átomos leves,
em casas quânticas tecidos pelos meus dois braços de borboleta.

(Poema do livro Roupagem Leve, Nestor Lampros)

 

2- Quando você percebeu que faria arte?

Percebi-me artista quando não soube mais explicar-me, não sabendo explicação para as coisas. Quando tudo que vi estava opaco, permiti-me a humildade de que não poderia solucionar as coisas. Uma rosa não é uma rosa, não é uma rosa, não são ideias, umas rosas são várias e duas rosas são belas…

         ROSAS

Cogito ergo sum, não:
uma rosa não é uma rosa,
não é uma rosa.
Não são ideias.
Uma rosa são várias
e duas rosas são belas.

Na fonte onde habitam
falam como se escapassem
pelas janelas…

Rosa como a de Guimarães,
rosas como de Yndiara,
rosas como a dos ventos,
rosas como a de Hiroshima
e Nagasaki, como dos tempos,
rosas como a das perdidas,
rotas, tragadas, forçadas, derruídas…

Não: uma rosa não é uma rosa,
não é uma rosa.
Não são ideias.
Uma rosa são várias
e duas rosas são belas.

(Poema do livro Roupagem Leve, Nestor Lampros)

A solução para a vida empedernida. Ar-te. Arte que evoca á bela e composta presença das bonitezas do mundo. Compõem–se assim a arte como meio e obrigação para fazer este mundo mais sustentável, mais dado a ser ninho e não albergue.

3- Qual foi o motivo que te impulsionou para trabalhar com arte?

O motivo maior foi a necessidade irresistível em me expressar. Sem isso, acho, estaria vencido, morto, mumificado. Tudo tem algum mistério, o maior mistério é encarregar-se do mundo e torna-lo vidente e visível, como escreveu Merleau Ponty.

Devia tornar o meu mundo uma presença. Algo que poderia fornecer aos meus contemporâneos dos mundos que carrego dentro e fora da minha cabeça, olhos e pulsões. De despregar-me do mundo, circular-me e mesmo não sabendo tudo ( Legião Urbana), construir-me como projeto acessível a todos que tenham boa vontade e vocação para tradução ao que manejo, palavras, símbolos, cores e desígnios. Vida em tempestades e bonanças. Tudo, enfim.

 

4-Quais são suas influências, tanto na arte como na música e aproveitando o barco, cinema também?

Um mundo:

-É inspirado por…

Leonardo da Vinci, Siron Franco, David Hokney, Lukas Lampros, Xul Solar, Jean Michel Basquiat, Paul Klee, os artistas “loucos” do Engenho de Dentro(grupo de Nise da Silveira-Brasil),Grupo COBRA, Pablo Picasso, Giotto, Marc Chagal, Miró, Rembrandt van Rijn, Velázquez, Rubem Grillo, M.C. ESCHER, cartunistas como Luiz Gê, Larte, Hergé, Frank Miller, Henfil, Monet, Van Gogh, Odilon Redon, Paulo Pasta, João Câmara, Manabu Mabe, Tomie Ohtake, Saul Steinberg, Urderzo & Gocinny, Moébius, os Gêmeos, Kandinsky, Max Beckman, Salvador Dalí, Gustave Doré, Marcel Duchamp( pouquinho só…), Vinicius Berton, Inácio Rodriques, Gersey Pinheiro Cruz, Edson Beleza, Yeronimus Bosch, Brueghel, Guto Lacaz, Mariza Dias Costa, Paulo Caruzo…

-Curiosidades:

Gosta de filmes:

O Nome da Rosa(Jean-Jacques Annaud), 2001, uma Odisséia no Espaço(Stanley Kubric), Muito Além do Jardim(Hal Ashby), Pulp Ficcion, Kill Bill, Bastador Inglórios, DJango Livre( Tarantino), Corpo fechado( M. Night Shyamalan), Metrópolis(Fritz Lang), Um Cão Andaluz(Luis Buñuel), O Grande Ditador(Charles Chaplin), O Poderoso Chefão, Drácula (Francis Ford Coppola), todos da Marvel, A Viagem de Chihiro(Hayao Miyazaki ), Todos Star Wars( George Lucas), Idiocracy(Mike Judge),tudo de Stanley Kubrick, O Iluminado( Stanley Kubric). O Senhor dos Anéis( Peter Jackson), O Advogado do Diabo, etc, etc, etc…

Livros:

