Na Natureza Selvagem: A Dramática História de um Jovem Aventureiro – Jon Krakauer

Na natureza selvagem

Imagine-se com 20 poucos anos, problemas familiares, inconformismo socioeconômico, parece até crise existencial de adolescente, não é mesmo?

Mas Christopher Johnson McCandless possuía um proposito maior, uma viagem ao Alasca, da maneira mais difícil, sem conforto, pedindo carona, trabalhos temporários, com pouquíssimo dinheiro e maior parte com a ausência dele, carregando apenas o necessário. Arroz, alguns livros, um rifle, algumas roupas velhas e muita resiliência para suportar as dificuldades pelo caminho.

É sobre este tema que aborda o livro de não-ficção Na Natureza Selvagem: A Dramática História de um Jovem Aventureiro de Jon Krakauer. Embora tenha perdido sua vida, Christopher Johnson McCandless conquistou a liberdade, o desapego, altruísmo conforme havia planejado, influenciado por escritores como: Tolstói, Gogol, Jack London, Jack Kerouac e David Thoreau, que buscaram em suas vidas a liberdade na reclusão.

jon krakauer

Inúmeros tentaram a façanha de viverem isolados em áreas inóspitas e geladas como o Alasca, John Muir e David Thoreau por exemplo, foram bem-sucedidos em suas expedições. Chris McCandless, deixou não apenas seu carro para trás, como também incinerou seus documentos e doou uma quantia de 24 mil dólares à caridade.

Estava preparado fisicamente para esta viagem de sobrevivência?
Provavelmente sim, embora estivesse desprovido de equipamentos e acessórios que pudessem garantir sua segurança. E mesmo desprovido de um manual de escoteiro ou um mapa topográfico, viveu mais de 100 dias no Alasca.

Buscamos tanto um caminho, onde pode-se encontrar repostas para questões existenciais ou até mesmo, vivencia uma experiência que faz com que tenhamos outra perspectiva da realidade. De certa forma Chris McCandless conseguiu ter este insight em uma expedição, apenas não contava com o destino tão traiçoeiro.

Na Natureza Selvagem: A Dramática História de um Jovem Aventureiro é um livro que expõe nossa maior obsessão, fugir da realidade, de confrontar com frustrações e ter que esboçar sorrisos, escapar das desilusões, da miséria, da fome, da corrupção, da falta de ética entre outros fatores. Ainda sim encontrar uma razão para viver de acordo com as leis da natureza.

Fica a dica, leiam Na Natureza Selvagem: A Dramática História de um Jovem Aventureiro de Jon Krakauer!!!

A felicidade só é verdadeira quando partilhada. ( Chris McCandless)

Jubiabá, um grito contra o preconceito e a desigualdade social.

jubiabá
Mestre contador de histórias, Jorge Amado supera as expectativas com o romance Jubiabá. Romance publicado em 1935 faz parte da produção dos chamados romances de 30, e que ao lado de Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz e Érico Veríssimo, completam a linhagem de autores que usaram do regionalismo e problemas sociais para expor um Brasil esquecido.

Jubiabá conta a história do negro Antonio Balduíno. Embora muitos considerem Capitães da Areia, Dona Flor e Gabriela como seus maiores romances, esse livro não deve ficar de fora da lista.

Baldo é um negrinho que cresce ouvindo as histórias dos homens mais famosos de Capa Negro, famoso morro de Salvador. Sua infância tumultuada, sem pai, nem mãe, e a tia louca, o obriga a viver sem rumo, entregue as ruas, becos e botecos de uma Bahia humilde, repleta de dramas, amizades e amores ardentes.

jorge amado

O livro na realidade vai muito além de uma história protagonizada por um negro. É uma crítica mordaz sobre o preconceito, a desigualdade e descaso social. Jorge Amado dá brilho ao enredo, completando a história de Baldo, com a de homens como Zé Gordo, um sujeito que acredita em anjos e adora contar histórias de sua avó, que nem sabe se existe. Pai Jubiabá, o pai-de-santo herói e conselheiro de Baldo, e as peripécias de um grupo de mulatos arruaceiros que vivem de esmolas.

A narrativa de Jubiabá, como se espera num romance de Jorge Amado, nos ajuda a refletir sobre o papel do negro em nossa sociedade. Mas, além disso, vemos que ao lado de Antônio Balduíno, muitas outras figuras excluídas ganham vida e voz, fazendo com que as páginas do livro transbordem de amargura, dor, solidão, mas também esperança e força, qualidades que os personagens criados por Jorge Amado  tem de sobra.

Jubiabá é um romance que supera as expectativas de grande parte dos leitores. Sejam eles conhecedores ou não da obra do mestre Amado.

Stone House on Fire – Lançamento Virtual Neverending Cycle

Stone House on Fire é uma banda influenciada pelo Stoner Rock e por aquela vibe sessentista, lisérgica, combinando peso, alternando riffs arrastados e velozes, uma dose cavalar de fuzz e vocais brilhantes. Com performance única, fazendo que o show seja uma verdadeira viagem.

Em agosto de 2012, saiu a primeira demo, intitulada “Taped Sessions” em K7. Rodou fazendo shows pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, em dezembro de 2013 lançou o primeiro full lenght chamado “Buy This Lie”, produzido pelo Estúdio Jukebox e masterizado por Chuck Hipólitho (Vespas Mandarinas). Também lançado de forma independente, o disco está sendo distribuído na Europa pelo selo Record Heaven e acabou de ser relançado pelo selo paulista Dinamite Records. Stone House on Fire fez uma tour de divulgação do disco, que incluiu shows pelo sudeste e apresentações ao lado de nomes de destaque do gênero como as bandas Anjo Gabriel (PE), Petit Mort (ARG), The Flying Eyes (USA) e Mars Red Sky (FR). Em 2016 lançou com exclusividade pela Radio Layback o primeiro clip, da música “Electric Sheep” e se prepara para lançar o segundo álbum “Neverending Cycle”, gravado ao vivo e direto em fita.

