O novo single perdido do Justu – Night

Night – o novo single perdido do Justu

O ano era 2017, mês de agosto, fim de um inverno tosco em Ribeirão Preto – SP. Numa tarde de ar parado, Antro a dentro eu e Flávio Politi, mais conhecido como Porca, trabalhávamos nas gravações do primeiro EP do Justu.
 
O Justu ainda não era um duo, portanto as batidas eram eletrônicas o que de certa maneira me forçava a trabalhar na guitarra com volumes mais generosos e doses extravagantes de distorção fuzz, no velho e bom Big Muff. Assim começa a história de Night – o novo single perdido do Justu. 
 
O primeiro EP do Justu intitulado “Dela” acabou saindo com três músicas – O Véu, Dela (faixa título) e O Jogo, sendo está última o primeiro single/clipe do EP e do Justu. A essa altura o Jofra já estava no duo e ensaiávamos como loucos.
 
Juntos a pouco tempo, tentávamos entender a dinâmica do som com bateria acústica, mas a pergunta que fica no ar é porque Night não entrou no primeiro EP do Justu?
O novo single perdido do Justu – Night, acabou ficando com uma sonoridade diferente das outras músicas.
 
Mais suja na timbragem da guitarra e com a voz mergulhada na massa sonora produzida pelas dobras de base e bateria, Night destoava das outras canções. Porca e eu ainda tentamos novas possibilidades de mixagens, mas no final o resultado acabou não me agradando.
 
A letra da música fala, basicamente, de uma Night qualquer na vida de quem curte a Night. Acho que um certo ponto de vista, meio “perdedor” aparece inferente. Diversão garantida.
justu-night
Night – Joca Vita 2017

Destemperada lente de óculos escuro
Trincada na night de lua cheia.
Arrepiada pele curtida no brilho
Da moeda furada de um dólar.

Desfocada visão do tempo perdido
Entre copos no balcão do bar.
Colírio nos olhos do amigo muito louco
Que não para de falar.

 
Night – o novo single perdido do Justu é um lançamento em parceria com os selos Cena Cerrado Discos de Uberlândia – MG e Pisces Records de Bauru – SP.

Saiba mais: https://www.justu.com.br/

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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