Stephen King – Sobre a escrita, a arte em memórias

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Sobre a escrita, começa de forma autobiográfica e confessional, sobre os primeiros anos de vida de Stephen King. Fala de suas vitórias e derrotas profissionais e pessoais, dos jornais estudantis que participou, das primeiras experiências com escrita plagiando histórias para ganhar alguns trocados. Traquinagens que todo pré-adolescente costuma fazer.

Por trás de uma vida difícil, Stephen King foi criado apenas por sua mãe, que mudava-se constantemente, em busca em seu pai. Enfrentou inúmeras dificuldades, antes de alcançar o sucesso. Contos rejeitados por revistas e editoras, faziam com que Stephen King, colecionasse cartas de rejeição de seus editores, colando-as na parede seu quarto, como medalhas.

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Mesmo depois de jogar o primeiro manuscrito de Carrie – A estranha, na lixeira. Sua esposa Taby, pegou o manuscrito do lixo dizendo “Isso é coisa boa”. Foi a partir deste manuscrito de Carrie, que King saiu do anonimato. Logo outros sucessos foram saindo do cantinho improvisado, na lavanderia do trailer alugado onde viviam.

Mas o intuito do livro é ensinar alguns truques para escrever e se dar bem com editoras. Em 1999, quando este livro estava sendo escrito, King foi atropelado por um furgão, resultando em 2 meses sem conseguir ficar de pé, a tíbia da perna direita foi esmigalhada, algo como uma meia cheia de cacos. A rótula do joelho foi partida ao meio, quadril deslocado e costelas quebradas. Uma história que assemelha-se com seus romances de tão macabra. Felizmente, conseguiu vencer a fase de recuperação para que pudesse terminar Sobre a escrita. Mesmo depois de 40 anos de carreira, King continua nos presenteando com seus romances, contos de terror e ficção. Confira abaixo, algumas dicas do Mestre do terror:

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  1. “Escreva com a porta fechada, reescreva com a porta aberta. Em outras palavras, sua obra começa a ser escrita apenas para você, mas então ela vai embora. A partir do momento em que você sabe qual é a história e consegue realizá-la bem – quão bem você puder – ela passa a pertencer a qualquer um que queira lê-la. Ou criticá-la.”
  2.  “As ferramentas básicas vêm primeiro. E a mais básica de todas, o pão da escrita, é o vocabulário. Neste caso, você pode empacotar feliz o que tem sem o mínimo de culpa ou inferioridade. Como a prostituta disse ao marinheiro acanhado: ‘Não importa o tamanho, benzinho, mas como você usa'”.
  3.  “Você também precisa da gramática no topo da sua caixa de ferramentas(…)
    Ou se absorve os princípios gramaticais da língua nativa através de conversação e leitura, ou não se absorve. (…)”
  4.  “Voz Passiva – “O corpo foi carregado da cozinha e posto no sofá da sala”.
    Voz Ativa – “Freddy e Myra carregaram o corpo para fora da cozinha e puseram-no no sofá da sala”.
    “(A voz passiva) é fraca, é um rodeio e frequentemente é tortuosa também”.
  5.  “Se você quer ser um escritor, você deve fazer duas coisas acima de tudo: ler muito e escrever muito. Até onde eu saiba, não há como evitá-las, não há atalhos”.
  6.  “Acredito que a estrada do inferno esteja pavimentada com advérbios”
Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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