O Terceiro Tira( Flann O’Brien); Ilíada e Odisséia( Homero); tudo de Platão; A Divina Comédia(Dante Alighieri), 1984, A Revolução dos Bichos(George Orwell), A Bíblia( Deus); Flores do Mal( Baudelaire); Demian, Sidarta ( Herman Hesse); todos do Kafka; todos do Drummond; tudo de Guimarães Rosa; tudo de Clarice Lispector; tudo de Nikos Kazantzákis; O Pequeno Príncipe, Terra dos Homens, A Cidadela(Saint Exupéry); tudo de Manuel Bandeira; O Desejo Pego Pelo Rabo( Pablo Picasso); Pai Ubu( Alfred Jarry); tudo de José Geraldo Neres; tudo de Yndiara Macedo; Tudo de Vinicius de Moraes; tudo de Haroldo de Campos( especialmente a crítica literária   e ensaios); tudo de Adélia Prado; tudo de Manuel de Barros; tudo de Murilo Rubião; O Poder do Mito( Joseph Campbell e Bill Moyers), tudo de Carl Gustav Jung; Tudo de Jorge Luiz Borges; Cartas a Théo, Vincent Van Gogh; Mensagem, Fernando Pessoa; tudo de Herberto Helder; Allan Moore, Millôr Fernandes, Cecília Meireles, Jorge Amado, o Espírito Santo, Ariano Suassuna, Ferreira Gullar, Fábio Siqueira do Amaral, José Paulo Martino, Esopo, Erasmo de Roterdam, Nélson de Souza, Lewis Carroll, Nietzsche, Sartre, Merleau Ponty, Luiz Vaz de Camões…etc, etc, etc…

Músicas: todas boas, menos o funk, menos o que nos rebaixa ao nível do pré- precário. Rock, rock, Legião Urbana, Paralamas, Titãs, Capital Inicial, Alguns do Cazuza, menos o pensador, que dói- e mais o músico inspirado. Pink Floyd, The Doors, Músicas como do A-há, Gênesis, ABBA, MPB, Música clássica( barroco+ Bach, Vivaldi/ Beethoven, Mozart, Mussorgsky, Devorák, românticos/ Igor Stravinsky, Villa Lobos, os modernos. Os contemporâneos, Phillip Glass) Egberto Gismonti, Tom Zé, Elomar, Lorinna Mckennitt, Era, Vangellis, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Chico Buarque, Ney Matogrosso, Uatki, Joelho de porco, Karnak, Violeta Parra, Mercedes Sosa, Juan Manuel Serrat, algumas de Mano Chao, etc, etc…

 

5-Quando e como você desenvolveu esse estilo de desenhar?

“Quando não temos como fazer de qualquer jeito, achamos o nosso estilo”, Paul Klee.

Bom, eu estou em fase de metamorfose ambulante. Todos os dias, acredito, incorporo algo novo, e transformo-me em algo que ainda não sei. São tantas as artes que acabo sintetizando e dando vasão a todas elas de alguma forma, quiçá, nova.

 

6-Como é o seu fluxo de trabalho atualmente?

É menos intenso. Mais concentrado na pintura e nos textos. Como professor, dando muitas aulas no SENAI de Atibaia. Como cartunista quase sempre distante de uma rotina. Mas não deixo o élan desaparecer. Há sempre um foguinho na reserva para os imprevistos. Para concursos, para salões e editais. Concentração para publicação do livro da esposa e companheira Yndiara Macedo, o seu primeiro livro de contos, em 2015.

 

7-Quais são as dicas para quem está começando, onde pode encontrar referências fora da internet (livros, revistas ou fanzines) e como poderia utilizar estas no dia a dia?

Referências… bom a enciclopédia é uma ótima referência. Uma boa gramática, Bons livros de história, tanto do Brasil como do mundo. Bons livros de crítica literária e de artes, bons na crítica literária, como o professor Massaud Moisés, Alfredo Bosi, Antônio Cândido. Os chamados, “concretistas”, que trouxeram para a literatura contribuições importantes, tanto da visão da literatura contextualizando a brasileira com a internacional, assim como a própria literatura, dando relevo a escritores e escritas esquecidas: Haroldo, Augusto de Campos e Décio Pignatari. O grande José Paulo Paes. No campo da crítica de arte: Ferreira Gullar, Mario Schemberg, Agnaldo Farias. Em âmbito internacional: Rerbert Read, Esnst Gombrich, Giulio Carlo Argan , etc.

 

8-Dicas para marinheiros de primeira viagem?

