Ordinaria Hit, Futuro e Deaf Kids no Show Beneficente da feira anarquista de SP

Domingo 19/10, noite com temperatura agradável e um ventinho gelado, com aquela cara de inverno maravilhoso. A feira anarquista é um evento que ocorre há quase uma década, reunindo material independente, fanzines, livros, discos e arte. Em resumo um evento que só acrescenta na vida de quem participa de alguma forma, a parte da feira rola um show beneficente, onde nesta edição tocaram Ordinária Hit, Futuro e Deaf Kids, não exatamente nesta ordem.

A primeira banda da noite foi o Deaf Kids, com Douglas ensurdecendo com seus vocais repletos de delay, reverberando em todo ambiente. Show incrível, o baterista é espetacular, extremamente técnico, enfim a banda é ótima e executa as canções visceralmente ao vivo.

Deaf Kids

Na sequência, o Ordinária Hit com um pós-punk experimental, escola do Fugazi, The Ex, Gang Of Four, estas bandas boas sabe? Sou fã de carteirinha desta banda e a terceira vez que assisto show deles. Impossível de não gostar dos acordes dissonantes e uníssonos da telecaster do João Riveros, Flávio Bá desenhando escalas tortas no baixo, João Branco tecendo as texturas para uniformizar a sonoridade e Rodrigo Rosa fazendo malabares com a bateria, com uma técnica de dar inveja, mantendo ritmo, acelerando e desacelerando nas alternâncias de tempo.

Ordinária Hit

Para fechar a noite o Futuro, banda formada por integrantes do Ordinária Hit e I Shot Cyrrus, tocando um HC com uma sonoridade bem peculiar, ressaltando o timbre de uma Rickenbecker, vocais femininos e linha de baixo marcante, fizeram também um grande show.

Agradecimento a organização da Feira Anarquista, por um evento tão bem organizado, as bandas que participaram e que venha a próxima 15 de novembro de 2015.

Futuro

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Tolstói, Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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