Introspecção de quarentena dá o tom ao novo single de Flavia K, “O mundo se moveu”

Quase um ano após o lançamento do álbum Janelas Imprevisíveis, Flavia K apresenta agora sua primeira autoral inédita desde então com o single “O mundo se moveu”. A nova música aponta para estilos já explorados no disco e que agora se sobressaem, como o R&B e o soul de texturas futuristas. 

Aos primeiros acordes, “O mundo se moveu” já demonstra introspecção. Feita durante a quarentena, a composição traz o lado intimista e indagativo sobre os meses de recolhimento. Escrita a partir da melodia de teclado feita por Flavia, a música pedia um ritmo chill que foi alcançado pela boa sinergia inspirada por The Roots entre o baixo e a bateria. Nos complementos, a produção musical ainda tem efeitos eletrônicos e conta com uma singularidade da cantora, que são as bem arranjadas camadas de voz.

Sempre prezando pelo instrumental elaborado, neste single, ela explora nova direção musical, apostando em trazer a sonoridade do R&B atual, de nomes como Jorja Smith e Hiatus Kaiyote, para uma linguagem mais alternativa e brasileira, onde caibam experimentações e muito balanço.

“O mundo se moveu” também ganhará videoclipe nas próximas semanas e é uma animação assinada pelo Forky Studio.

Disco no Japão

Além do novo single, Flavia anuncia que o disco Janelas Imprevisíveis está sendo lançado no Japão, através do selo Think! Records (Disk Union). O CD físico pode ser encontrado em lojas de Tóquio, a partir de 9 de setembro, e vem com extras no encarte. 

Janelas Imprevisíveis (Foto – @union_lat_bra)

Ficha técnica “O mundo se moveu”:
Composição: Flavia K e Anete K
Produção musical e programações: Julio Mossil
Arranjos: Flavia K e Julio Mossil
Vocais, teclados e efeitos: Flavia K
Bateria e teclado: Jhow Produz
Baixo: Felipe Pizzutiello
Mixagem e masterização: Vander Carneiro
Todos os instrumentos foram gravados no Home Studio de cada músico, exceto bateria, gravada no Estúdio Hataka – São Paulo (SP)

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *