1ª Edição do Sarau Tapa contou com Palco Aberto, Exposições e muita música

Neste último domingo ensolarado, podemos prestigiar a 1ª Edição do Sarau Tapa, que contou com inúmeros artistas locais e da região bragantina. E quem chegasse poderia dar uma palhinha, teve dança com Carlos Andrés e Gabrielle Silva, exposições Com Tiago De Lira, Alexandre Beraldo e Nayra Rocha, jogo de tabuleiro sobre Bom Jesus dos Perdões com Chico Moraes, música com as bandas: Churumi, Amarildo & Cia, Freedom Sense, Banda RND, Reallize, Gustavo Barros, Bodão Hubner, Rockbeats & Alvabeats, Embrião Collacto, Zé e Lilli, Alvabeats, Banda sem nome, Folk Como Ocê Gosta.Agradecimentos a comissão organizadora TAPA, ao Daniel Caribé pelo espaço e  ao todos que puderam comparecer tornando a festa muito bonita, que venham os próximos!!!As ações são mais eficazes que as palavras, confiram!!!

Sketchbook e Moleskine – Como anda o processo criativo?

Sketchbooks e moleskines presentes no processo criativo

Pode parecer incrível, mas muita gente já me perguntou a diferença entre um sketchbook e um moleskine, e há também quem não conheça o termo “sketchbook”.

Contudo esse texto não é só direcionado para “duofoxers” de primeira viagem, mas também pra quem deseja sempre conhecer um pouco mais desse mundo da criação e entender um pouco do que se passa no backstage do processo criativo. Confira:

Sketchbooks e moleskines presentes no processo criativo

Sketchbook mais que um caderno de esboços


Sabe aquela ideia fantástica que você teve a noite, ou durante o trabalho, ou quem sabe durante uma conversa com os amigos? Pois então, a nossa mente às vezes nos prega peças e “aquela ideia” pode sumir “num piscar de olhos” se não colocarmos no papel. Quem é artista em geral – escritor ou desenhista – sabe disso. E nessa hora que contar com uma ferramenta simples, muitas vezes barata e preciosa garante que a sua ideia não vá para o ralo.

Quem usa, já sabe do que estou falando, e claro, o título também entrega, pois bem, é o nosso querido (pelo menos pra mim…rs) SKETCHBOOK!

A tradução é o menos importante, mas pra quem ainda não teve curiosidade de procurar é nada mais do que um livro de esboço.

Há quem defenda que o sketchbook é mais que um caderno de esboços que você imprime ideias e ilustrações, ele é um instrumento de trabalho pra muita gente. Um desenho despretensioso ou frase jogada no meio das folhas brancas pode se tornar algo tão grande quanto seu criador.

Lá vai um pouco de história minha gente…

Como muita coisa boa na vida, o sketchbook não tem data nem inventor patenteado, mas há registros do uso no século XV por Leonardo Da Vinci – isso mesmo, o cara que pintou a Dona Mona (Monalisa).

Dando um salto no tempo, outro cara que fez bonito na arte moderna, considerado um ícone do movimento cubista, foi Pablo Ruiz Picasso, e adivinha o que ele usava?

Se você quer conhecer um pouco mais do processo criativo e disponibiliza de R$ 120,00 dilmas no bolso pode ficar com uma indicação da Folha de S.Paulo, o livro Sketchbooks – As páginas desconhecidas do processo criativo – Cezar de Almeida e Roger Bassetto.

Um livro que apresenta trabalho de artistas como Mutarelli, Angeli, Titi Freak,Alarcão, Carla Caffé além dos designers Kiki Farkas, Guto Lacaz. Para conhecer um pouco do trabalho “sketcher” dos artistas citados e outros brasileiros, você pode conferir neste link.

A essa altura do campeonato, você deve estar se perguntando se eu tenho algo a dizer sobre a diferença do sketchbook e do moleskine. A verdade que é não dá pra dizer que existe diferença, já que os dois tem como objetivo ser uma ferramenta de criação!

