Carros Voadores e seus homens radioativos lança a sessão na íntegra no Estúdio Bem Maior

Carros Voadores e seus homens radioativos lança a sessão completa no Estúdio Bem Maior, com a mixagem do Gabriel Reis com apoio da PZ Áudio.

Ao usar a amplitude da sala, que além do visual, possui uma acústica indescritível. O theremin na canção  “A coisa Maldita”  soa grande e magnifico. Certamente deixaria o seu criador Léon Theremin, muito orgulhoso. Já sua Apollonia (Giannini Frankenstein) soa lisérgica, embebecida de delays e reverberações.

Já Gabriel Reis, baterista de muitos adjetivos, execução matemática  e ataques nos pratos certeiros. Dá uma aula em forma de música. Este encontro foi mais uma parceria entre o Estúdio Bem Maior, PZ Áudio e artistas independentes. O Estúdio Bem Maior tem atuado como meio de viabilizar apresentações de forma segura e  apoiando a produção artística local e independente.

Abaixo segue alguns versos da canção  “A coisa Maldita”, que representa a convivência e o dia a dia em São Paulo: 

“Fico pensando em como vai ser
Envelhecer nessa cidade
E no tempo que eu tenho pra errar de formas novas
Hoje eu penso com as pernas”

Na sequência temos uma canção do novo EP, surpresa! “Visão imaginária do MASP em ruínas”, com andamento calmo como prenúncio do caos:

“Ainda que eu pise nos seus pés, você me chama para dançar.
Ainda que eu pise nos meus próprios pés, você me chamará.”

Já a terceira canção, Mar morto é avassaladora, fala da luta pela sobrevivência em SP:

“Cansado de ser holofote, virou poste
Mirou pro céu, viu desabar
Chuva tão forte, que nem pôde avisar

Até porque, nessa cidade
Quem é que escuta a luta de quem
Vai desaguar

Esse é o Mar Morto e nada nada por aqui
Esse é o Mar Morto e nada nada por aqui”

A quarta canção, intitulada “Fôlego”, dispensa qualquer espécie de comentário, fala sobre as agruras da vida, nesta sessão no Estúdio Bem Maior, ficou ainda mais pesada como a própria letra:

“O Sol que queima o rosto, um novo dia traz
Nem sempre é a esperança que te leva pro cais
Mas trazem almas e braços que
Contam somente com o fôlego

Há quem enfrente o sal
E há quem suporte todo o mar”

A quinta canção, é mais uma canção do novo EP, chamada “Afinação do mundo”, com batida bem dançante e um clima bem viajado da guitarra, com várias camadas de delay e tremolo, as letras e melodias são destaques em todas as canções:

“Deuses de plástico irão nos guiar
Postos de gasolina serão nosso lar
E o que me resta a dizer, amém, amém, amém, amém”

 Assista à apresentação no Estúdio Bem Maior aqui:

Sobre os Carros Voadores
O duo mais powerblaster megazord de SP, os Carros Voadores e seus homens radioativos duo faz-tudo da Província Carrocrática do Tucanistão, SP.

Misturam as experiências das periferias paulistanas aos quadrinhos e ficções científicas, janeladas de ônibus e pedaladas de bicicleta, guitarra e bateria, voz e theremim. Acreditam no poder popular e escutam Belchior, Él Mató a un Policía Motorizado, Wilco e Warpaint. O que deu foi feito em casa, o que não deu foi parcelado.

Onde encontrar os Carros Voadores e seus homens radioativos:
https://linktr.ee/carroqueavoa
https://www.facebook.com/carroqueavoa/
https://www.instagram.com/carroqueavoa/
https://carrosvoadores.bandcamp.com/

Sobre Estúdio Bem Maior

O Estúdio Bem Maior é o exemplo do que encaramos como um laboratório de linguagens, que busca entregar experiências audiovisuais. Em uma casa, dentro de um condomínio fechado, que oferece o recurso mais sagrado para gravação: Silêncio. Localizado em Cotia, já passaram por lá Black Alien, Alexandre Cruz Sesper, Don L e dezenas de bandas sempre buscando o melhor resultado de gravação ao vivo, o registro espontâneo dentro da sobreposição natural e fluente de ideias.

www.estudiobemmaior.com.br

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Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Tolstói, Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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