Charles Mingus e a inovação no contrabaixo do Jazz moderno

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Falar de Charles Mingus chega soar pretensioso, deveria começar ouvindo Charles Mingus.
Sem dúvida, é um dos maiores baixistas do Jazz moderno, aprendeu a tocar ainda criança, tentou Cielo e Trombone, sem sucesso e decidiu-se pelo contrabaixo no colégio.

Na década de 50 só tocou com gente da pesada, Billy Taylor, Stan Getz, Art Tatum, Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Bud Powell, Max Roach e Duke Ellington, a quem admirava muito.
Charles Mingus além músico incrível, era brigão de primeira classe e muito genioso, foi convidado a demitir-se da orquestra de Duke Ellington, por ter corrido com um machado de bombeiro atrás de um dos músicos da orquestra.

Sua obra-prima foi Pithecanthropus Erectus de 1956, disco que definiu como um dos grandes nomes do jazz, era uma pessoa tão controversa, que demitia os músicos no meio da música, chamando-os de incompetentes e logo em seguida os contratava novamente, para terminar a música.

Charles Mingus na turnê da Alemanha, simplesmente destruiu em todos os sentidos, terminava os shows xingando todos de nazistas, quebrando equipamentos em todos bares e casas de show que passou por lá.

Possuía um jeito peculiar de tocar o contrabaixo, com uma velocidade fora dos padrões, com raiva e energia excessiva, repleto de solos longos e complexos que fizeram Charles Mingus um dos monstros do Jazz ao lado de Davis, Parker e Coltrane. Em 5 de janeiro de 1979, faleceu vítima de esclerose amiotrófica.

Inigualável, conheça o trabalho de Charles Mingus:

Diego Fernandes Escrito por:

Bebedor desenfreado de café e averso a picanha, Diego é desenvolvedor front-end e professor. É o fundador do Duofox. Na literatura não vive sem os russos Dostoiévski e Anton Tchekhov e consegue "perder" tempo com autores da terra do Tio Sam, Raymond Chandler e Melville. Acredita que a arte de maneira geral é a única forma de manter o ser humano pelo menos acordado, longe do limbo que pode levar a humanidade à Encruzilhada das Almas.

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