Vamos as explicações e justificativas…

Moleskine® um sketchbook capitalizado


A história do moleskine é um pouco complicada e repleta de lendas. Lembra quando eu falei sobre o Da Vinci e os sketchbooks? Pois bem, o Da Vinci utiliza pequenas cadernetas revestidas com um material preto oleado, que são os…. (complete a frase) moleskines, que por sua vez também podem ser considerados como … sketchbooks.

Os moleskines são pequenas cadernetas de anotação pautadas ou não, em sua maioria com capa preta e elástico para prender as folhas normalmente amareladas.

Essas pequenas cadernetas foram usadas por escritores e artistas como Ernest Hemingway, Van Gogh e  Bruce Chatwin.

Em 1997, numa jogada de marketing uma importadora Modo & Modo de Milão viu potencial em explorar esses caderninhos que estavam quase extintos da face da Terra. Com marketing impecável fizeram uso de histórias reais – as cadernetas que eram usadas por Pablo Picasso e Leonardo DaVinci idênticas aos moleskines.

Utilizaram também a referência feita por Bruce Chatwin em seu livro “O rastro dos cantos”. Ai pronto! Todo mundo queria um moleskine.

E em 2007, a empresa Moleskine SpA tornou-se a detentora dos direitos autorais da marca e também é fabricante de outros produtos da marca moleskine®.

Há quem referencie o moleskine (marca) com o moleskin (tecido), é apenas uma coincidência, o tecido não tem relação alguma com a marca. Entretanto se separarmos “mole” e “skin”, traduziremos para “pele de toupeira”, que de acordo com uma das versões da criação do termo “moleskine” afirma que essas pequenas cadernetas pretas eram revestidas de couro de toupeira. Hoje as cadernetas da marca moleskine® são feitas de material sintético similar a seus ancestrais.

Resumo da novela: O moleskine é um sketchbook. A diferença entre eles é o formato na fabricação.

Quando nos referimos aos sketchbooks, estão intrínsecos a eles, uma infinidade de materiais para confecção assim como em diversos tamanhos e meios de fabricação. A confecção pode ser artesanal (na maioria das vezes) ou em linha de montagem.

Agora quando falamos de moleskine, estão nos referindo a caderneta confeccionada exclusivamente pela marca Moleskine®, que segue alguns padrões de confecção, seja nos tamanhos, tipo de material das folhas, forma de confecção.

Hoje existem outras empresas como a Tilibra, que oferecem cadernetas semelhantes ao moleskine por preços mais acessíveis, mas isso é uma questão de gosto.

Apesar dos moleskines oferecerem diversas vantagens, para artistas que criam desenhos há uma tendência de gostar mais de sketchbooks, justamente pela versatilidade de encontrar ou fabricar caderninhos de acordo com as necessidades de uso.

Eu mesma, uso e fabrico sketchbooks. Acredito que até mesmo a criação de um caderno de esboço faz parte de um processo criativo complexo do artista e vale o investimento de tempo.

sketchbooks confeccionados
Sketchbook confeccionado com sulfite 120g e outros materiais reciclados incluindo capa de livro velho
sketchbooks confeccionados
Sketchbooks confeccionados com capas de enciclopédia.

Manoel de Barros é um grande poeta brasileiro, falecido ano passado, no documentário “Só 10 por cento é mentira” que conta um pouco da vida do poeta, mostra também o prazer que Manoel tinha em criar seus próprios livros, uma livre referência a criação de sketchbooks e de como essa ligação entre artista, processo criativo e obra é forte.

Caderninhos - sketchbooks do poeta brasileiro Manoel de Barros

Pra quem gosta de fazer sketchs – prática de esboçar, vale pesquisar sobre o Sketchcrawl, um evento que é realizado em diversas cidades do mundo. Ilustradores e desenhistas vão para as ruas para desenhar. Confira na sua cidade se rola algum evento como esse ou monte um grupo de amigos e saia por ai desenhando, escrevendo, exercitando sua mente.

É através de um sketchbook que podem conhecer um pouco do universo de um artista, e o processo criativo.

Minha gente, chegamos ao fim dessa odisséia de mais de 1000 palavras….

Para toda essa inspiração webwriting deixo aqui meu playlist: Garage Fuzz – Cold and Warm e Soundtrack do filme Drive.

Se você foi um guerreiro e leu até a última linha, mas ficou com dúvida ou não concorda com alguma informação do texto? Comente, dê pitacos. A equipe do Duofox adora uma boa conversa!

BRECHÓS: mudança de cultura e potencial de negócio

brechós - mudança de cultural e potencial de negócio

Já ouvi muita gente dizer que roupa de brechó é roupa de defunto, entretanto com mais de 12 mil brechós espalhados pelo Brasil essa história de defunto e roupa usada fica mais pra lenda urbana.

brechós - mudança de cultural e potencial de negóciobrechós - mudança de cultural e potencial de negócio

Já faz um tempão que prometi falar um pouco sobre comportamento e moda. Demorei um pouco, eu sei, mas o objetivo é não deixar de perder a característica cultural do blog. Enfim, o primeiro artigo de moda e comportamento do Duofox.

Espero que gostem!?!?!

Conheci os brechós há uns 10 anos aproximadamente. E apesar de demorar a admitir, é um excelente investimento pra quem gosta de imprimir a própria identidade no jeito de se vestir. E quem diz que no brechó não da pra ficar na moda, precisa explorar mais a criatividade.

O vintage, por exemplo, é um estilo que caiu no gosto de muitos fashionistas, e dá pra adquirir um guarda-roupa bacana sem precisar recorrer às boutiques.

Números e o negócio


De acordo com o DIC (Diário Comércio Indústria e Serviços) até setembro de 2014, o número de brechós chegou a 12 mil no país, o que representava R$ 3,6 milhões ao ano, conforme com o Sebrae.

Os brechós representam não só um negócio rentável, mas também a possibilidade de manter o guarda-roupa sempre renovado, pelo menos, para as mulheres. Sapatos, bolsas e roupas femininas, são os itens que dominam as prateleiras no segmento.

Mas além do “R” de renovação, podemos incluir outros 3 “R’s” – reduzir, reutilizar e reciclar. Essa conscientização de muitos consumidores permite crescimento do negócio e aproveitamento de peças que em muitos casos nem foi utilizada. Eu mesma já fui a muitos brechós e adquiri peças ainda com etiqueta da loja.

Colocando ordem na casa


Há alguns anos os brechós faziam jus a fama que tinham. A maioria era bagunçado, as peças eram detonadas e sujas, um verdadeiro caos, demorava-se às vezes horas pra achar alguma coisa num amontoado de peças, que ameaçavam cair sobre nossas cabeças e no final saíamos com as mãos abanando.

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Hoje o cenário é mais tranquilo, muitas peças passam por triagens, são lavadas, higienizadas, pequenos consertos são feitos e as peças vão para os cabides mais bem apresentáveis.

A organização também tem mudado, claro, nada comparado a uma loja de peças novas, contudo existe uma organização que segue uma lógica comum dentro dos brechós. Peças femininas, masculinas e infantis têm seus devidos lugares, assim como peças de decoração à venda que dão charme ao ambiente.

Luxo ao alcance dos bolsos?


Investindo alguns milhares de reais, alguns empresários apostam nos brechós de luxo. Lojas com peças de marca, marca mesmo, Chanel, Dior, Tiffany, entre outras. E por algumas notas de R$ 100, você pode ir pra casa com uma bolsa Chanel usada.

Particularmente acredito que os brechós de luxo são “filhos bastardos” desse segmento de peças seminovas. O legal de um brechó é você entrar, “garimpar” e levar uma peça ou objeto bacana por um valor que esteja no seu bolso e não no seu cartão de crédito.

A popularização desse segmento, o torna muito explorado e a ideia principal se perde num emaranhado de compra e venda. Mas como todo negócio, alguém ganha e alguém perde!

Brechós no mundo virtual


Se você ainda está na dúvida do futuro e sucesso desse segmento vale lembrar que tem dado tão certo que é possível encontrar e-commerces. Para quem gosta do garimpo on-line é uma boa alternativa, pois esses brechós virtuais oferecem ainda, a possibilidade de parcelar as compras.

Existem alguns e-commerces conhecidos como Enjoei, Pegueibode, Reciclaluxo, Quase Novo, Adoro Brechó, Light In The Box. Já adianto que na maioria, os preços são de assustar, e muitos entram no conceito de brechó de luxo, mas se você não conhece, vale uma “espiadela”.

Reforma geral


Se você quer deixar a peça mais autêntica e com cara de nova, vale investir na reforminha!

Quando vamos a um brechó vale usar a criatividade para escolher as peças e visualizar o potencial que aquela peça tem a oferecer. Muitas vezes aquele buraquinho ou tamanho maior pode ser resolvido com alguns apliques ou ajustes.

A dica de ouro: Quando vou ao um brechó busco por estampas e cores que me agradem e tecidos de bom caimento. Depois de achar eu analiso se vale uma reforma. Já consegui peças muito bacanas por preços estupidamente baratos.

E isso vale para objetos de decoração, ou seja, uma pintura, um pouco de tecnologia super bonder e uma boa esfregada faz daquele objeto empoeirado o seu “mimo”.

E aí galera, curtiram as dicas??? Querem saber mais? É só comentar no nosso blog e compartilhar essa ideia!!

Campanha de financiamento coletivo tenta salvar casarão de mais de 200 anos em Atibaia

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Escoramento emergencial realizado no início deste ano

Uma campanha de financiamento coletivo está arrecadando dinheiro para custear o projeto de estabilização permanente da principal construção do centro histórico da cidade de Atibaia, no interior de São Paulo. O Casarão Julia Ferraz, de mais de 200 anos, está com a estrutura comprometida desde a última reforma da Praça da Matriz, no entorno do prédio, realizada pela prefeitura da cidade entre 2009 e 2011.

A campanha na página www.catarse.me/salveocasarao é a alternativa que a Associação dos Proprietários e Amigos do Solar do Coronel Manoel Jorge Ferraz, que há dois anos administra o prédio, encontrou para salvá-lo do risco de desabamento. Ela contempla o primeiro passo, que é conseguir  R$ 23 mil para custear a elaboração do projeto de estabilização permanente da estrutura do Casarão. A proposta é que pessoas e empresas ajudem  com contribuições que vão de R$20 a R$5mil, com recompensas e contrapartidas de acordo com o valor apoiado.

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Cartaz da Campanha Salve o Casarão

Desde o ano passado, a Associação e a população de Atibaia vêm se mobilizando pela preservação do Casarão. No início do ano, o movimento conseguiu que um escoramento emergencial fosse custeado e realizado pela Secretaria de Estado da Cultura com aprovação do Condephaat, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Arquitetônico do Estado de São Paulo.  Como o escoramento feito em madeira é provisório, ainda é necessário realizar obras de estabilização permanente para acabar com o risco de desabamento. Por isso, é necessária a realização do projeto, que vai determinar os custos da obra e permitir dar andamento à estabilização definitiva.

A intenção da associação é que o Casarão possa voltar a ser um espaço cultural aberto para a população, como vinha acontecendo desde o tombamento pelo Condephaat em 1975 até que a situação do prédio obrigou os proprietários a interromper as atividades desenvolvidas.

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O Casarão foi um espaço para exposições e outros eventos culturais por mais de trinta anos

O Casarão Julia Ferraz, também chamado Solar do Coronel Manoel Jorge Ferraz, foi construído por volta de 1776 e foi moradia de gerações de políticos do Partido Liberal no século 19. A partir do tombamento, o prédio se transformou em ponto turístico de Atibaia, com exposições e venda de trabalhos de artesãos e artistas de toda a região, apresentações musicais e outros eventos culturais.