Veja o mar, veja o pôr do sol. Calcule que as estrelas são musicas, partituras, ore, crie hábitos saudáveis. Ame! Tenha no cardápio pouca carne e pouco álcool. Muito amor, ame, grave o nome das constelações, e obedeça ao vento, ame a natureza, seja indiferente com a palhaçada política e os políticos. Crave seus olhos nas cores que nunca existiram…- será assim mais um louco, um louco sublime. E se deixar a vida te naufragar, aposte na arte para ser achado com VIDA! Acredite em você e na vida. Ela nunca é nem nunca foi um acaso. Ela determina sua condição se você amá-la. Ame e nunca mais odeie. São estas coisas que fazem a gente ser feliz. Se não fizer arte, pelo menos se salvará para a alegria, para o Absoluto, para Deus, para a concretização de um ideal…

Fanpage do Nestor Lampros

Site do Nestor Lampros

Histórias em quadrinhos

Escritos + imagens de quadros de Nestor Lampros

Poemas no Mallarmargens

E-mail:nestorlampros@gmail.com

Confira alguns trabalhos do Nestor Lampros:

Dashiell Hammett – Divisor de águas na literatura policial

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A Literatura policial, ou para ser mais preciso, o gênero policial como conhecemos hoje, nem sempre teve o mesmo formato.

Desde os primórdios, como o francês Émile Gaboriau (1832-1873), o escocês Arthur Conan Doyle, criador do grande Sherlock Holmes (1859-1930) e o americano Edgar Alan Poe (1809-1849), cuja fama de “pai” do romance policial lhe é atribuída com gigantesca propriedade e sabedoria, que a literatura policial se mostra de forma quase fixa, onde os elementos utilizados para a construção e elucidação do mistério, seguiam quase sempre os mesmos padrões.

Nessa época, os conflitos pareciam girar sempre em torno de 3 elementos. Um assassinato, o criminoso de mente tão doentia quanto os que temos hoje, e o detetive, uma figura endeusada e que raramente terminava uma narrativa sem ter o criminoso encurralado e desmascarado.

Outro ponto a ser observado, é que a narrativa se desenvolvia dentro de ambientes fechados, como mansões, bibliotecas e outros espaços que de fato não deixavam margem para um desfecho diferente pelo simples fato de tudo o que o detetive precisava era de uma boa análise da cena do crime, uma dose de bebida ou fumar seu cachimbo e refletir durante algumas páginas para então apontar o culpado.

Isso durou e “funcionou” durante quase um século. Porém, com o tempo, os leitores foram mudando, criminosos precisaram mudar e junto com eles, os detetives.

A grande transformação e a mudança no estereótipo do detetive aconteceu em meados de 1920, quando Dashiell Hammett (1894-1961), um americano de Maryland, cansado da escola aos 14 anos, abandonou os estudos e passou por diversos empregos; foi entregador de jornal, mensageiro, escriturário e estivador até chegar à famosa Agência de detetives Pinkerton, onde adquiriu experiência e fonte de inspiração para grande parte de sua obra.

Mas o que Hammett fez de tão extraordinário?

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Segundo críticos, Hammett foi muito mais do que um simples escritor de histórias policiais. Ele reformulou o modo de se construir a narrativa policial e os personagens que nela desfilam.

O detetive deixou de ser um personagem e passou a ser de fato um humano, um ser com aflições, dúvidas e que possuía inúmeras fraquezas e defeitos. Não era um humano perfeito, idealizado por seus antepassados.

Hammett trouxe os detetives às ruas, para onde os crimes de fato aconteciam.

O reconhecimento maior surgiu após o lançamento de sua obra-prima, o romance O Falcão Maltês, transformado em filme numa clássica versão de 1941, com o galã Humphrey Bogart, no papel principal interpretando Sam Spade.

Spade pode ser considerado o primeiro grande detetive particular do chamado romance noir, vertente conhecida por suas tramas obscuras, criminosos sem nenhum escrúpulo e damas fatais, quase sempre loiras de corpos esculturais.

Na literatura noir, sempre se tem mais mortos do que assassinos. Em alguns casos, o criminoso nem sempre é descoberto. As narrativas de Hammett são marcadas pela frieza, enredos intrincados, pela linguagem seca e por seus diálogos ríspidos, que não demoram muito a terminar num soco ou disparo de revólver.

Por essas e outras características, é que para muitos, Dashiell Hammett foi e ainda é, um dos mais importantes escritores policiais de todos os tempos.

