Alucinação de Belchior, um dos melhores discos da música brasileira

Olá galera do Duofox, peço desculpas pelo meu sumiço, mas hoje trago um texto para quem ama música brasileira. Vou falar brevemente de um dos grandes músicos que nosso país já teve, ou melhor dizendo, ainda tem, visto que ele ainda está vivo (desaparecido como eu, é verdade, mas enfim)

Belchior, o polêmico músico que estourou na década de 70, sofreu na época da ditadura e contribuiu muito para o cenário da música brasileira. Suas belas canções, embora agradem os fãs, sofrem com o desprezo de muitos.

Sobre as letras do disco Alucinação de Belchior

Suas letras podem ser lidas como brilhantes poemas. O seu vocal esganiçado e com o forte sotaque cearense são inconfundíveis. Arrisco-me a dizer que em matéria de letras Belchior é quase imbatível (Isso vai gerar conflito entre o Diego raposa velha e uma colaboradora nossa hahahaha) Carregado de sentimento e múltiplos temas, o disco Alucinação de Belchior, consegue nos fazer refletir sobre os mistérios do amor, o preconceito contra o povo do nordeste e a humilhação do homem brasileiro, que sofre desde que o Brasil nasceu como nação.

Abaixo deixo o link de um dos maiores álbuns, onde temos as melhores composições desse gênio da música nacional. Vale lembrar que uma delas, Como nossos pais, estourou na década de 70 na voz de uma tal de Elis Regina. Boa audição e até breve.

Rarozine Fest – The Diggers, The Damned Human Flesh e Sarcofagos Blues Duo

Neste domingão ensolarado, sem o famigerado horário de verão e muito bem acompanhado, com sorvete, acompanhamos mais uma edição do Rarozine Fest. Que foi iniciado pela tríade garageira de SP, The Diggers, que por sinal, cavaram bem fundo aquela sonoridade do The Troggs, The Kinks, aquele som que faria seus pais dançarem e com certeza, vocês também. Banda bonita e com apresentação incrível.

The diggers

 Na sequência, The Damned Human Flesh, death metal de derrubar paredes. Os garotos exibiram técnica e desenvoltura em uma apresentação de deixar qualquer marmanjo com dor de cotovelo. O vocal parecia o guincho de porco (vale destacar que o trabalho vocal para conseguir este tipo de vocal não é brincadeira). Mandaram muito bem.

The Damned Human Flesh

Para fechar a tarde, os argentinos do Sarcofagos Blues Duo, com sonoridade que faz viajar no tempo. Para amantes de Sea Sick Steve, Chucrobillyman e Left Lane Cruiser. Melhor apresentação do festival, dispensa comentários. E ficamos aguardando a próxima edição do Rarozine Fest, como sempre, até breve!!!

Sarcofagos Blues Duo

Superfícies de Leonardo Panço | Um livro/disco de bom gosto

Superfícies de Leonardo Panço, não é apenas mais um disco, mas um disco com um livro recheado com contos curtos e até alguns aforismos. A ideia do projeto Superfícies (livro + CD), surgiu durante uma viagem quando o artista resolveu clicar fotos de paredes, portas, do chão e outros tipos de superfícies como “resposta” para amigos que lhe pediam por fotos.

Havig

O livro em si, fala sobre despedidas, felicidades, tristezas, ansiedade, cães, viagens, amigos e inúmeros outros assuntos. Um livro com fotografias e ilustrações do próprio autor, que aborda de forma intimista o cotidiano, as impressões e sensações das pessoas.

Chuva no telhado

Sobre o disco superfícies, há tantas texturas e cores na sonoridade, embora soe sinestésico demais, esta é primeira impressão que deixa um disco repleto de boas músicas instrumentais, em que é possível rodar por aí. Em alguma estrada, rodovia, sem tumulto. Só você e o asfalto, repleto de sonoridades muito bem executadas. Onde os banjos, trompetes, violas, sintetizadores, guitarras e mais uma infinidade de instrumentos nos conduzem através deste caminho incrível.

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Zewar Fadhil – Iraque no mapa da fotografia conceitual

Arte e Fotografia unem-se para expressar numerosas emoções através das obras de Zewar Fadhil, fotógrafo conceitual, extremamente talentoso do Iraque.  “A vida é melancolia infinita.”

A angústia que a alma humana sofre é a avenida que conduz à inspiração. Um retrato íntimo que retrata a lamentação da vida, os fardos da dor e a inconsistência da existência. Nós desesperadamente gastamos nossas vidas se agarrando a cordas, para puxar-nos da ilusão, mas é inevitável que vamos perder a nossa esperança e cair mais no mais fundo abismo que tentamos escapar .

Somos todos espectadores, e todos somos responsáveis ​​pelo que escolhemos ignorar ou empurrar para a frente. A escuridão só pode ser combatida quando lançamos o nosso medo e a incompreensão de lado e encaramos isso de frente. Somente então pode alguma luz ser derramada, e nela ser dada alguma introspecção na psique humana, nossa própria e aquela da massa.

Há histórias incessantes de perda levada dentro de todos nós. Estas não são minhas histórias sozinhas, nesse sentido não há isolamento aqui. São as histórias que eu testemunho, não só durante toda a minha vida para alimentar a memória, mas essas histórias e vidas quebradas que eu testemunho em uma base diária. Não é o trabalho de um artista para retratar apenas seus próprios ideais e pontos de vista, mas também é seu dever dar ao espectador algo de substância emocional; Um trampolim para uma possível auto-iluminação, ou pelo menos a auto-avaliação e relatabilidade.

Eu trabalho para contar essas histórias com honestidade brutal, mantendo o simbolismo poético que merecem.

Eu acreditava que teria sido em vão, tentar esculpir cenários que eu achava que eram verdadeiros para a vida, então eu comecei a encontrar formas de capturar o elemento que eu sabia que era absolutamente necessário; A tristeza inflexível que cada alma experimenta e revelando o que está escondido dentro de cada coração humano – desespero implacável.A alma da inspiração vive dentro do corpo da miséria.Trabalhando desde 2011 como um fotógrafo de arte e conceitual. ( Zewar Fadhil)

“Quando a alma sofre demais, desenvolve o gosto pela desgraça”.
Albert Camus

Este artigo foi adaptado do original, “Zewar Fadhil” do ND Magazine

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Hardcore melódico do All Fight For All em Epifania

Acabou de sair do forno da Toca do Bode, o álbum Epifania do All Fight For All, uma banda de HC melódico de Bragança Paulista, com um som bem Califórnia, na vibe NOFX, Pennywise e No Fun At All.

All Fight For All tem tocado em vários festivais da região bragantina e ao vivo são bem velozes, o baixo, sempre comendo tudo o que tem pela frente; guitarra com acordes abertos e um baterista monstro.Letras com temáticas sociais e tom intimista, recheiam
o disco com resiliência e muita gana.

Na região bragantina, é o All Fight For All  que representa o Hardcore melódico com vigor e determinação, confiram o disco dos caras.

O Livro Amarelo do Terminal – Vanessa Barbara – Um pouquinho do Tietê

Curiosidade é algo nato do ser humano, mas imaginem saber a respeito de milhares de pessoas que circulam no terminal rodoviário gigantesco, de uma das maiores cidades do mundo.O terminal Tietê é imenso e até tem vida própria, com personagens pitorescos do cotidiano.Seguindo este raciocínio, a monografia do curso de jornalismo, que tornou-se, O Livro Amarelo do Terminal  da Vanessa Barbara.

Onde as vidas confundem-se com a construção do Terminal Tietê, estórias e causos, de norte a sul do país, que se perdem no tempo, dentro do amontoado de pilastras de concreto.

Histórias de funcionários: Cintia, Rosangela, Marcos, ‘’voz mais bonita do terminal’’, Augusta (que limpa os banheiros e corredores e fica no balcão de cobrança do banho) e vários outros funcionários que surgem no livro.Pessoas que aguardam ansiosamente embarque para suas cidades distantes.Um misto de ansiedade, frustrações  e felicidade.

