Felicidade Conjugal foi lançado em 1859, do escritor russo Lev Tolstoi ( 1828-1919).
Foi a primeira obra-prima de Tolstói, escreveu com pouco mais de 30 anos, fugindo do estilo moralista, politico e social, temas estes, corriqueiros em suas obras.

Felicidade Conjugal usa de referência, todas as fases do amor, da paixão ao declínio da relação, a história se desenrola através de Mária Aleksândrovna, que vive com a a irmã Sônia e a governanta Kátia, já que não tinha mãe e pai.No entanto havia um amigo próximo do pai de Mária, chamado Sierguiéi Mikháilitch, que após a morte do amigo, tornou-se administrador dos bens da família Aleksândrovna.

Sierguiéi Mikháilitch desperta um amor fervoroso em Mária, por quem compactua uma paixão secreta, mas sem saber muito de que forma proceder, já que a diferença de idade era muito grande. Sierguiéi não sabia como lidar com este amor, até entregar os pontos para jovem Mária.

Depois do casamento, Mária não se contentava apenas com amor, queria mais atenção, mais companhia, mais aventuras, mais e mais…..

“Aí está como ele me compreendeu – pensei, procurando conter os soluços, que me comprimiam. Está acabado o nosso amor de outros tempos – dizia-me certa voz no coração. Ele não me se aproximou de mim, não me consolou. Estava ofendido com o que eu dissera. A sua voz era tranquila e seca.”

Com o passar do tempo, o amor tornou-se indiferença e a felicidade de outrora, já não fazia parte do dia a dia, Mária cumpria com os deveres de esposa e esquivava das tentações e flertes, refletindo que havia felicidade em sua relação, que o amor por seu marido havia transformado-se em um outro tipo de sentimento.

“Eu lamento, eu choro aquele amor passado, que não existe nem pode existir mais. Quem é culpado disso? Não sei. Sobrou o amor, mas não aquele, sobrou o seu lugar, mas o amor ficou totalmente dolorido, não tem mais força nem suculência, ficaram as recordações e a gratidão, mas”…

Fica a dica de leitura para esta obra, para aqueles que gostam de romances que tratam sobre relacionamento de uma forma real e sem firulas.

Categorias: Literatura

Diego Fernandes

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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