Paiol Sonoro lança álbum de estreia, “Dia Útil”, pelo selo Cantores del Mundo

Uma mescla de ritmos brasileiros e latinos marca “Dia Útil”, primeiro álbum do grupo Paiol Sonoro. O projeto, expoente da cena independente norte-fluminense, ganhou produção musical de Luiz Bento. O lançamento é do selo Cantores del Mundo e chega junto de um clipe para “Batuque Sertão”.

Ouça “Dia Útil”: https://ingroov.es/diautil
Assista ao clipe “Batuque Sertão”: https://youtu.be/EsM9Wffu7j0

Em “Dia Útil”, Paiol Sonoro convida a uma reflexão em torno de uma expressão tão corriqueira. Usada comumente para delimitar o tempo voltado ao trabalho, questões financeiras e comerciais, essa qualificação dos dias pressupõe que alguns sejam, por sua vez, inúteis – aqueles não dedicados a ganhar dinheiro, mas sim entregues ao ócio e questões pessoais.

“Esse termo funciona como mais um símbolo que hierarquiza e coloca a esfera do mercado acima de outras esferas da vida social como o lazer e o amor. O fato de alguns dias serem úteis significa que os demais dias são inúteis? Qual a utilidade você quer dar pro seu dia?

Essa expressão, sobretudo em tempos de pandemia, perde totalmente o sentido, se tornando uma ironia em si”, reflete Gabriel Duarte, vocalista e compositor. A banda é formada ainda por Denison Caminha na bateria, Fred Brito na percussão, Clara Rocha no piano e Ricardo Lyra na guitarra.

Paiol Sonoro surgiu de uma ânsia por uma identidade musical ao mesmo tempo local e ampla. Carregando a sonoridade caiçara do norte do estado do RJ e trazendo em seu DNA uma forte identificação com ritmos latinoamericanos, a banda transforma em canção essa proposta multifacetada.

Enquanto ritmos como a salsa ampliam os horizontes, “Dia Útil” mergulha em tons percussivos e brasileiros, como nas faixas “Batuque Sertão” e “Coentro e dendê”. Composições como “Resista” e “Latinoamerica” – esta última, com participação de Arthus Fochi – explicitam o teor social e político das letras. Já outras faixas exploram o cunho pessoal, com questões existenciais e do dia-a-dia. É o caso de “Método”, primeiro single do trabalho, e “Rolê de Domingo”.

O primeiro álbum de Paiol Sonoro é, ao mesmo tempo, uma celebração da nossa diversidade cultural, e um convite a uma reflexão em nível pessoal, social e político. “Dia Útil” chega às principais plataformas de streaming pelo selo Cantores del Mundo.

Ouça “Dia Útil”: https://ingroov.es/diautil
Assista ao clipe “Batuque Sertão”: https://youtu.be/EsM9Wffu7j0

Ficha técnica:
Gabriel Duarte – Compositor de todas as faixas e vocal
Mirila Cunha – Compositora da faixa Resista
Luiz Bento – Produtor musical, compositor da faixa Influência, percussão e violão na faixa Batuque Sertão, Sintetizador na faixa Influência, Baixo na faixa Coentro e dendê, Rolê de domingo, Resista, Influência.
Banda:
Denison Caminha – Bateria (gravou todas as faixas, exceto Batuque Sertão)
Fred Brito – Percussão (gravou todas as faixas, exceto Rolê de domingo)
Clara Rocha – Piano (gravou as faixas Latinoamerica, Influência, Método, Rolê de domingo e Coentro e Dendê)
Ricardo Lyra – Guitarra (gravou as faixas Resista, Latinoamerica, Influência, Método, Rolê de domingo, e coentro e dendê)
Gravações:
Felipe Nareba (Estúdio Soma Lab- Campos/RJ) – Captação e Mixagem
* Também gravou Tres Cubano e Sintetizador na faixa Batuque Sertão, Guitarra e sintetizador em Método, Latinoamerica, Coentro e dendê
Fernando Sanches (Estúdio El Rocha- São Paulo) – Masterização
Músicos convidados:
Gabriel Araújo – Guitarra em Coêntro e dendê e baixo na faixa Método e Latinoamerica)
Giu de Souza – Backing vocal nas faixas Método e Rolê de domingo
Dudu Hissa – Backing vocal na faixa influência
Washinton Jabotty – Percussão em todas as músicas, exceto Método
Leonardo Menezes – Violino nas faixas Batuque Sertão e Influência
Participações especiais:
James Coroico – vocais na faixa Influência
Arthus Fochi – vocais na faixa Latinoamerica

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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