Rarozine Fest – Garage e Punk Rock/HC para valer!

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No dia 11/04, O RaroZine Fest salvou o sábado com bandas de fazer inveja há muitos festivais descolados por aí. Da mesma forma que a festa de aniversário de 1 ano do Rarozine, o festival ocorreu na casa das Mangueiras, em Bragança Paulista e contou com 4 bandas da região.Deskraus(Bragança Paulista-SP), Gasoline Special(Jundiaí-SP), Churumi(Bom Jesus dos Perdões-SP) e Dirijo(Campinas-SP).

Deskraus – Punk Rock/HC, com sonoridade finlandesa e das bandas punks de SP do ínicio dos anos 80, aliada ao vocal de Fabiana Ramos, Punk Rock bonito .Destaques para Kick Out the Jams (MC5) e In My Eyes (Minor Threat).
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Gasoline Special – Rock and Roll/Garage de primeiríssima qualidade, foi grande destaque do festival.Sem rodeios, é o Hellacopters de Jundiaí. Banda excelente, o André Bode é excepcional, dispensa comentários.Riffs ganchudos e Licks bem executados, som para bater a cabeça, dançar e cantar junto.

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Churumi – Punk Old School, infectado quimicamente por instalações abandonadas da Moagem, misturados a Ramones, Mukeka di Rato, Merda e Amado Batista. Só “crássicos” Sou Banguela mas tenho Patinete, Dona Maria, Jaime já vai e Emo Black Metal.

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Entrevista com Churumi

Dirijo – Esta aí uma banda complicada de rotular, Post-Hardcore é o que mais se aproxima do som do Dirijo, muito bem tocado, lembra algumas bandas da Epitaph e da Dischord.Sincronia harmônica das guitarras e uma cozinha de fazer inveja, certamente é um ponto de destaque.
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Pedra Grande – Trekking alucinante!!!

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No dia 04/04/15 às 2:45 da manhã, resolvemos enfrentar mais de 3 horas de caminhada até a Pedra Grande. Contando com uma superfície aproximada de 200 mil m², a Pedra Grande é o cartão-postal de Atibaia-SP,  reduto de praticantes de vôo livre, paraglider, rapel e escalada em montanha.

Com 1.450 metros de altitude, impossível não gostar de sua amplitude. Lá de cima asas-deltas e paragliders colorem o céu nos finais de semana e feriados. Perfeito para Trekking, escaladas e para os amantes de esportes radicais.

A caminhada pela estrada é pesada, a noite é breu total, não há iluminação, com subidas íngremes e buracos por toda estrada, é um desafio chegar inteiro. Mas vale à pena, uma visão esplendorosa e indescritível, vale todo o esforço físico.

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Chegamos aproximadamente 6:00 da manhã, ainda estava escuro, mas já conseguíamos ficar pasmos com toda beleza da paisagem e da vista das cidades vizinhas, iluminadas e minúsculas. Um frio de destruir os ossos, vento gelado que só amenizou quando sol apareceu.

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Não demoramos para enfrentar a descida, as 7:30 estávamos enfrentando a jornada de volta aos nossos lares.Com muito barro, escorregões, por incrível que pareça, livre de quedas.
Mesmo passando por capelas mal-assombradas e casas abandonadas no meio do brejo que mais lembram cenas de filmes como Massacre da Serra Elétrica, é bem divertido.
Não deixem este passeio para depois, caso tenham oportunidade, visitem a Pedra Grande.

Leonardo Miranda Ribeiro – O Cartunista que foi metalúrgico!!!

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1-Quem é Leonardo Miranda Ribeiro?

Leonardo Miranda Ribeiro é uma pessoa simples, nascida na capital, mas que vive no interior de São Paulo (Bom Jesus dos Perdões) sonhando e buscando um lugar ao sol através de sua arte.

2-Qual foi o motivo que te impulsionou a desenhar?

O motivo pelo qual a arte de desenhar me impulsiona, é porque pra mim é algo que vem de dentro pra fora, algo que me possibilita mostrar como eu enxergo o mundo através da minha visão como um todo.

3-Leonardo Miranda Ribeiro, em que momento você percebeu que faria arte?

A partir do momento em que eu peguei uma folha em branco e um lápis e comecei a dar formas aos traços, percebendo que tudo aquilo ali na minha frente fazia sentido, senti a arte em mim!

4- Quais são suas influências, na arte, música e cinema?

