Catarro, O Cúmplice e Leptospirose na Casa Auá em Bragança Paulista

Nesta última sexta-feira 19/06/15, a noite foi congelante até o momento em que o Leptospirose começou a pancadaria na Casa Auá, para quem não conhece, o Leptospirose é uma das poucas bandas de Hardcore, que se arriscam a cozinhar aquela sopa de ritmos, (metal, punk, garagem, Arrigo, Hermeto, The Who etc.) Show bacana, como as outras bilhões de vezes que pudemos assistir. Interessante foi um dos pontos colocados pelo Quique, a respeito da casa de show que deixaram de existir em Bragança Paulista, entre elas, Dharma, Bar do Chups, Casa 30 entre outros locais. Logo incentivar as bandas, colaborando, indo aos shows, adquirindo camisetas e material das bandas, são pequenas ações, que fazem com estes festivais aconteçam. Destaques para Heaven and Hell (The Who), Let’s Lynch The Landlord (Dead Kennedys) e a participação do Victor da banda Ranho.


Na sequência o gigante, não só pela amplitude do som, mas também pela presença em palco da banda O Cúmplice, com uma sonoridade singular, mesclando Metal, Hardcore e um som psicodélico do final dos anos 60 (Pink Floyd com Sid Barrett), é um espetáculo à parte. Embora Alessandro Soares (Noala) não tenha vindo, O Cauê Nascimento segurou as pontas com sua Les Paul Giannini (de um tempo em que a Giannini era uma ótima fábrica de instrumentos 70/80) alterando entre dissonâncias harmônicas, melódicas e bases com afinação drop. Marcelo Fonseca com vocais precisos de sempre, dispensa comentários. Encerraram a noite com Cronos, que voltem mais vezes.

Fechando a noite, uma das melhores apresentações que pudemos presenciar, em anos assistindo a incontáveis shows. O Catarro de Mossoró, não viajou até Bragança para brincar. Vale ressaltar presença de palco do Pedro incrível (o show inteiro), power violence de tirar o chapéu apenas com as ondas sonoras. Em contraponto com a velocidade e peso, a banda era muito divertida. Show nota 10. No geral, valeu à pena passar um frio para ver tanta qualidade em apenas um lugar. Aguardamos mais shows na Casa Auá e que as pessoas incentivem este movimento de trazer bandas, de adquirir material alternativo e buscar divertir-se com os amigos.

Confira as fotos do evento:

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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