 

Storytelling – Histórias que deixam marcas

Segundo escritor Antonio Núñes, define o storytelling como uma ferramenta de comunicação estruturada em uma sequência de acontecimentos que apelam aos nosso sentidos e ações. Em resumo é arte de contar histórias.

Mas este papo de storytelling não é antigo?

Sim, mas quando a publicidade e o marketing, resolveram fazer uso desta ferramenta, criou-se um buzz sem fim. Virou jargão de publicitário, histórias de terror que nossos pais contavam na fogueira dos acampamentos ou lendas como As mil e uma noites, que foram contadas através do boca a boca e que se perpetuaram por centenas de anos, são exemplos de storytelling em nossas vidas.

Como as marcas se utilizam de uma arte tão antiga?

Uma marca precisa ser relevante no mercado, para isso ela precisa ser lembrada com extrema facilidade. Seja através da cor, da qualidade do serviço/produto ou até mesmo do logotipo, entre outros elementos. Se você pode juntar todas estas qualidades e atrativos em uma história, fica mais fácil de lembrar. Por isso storytelling é tão importante. Pois uma história bem contada é mais valiosa do que milhões emplacados em uma campanha de publicidade.

E além de ser utilizado no dia a dia da maioria das pessoas, que marcas utilizam o storytelling?

A Nike, Red Bull, Ford, Fiat, Volkswagen, a Disney, Coca-Cola, Apple, Ford, Havaianas, Diesel, Chevrolet entre inúmeras. O storytelling é uma técnica tão difundida, que podemos afirmar que os judeus são mestres na arte, o pentateuco (velho testamento) fala por si próprio. Em como o poder de um livro pode influenciar vidas pelo mundo.

Como diz E.L. Doctorow “escrever um romance é como dirigir um carro à noite. Você só consegue enxergar até onde a luz dos faróis alcança, mas pode fazer a viagem inteira assim”

Alguns cases de Storytelling:

Shakespeare and Company – Uma livraria à beira do Sena

Shakespeare and Company, livraria muito conhecida na França. Graças ao seu antigo proprietário, George Whitman, a livraria ainda hoje possui uma cara de fenda do tempo, lembra uma biblioteca do século18. Ernest Hemingway foi frequentador assíduo. Shakespeare and Company é mais do que uma simples livraria, é ponto vivo da literatura à beira do Sena.

Apple – A máquina de produzir fãs

Steve Jobs e Steve Wozniak foram incríveis ao produzirem um dos primeiros computadores pessoais, brigaram a vida toda com IBM e Microsoft para permanecer no mercado, mas os cuidados e esmero com detalhes nas apresentações de seus produtos. Faziam com que as pessoas se apaixonassem, pela experiência do simples ato de abrir uma caixa, até a utilização do produto feito com requinte. As apresentações de Jobs enfatizam a paixão que ele possuía por seus produtos.

Coca-Cola sinônimo de felicidade

Enquanto tentava criar um xarope, o farmacêutico John Perberton criou a Coca-Cola. E até hoje, a fórmula da Coca-Cola é segredo de estado, o que a Coca-Cola vende não é refrigerante, é felicidade. Tornou-se ícone da cultura pop, está em canções, pinturas e artes gráficas espalhadas pelo mundo.

Leiam este ótimo livro Storytelling – Histórias que deixam marcas de Adilson Xavier!

Rarozine Fest – De volta para o futuro no meio da tempestade

Neste último sábado 04/06, a chuva não dava folga. Resolveram quebrar alguns caminhões pipas lá no céu, o resultado de muita chuva nunca é dos melhores. Mas apesar disto, o RaroZine Fest foi muito legal como sempre.

A primeira banda a detonar foi o Peixes Fritos, dos garotos mais bacanas de Piracaia. Punk melódico de primeira e rolou até um Nirvana para animar a galera.

Peixes Fritos
Peixes Fritos por Beatriz Martins

A segunda, foi o duo mais bonito da cidade, Churumi com a sonoridade radioativa de sempre, espancou os ouvidos dos desavisados e mostrou algumas canções novas do próximo EP. Show bonito e irreverente como sempre.

churumi

Na sequência, pegamos carona no Velouria e aterrissamos na década de 70, The Muddy Brothers parece ter saído do túnel do tempo, aquele lance meio Zeppelin no vocal, sonoridade arrastada, a psicodelia dá uma flertada com Blues e dá jogo, podem ter certeza disto.

themuddybrothers

Lo-fi que veio logo em seguida, mostrou uma mistura difícil de fazer, Country com Hardcore, é estranho de se imaginar, mas soa “extremamente quente”. E mesmo chovendo, a galera se matou no pogo. Banda boa é assim, faz a festa de todos.

lofi

Fechando a noite, de Volta Redonda-RJ, o destaque da noite, Stone House On Fire espantou o frio, o temporal e tudo de ruim, Stoner bonito, Red Fang, Kyuss e Wo Fat provavelmente são referências, incrível. Bom gosto nos timbres, nas guitarras ( Ibanez Jet King e Fender Jazzmaster), no baixo Rickenbacker e um baterista que é irmão do Douglas do Deaf Kids, outra banda memorável.

stonehouseonfire

stonehouseonfire2

Enfim, até esquecemos da chuva, pois a noite foi agradável, conversas com os amigos fora das redes sociais,boas  risadas [aquele lance das antigas que muitos ainda valorizam], boa música, aguardamos O Projeto Trator e o The Gasoline Special incendiar Zebra. Até o próximo RaroZine Fest!!!!