Sou muito influenciado por vários artistas, mas um pelo qual eu admiro é o Ziraldo. Um sujeito simples que está cravado na história do desenho brasileiro com seu estilo único. Em relação a música gosto doque me toca e que me coloca pra cima, como por exemplo U2, Oasis, Red hot chilli papers…”Don’t look back in anger do Oasis, me fez desenhar muita coisa bacana! Já o cinema eu gosto de quase tudo, tanto os mais antigos quanto aos mais contemporâneos, mas confesso que me agrada mais os antigos, filmes de terror como ‘It, o palhaço assassino” de Stephen King, no qual o palhaço Pennywise me causa um espanto em todas as vezes em que olho pra ele, ou quando ele diz: “Hi, Georgie! Aren’t cha gonna say… *hello*?”

5-Quando e como você desenvolveu este estilo de desenhar?

Bom, desde pequeno eu noto que tenho um traço semelhante ao de hoje, mas cheguei nos dias atuais desenhando dessa forma, vendo muitas tiras do Laerte, Glauco, Angeli e Ziraldo. Absorvi um pouco de cada um, mas observo com uma considerável atenção o Ziraldo, com seu menino maluquinho, Flitz e O Pasquim, juntando tudo isso desenvolvi meu estilo próprio de desenhar e buscando aprender mais a cada dia que passa.

6-Como é o seu fluxo de trabalho atualmente? Trabalha como Freelancer ou para algum estúdio?

Divido meu tempo de trabalho em intervalos, ainda não vivo inteiramente da arte mas busco pra que um dia sim. Ainda não trabalhei em um estúdio, mas seria uma ótima experiência se isso vier a acontecer um dia. Trabalho com encomendas, faço caricaturas, charges de tudo o que surge por aí, cópias de personagens famosos e alguns retratos de pessoas.

7-Quais influências os quadrinhos, tiras de jornal e charges exercem sobre o seu trabalho?

Exercem um peso enorme, sempre busco estar acompanhando o trabalho de outros profissionais pra me orientar e ver se estou no caminho certo, e me incentivam de uma maneira muito positiva.

E-mail:leoribeirocartunista@gmail.com
Facebook:https://www.facebook.com/profile.php?id=100009430298882

Confira o trabalho de Leonardo Miranda Ribeiro:

Edward Hopper – Realismo entre os conflitos humanos através da pintura

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Edward Hopper foi um grande pintor, nascido em Nyack, Nova York, uma cidade situada no lado oeste do rio Hudson, em uma família de classe média que incentivou suas habilidades artísticas. Depois de terminar o colegial, estudou brevemente na Escola de Ilustração em Nova York (1899-1900), em seguida se matriculou  na Escola de Arte de Nova Iorque (1900-1906). Em sua passagem de ilustração para as artes plásticas, estudou com William Merritt Chase , um pintor impressionista e com Robert Henri, que instigava os seus alunos a pintar as condições cotidianas de seu próprio mundo de uma forma realista.

Embora tenha trabalhado com pintura a óleo, também dominou o gravura a água forte, o que lhe trouxe sucesso nas vendas. Viveu no bairro de Greenwich Village, onde manteve um estúdio ao longo de sua carreira.

Em 1920, com 37 anos, conseguiu sua primeira exposição individual. A Whitney Estúdio Club, recentemente fundada pelo herdeira e artes patrono Gertrude Vanderbilt Whitney, mostrou 16 telas. Embora nada foi vendido a partir desta exposição, Edward Hopper sentiu que havia progredido.

Enquanto isso, a vida pessoal de Edward Hopper também havia avançado: em 1923, casou-se com o artista Josephine Verstille Nivison, que tinha sido um colega na aula de Robert Henri. Jo, como Hopper a chamava, se tornaria um elemento indispensável de sua arte. Posou para quase todos os suas figuras femininas e ajudou-o a organizar os adereços e as configurações de suas sessões de estúdio. Ela também encorajou-o a trabalhar mais com aquarela, e manteve registros meticulosos de suas obras concluídas, exposições e vendas.

Os temas abordados por Edward Hopper foram as tensões entre indivíduos (homens e mulheres), o conflito entre tradição e progresso em ambientes rurais e urbanos.Dominava a técnica de iluminação, nuances, contrastes e o preenchimento de cores de acordo com a luz.

Deixou um legado não só para pintura realista, mas também para as artes gráficas, mesmo em uma época  dominada e influenciada pelo expressionismo abstrato.Confira os seus trabalhos aqui: