# Abutres não ouvem Jazz – EP46 – Literatura Nordestina

A literatura nordestina, durante muito tempo, passou pelos olhos dos leitores como uma literatura apenas regional e que só destacava a decadência e sofrimento dos personagens, nada muito além disso.

É importante, porém, destacar que autores como Jorge Amado, Graciliano Ramos e José Lins do Rego, ajudaram a elevar essa literatura a um nível totalmente diferenciado no início da década de 1930.

Com narrativas que tocavam o ser humano de uma forma peculiar, a literatura do nordeste ganhou notoriedade ao denunciar o descaso com os estados menos abastados, e por falar sobre homens e mulheres que perambulavam por planícies desmatadas, carecas de vida e repleta de morte. As narrativas eram denúncia. Não só tristeza pura.

Ler histórias como as de Vidas Secas, Capitães da Areia ou até mesmo ter contato com os poemas de um Ferreira Gullar, ácido e com requinte de erotismo, tornam qualquer pessoa um ser melhor, mas evoluído, mais crítico literariamente falando.

E é por isso que não poderíamos deixar de falar desses nomes da literatura nacional em nosso podcast. E essa edição, comandada por Fabiana Pereira, Diego Fernandes, Tito Cepoline e Felipe Terra é inteiramente dedicada aos artistas, mestres na arte de criar narrativas com aquele toque nordestino, onde o calor do sol e a dureza do espírito tornam qualquer humano mais forte.

Por fim, como dizia Belchior, em sua canção “Notícia de terra civilizada”, sobre homens do nordeste, o sertanejo é antes de tudo um forte, só quer vencer na vida. Boa audição!

 

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Felipe Terra Escrito por:

Professor e amante da arte literária, atua na área da educação desde 2011. Viciado na música de Bach, Mozart e Chet Baker, e na literatura de Raymond Chandler, Ross Macdonald e Paul Auster. Ama escrever e acredita que poderia ler mais, porém, precisa dormir, infelizmente. Consegue passar horas jogando pôquer ou xadrez com os amigos. Degustar pizzas de queijo e bacon é um dos passatempos prediletos em horas de fome extrema.

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