O Livro Amarelo do Terminal  da Vanessa Barbara é um aglomerado de belas estórias.Uma coletânea de crônicas e impressões da autora, durante seu período de pesquisa no Terminal Tietê, no início dos anos 2000. Uma epopeia seguida de relatos de funcionários, passageiros, motoristas, antigos jornais e documentos sobre o terminal rodoviário.

vanessa barbara

FICHA TÉCNICA:

Título: O Livro Amarelo do Terminal
Autor: Vanessa Barbara
Projeto gráfico: Elaine Ramos , Maria Carolina Sampaio
Coordenação: Cassiano Elek Machado
Revisão: Raul Drewnick, Regina Pereira
Editora: Cosac Naify
Ano: 2008
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 254 páginas
ISBN: 978-85-7503-236-7
Papel e impressão (miolo): Papel copiativo e copel amarelo
Peso: 230g
Dimensões: 210mm x 140mm

Carbo – The In-Between, stoner/heavy rock direto de Volta Redonda(RJ)

“‘The In-Between’ é o primeiro disco cheio da banda. Veio mostrar que uma banda de 7 anos de vida, não brinca na hora do trabalho.Sonoridade remete a banda dos anos 70, mas com uma boa dose de stoner, na linha do Nebula e Monster Magnet. Muitas canções são antigas e ganharam novos arranjos sob a atual formação.

Carbo é um power trio composto por Leonardo Moore (guitarra e voz), André Leal (bateria) e Maria Mergener (baixo/voz). A banda é de Volta Redonda (RJ) e traz influências de psicodelia e hard rock ao stoner/heavy rock que marca o novo disco, The In-Between, e também o vídeo clipe lançado em 2016 para o single Mama.

The In-Between é um disco muito bom, com uma capa incrível e com o belo e velho som de fuzz, aquele mofo que faz bem à saúde.Tirem as naftalinas aí do player e ouçam o Carbo, fica a dica desta raposa amante do bom e velho fuzz face.

 

Rock baby: Churumi, Embrião Collacto e Congada na tarde de domingo

Domingão de sol e uma turma muito animada se reunia no palco 2 em frente a prefeitura da querida Bom Jesus dos Perdões, cidadezinha mais ou menos pacata no interior de São Paulo e claro para quem não sabe, também é a sede da equipe Duofox 😉

Através de um projeto colaborativo dos artistas da cidade, o palco foi montado e a música rolou.

Um sol da porra, mas a galera não desanimou, conciliando sombra e assistindo as bandas mandarem muito bem.

Quem iniciou aquecendo a galera foi o trio Albatroz (Diego, Diegão e Macabro – sim tem dois caras com nome igual na banda), no melhor estilo power violence, dando vários berros e deixando o tiozinho da congada sem entender nada.

Na sequencia o Crasso Sinestésico, banda que já começou a criar raiz na cidade do padroeiro entrou com o post-punk e aquele rockão de garagem. O som ficou mal equalizado, deu vários ruídos, mas isso não fez com que os caras não tocassem pra valer. O duo do Crasso Sinestésico, sempre apresenta material novo pra galera nos shows, por isso quem tiver oportunidade confere porque sempre rola coisa nova 😉

Os dinossauros do rock, Embrião Collacto (o nome que sempre sai errado nos cartazes) chegaram quebrando baqueta, esse trio levantou ainda mais a vibe da turma rock’n roll. Tudo em ambiente familiar.



 Pra fechar os sons autorais, entrou o Churumi, a banda que quem vos fala é tiete, os caras são carismáticos. Macabro sempre comedido e Diegão com seus óculos estilo Ran-Xerox. A banda mandou as letras que já foram decoradas pela galera, como Dona Maria, formando um modesto coro nos refrãos.



A quinta banda mandou vários covers muito bem tocados e muita presença de palco, os meninos da New Band, subiram e não fizeram a galera perder o pique.



RND entrou e eu me senti velha pra cacete, pois é, as crianças continuaram a nascer depois de 1986. Era uma molecada que tocava bem pra … (chega de palavrão), mas você vai entender o que eu quero dizer, as meninas afinadas no vocal e os meninos mandando muito bem sem trastejar e sem perder o ritmo.



Fora que o mestre de cerimônias foi ninguém menos que Zizo Lino, além de fazer malabares e animar a festa, que ficou ainda mais bonita com a presença deste ilustre palhaço.

Ah, no sábado ainda rolou um livepaint com a galera do grafitti no muro ao lado da prefeitura, foi muito lindo, quase chorei.

Se você teve a oportunidade de curtir os sons, sabe exatamente do que eu falo, pra quem não curtiu, fica alguns vídeos e claro também fica o convite para galera conhecer a cidade onde Jesus anda perdoando muita coisa, aqui tem congada, festa típica e mas também tem muito rock, porque também é cultura.