The Warriors – Os Selvagens da Noite e a influência no Punk paulistano

the-warriors-duofox-2Agora vem uma grande responsabilidade, fazer uma resenha sobre um filme que assisti uma dezena de vezes, inclusive um filme de 79 que todos gostam, até meu pai gosta deste filme, olha que é difícil cair na graça do velho.

O filme começa com os Warriors indo para uma reunião com Cyrus, o chefe da gangue mais casca-grossa de Nova York, o Gramercy Riffs, convoca todas as gangues da região, pedindo para enviarem nove representantes desarmados para uma reunião.  A ideia de Cyrus é unificar todas as gangues em apenas uma, forte e mortal o suficiente para dominar a polícia, mas durante o discurso, sofre um atentado e os Warriors são equivocadamente acusados por Luther, líder dos Rogues e verdadeiro assassino do líder dos Riffs.

O líder dos Warriors é assassinado no confronto e com a chegada dos tiras, a saída mais inteligente é atravessar todo o território do Bronx e Manhattan, para voltar a Coney Island, escapando da polícia e de outras gangues que querem caçá-los para colocarem os troféus na sede de cada gangue (claro que estes troféus são as cabeças dos Warriors).

No meio da noite, a corrida contra o tempo para fugir e enfrentar outras gangues para chegar a salvo em seus território.
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Apesar de serem caçados, existe uma rádio dando coordenadas no meio do caminho (Nem existia GPS, mas a rádio era o sonar dos caras), os Warriors mesmo com algumas baixas, conseguem dar conta de outras gangues no caminho.

Em resumo, Warriors, Os Selvagens da Noite, é um filme muito interessante que mostra a força das gangues e que teve grande importância para cena Punk de São Paulo. Bandas como Ratos de Porão, Inocentes, Restos de Nada acreditavam piamente o estilo de vida das gangues era punk, mas com o passar do tempo esta perspectiva foi equivocada por falta de informações a respeito do movimento na época. Porem foi de importantíssimo para o início do movimento.

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Tolstói, Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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