Raro Zine Fest – A estratosfera bragantina demolida em 4 atos

Neste último domingo, 08/11/15, tivemos o privilégio de cobrir um dos melhores eventos do ano. O Raro Zine Fest, só não ultrapassou a perfeição, por problemas técnicos em um dos amplificadores. O que não prejudicou em nada as apresentações. Pelo contrário, fez com que a criatividade e energia punk, fizesse o rolê dar certo.

Quem abriu a noite, foram os nossos amigos bragantinos do Deskraus, com um show furioso, de fazer subir poeira do chão. Mais pesado e rápido, que apresentações anteriores. Fabiana Ramos, a frontwoman ( que faz bonito em todas as suas apresentações), cantou com energia contagiante e a banda acompanhou com a destruição sonora. Destaque para Miséria, Desgraça, Im my Eyes e em resumo todas as canções.

Deskraus

Deskraus

Na sequência, uma das bandas mais tradicionais de Atibaia, o Attack force, veio mostrar porque, mesmo com o passar dos anos, mantém-se como um dos nomes mais importantes do metal em nossa Região, uma porrada seguida de outra. Rodrigo Ortiz, continua levando esta banda com gana e truculência há anos. Grande apresentação.

Attack Force

Attack Force

O Cúmplice, mesmo enrolado em maus lençóis, conseguiu contornar o problema com o amplificador de guitarra e a ausência da outra guitarra, de Alessandro Soares. Show espetacular, que começou chutando o maxilar com a canção Cronos, onde também destacamos a performance do baterista Luiz Sabateh. Incrível…Karen e Alessandro revezaram-se no baixo, fora as participações dos integrantes da banda portuguesa, Besta. O cúmplice fez um show memorável.

O Cúmplice

O Cúmplice

Para fechar a noite, os portugueses do Besta terminaram de demolir a estratosfera, com peso, técnica e apresentação coesa. Performance magistral do vocalista, encerraram a noite com gosto de “quero mais”. Parabéns ao German Martinez, por orquestrar ( hauhuhuhuh, isto é, organizar ) um evento tão bacana e que tem dado muito certo. Aguardamos as próximas edições.

Besta

Besta

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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