BRECHÓS: mudança de cultura e potencial de negócio

brechós - mudança de cultural e potencial de negócio

Já ouvi muita gente dizer que roupa de brechó é roupa de defunto, entretanto com mais de 12 mil brechós espalhados pelo Brasil essa história de defunto e roupa usada fica mais pra lenda urbana.

brechós - mudança de cultural e potencial de negóciobrechós - mudança de cultural e potencial de negócio

Já faz um tempão que prometi falar um pouco sobre comportamento e moda. Demorei um pouco, eu sei, mas o objetivo é não deixar de perder a característica cultural do blog. Enfim, o primeiro artigo de moda e comportamento do Duofox.

Espero que gostem!?!?!

Conheci os brechós há uns 10 anos aproximadamente. E apesar de demorar a admitir, é um excelente investimento pra quem gosta de imprimir a própria identidade no jeito de se vestir. E quem diz que no brechó não da pra ficar na moda, precisa explorar mais a criatividade.

O vintage, por exemplo, é um estilo que caiu no gosto de muitos fashionistas, e dá pra adquirir um guarda-roupa bacana sem precisar recorrer às boutiques.

Números e o negócio


De acordo com o DIC (Diário Comércio Indústria e Serviços) até setembro de 2014, o número de brechós chegou a 12 mil no país, o que representava R$ 3,6 milhões ao ano, conforme com o Sebrae.

Os brechós representam não só um negócio rentável, mas também a possibilidade de manter o guarda-roupa sempre renovado, pelo menos, para as mulheres. Sapatos, bolsas e roupas femininas, são os itens que dominam as prateleiras no segmento.

Mas além do “R” de renovação, podemos incluir outros 3 “R’s” – reduzir, reutilizar e reciclar. Essa conscientização de muitos consumidores permite crescimento do negócio e aproveitamento de peças que em muitos casos nem foi utilizada. Eu mesma já fui a muitos brechós e adquiri peças ainda com etiqueta da loja.

Colocando ordem na casa


Há alguns anos os brechós faziam jus a fama que tinham. A maioria era bagunçado, as peças eram detonadas e sujas, um verdadeiro caos, demorava-se às vezes horas pra achar alguma coisa num amontoado de peças, que ameaçavam cair sobre nossas cabeças e no final saíamos com as mãos abanando.

brecho_antes_depois_duofox

Hoje o cenário é mais tranquilo, muitas peças passam por triagens, são lavadas, higienizadas, pequenos consertos são feitos e as peças vão para os cabides mais bem apresentáveis.

A organização também tem mudado, claro, nada comparado a uma loja de peças novas, contudo existe uma organização que segue uma lógica comum dentro dos brechós. Peças femininas, masculinas e infantis têm seus devidos lugares, assim como peças de decoração à venda que dão charme ao ambiente.

Luxo ao alcance dos bolsos?


Investindo alguns milhares de reais, alguns empresários apostam nos brechós de luxo. Lojas com peças de marca, marca mesmo, Chanel, Dior, Tiffany, entre outras. E por algumas notas de R$ 100, você pode ir pra casa com uma bolsa Chanel usada.

Particularmente acredito que os brechós de luxo são “filhos bastardos” desse segmento de peças seminovas. O legal de um brechó é você entrar, “garimpar” e levar uma peça ou objeto bacana por um valor que esteja no seu bolso e não no seu cartão de crédito.

A popularização desse segmento, o torna muito explorado e a ideia principal se perde num emaranhado de compra e venda. Mas como todo negócio, alguém ganha e alguém perde!

Brechós no mundo virtual


Se você ainda está na dúvida do futuro e sucesso desse segmento vale lembrar que tem dado tão certo que é possível encontrar e-commerces. Para quem gosta do garimpo on-line é uma boa alternativa, pois esses brechós virtuais oferecem ainda, a possibilidade de parcelar as compras.

Existem alguns e-commerces conhecidos como Enjoei, Pegueibode, Reciclaluxo, Quase Novo, Adoro Brechó, Light In The Box. Já adianto que na maioria, os preços são de assustar, e muitos entram no conceito de brechó de luxo, mas se você não conhece, vale uma “espiadela”.

Reforma geral


Se você quer deixar a peça mais autêntica e com cara de nova, vale investir na reforminha!

Quando vamos a um brechó vale usar a criatividade para escolher as peças e visualizar o potencial que aquela peça tem a oferecer. Muitas vezes aquele buraquinho ou tamanho maior pode ser resolvido com alguns apliques ou ajustes.

A dica de ouro: Quando vou ao um brechó busco por estampas e cores que me agradem e tecidos de bom caimento. Depois de achar eu analiso se vale uma reforma. Já consegui peças muito bacanas por preços estupidamente baratos.

E isso vale para objetos de decoração, ou seja, uma pintura, um pouco de tecnologia super bonder e uma boa esfregada faz daquele objeto empoeirado o seu “mimo”.

E aí galera, curtiram as dicas??? Querem saber mais? É só comentar no nosso blog e compartilhar essa ideia!!

Fim de Semana HC com Garage Fuzz, Againe, DOD, Betterman, Churumi e Crasso Sinestésico

betterman_duofox

Garage Fuzz e Againe no Centro Cultural São Paulo

Sábado, 21/02/15 dia agradável, sol bonito e show incrível pela frente. A vontade de assistir estas duas bandas: Againe e Garage Fuzz já era antiga. Mas desta vez deu certo.Againe começou a noite com alguns clássicos como “Eu queria” canção magnífica da banda do EP Sem açúcar, que dispensa qualquer apresentação. O Againe é uma banda formada em 1995, clássica do HC paulistano, que tocou canções de todas as fases da banda.

againe_duofox

Mas na sequência seguida os santistas do Garage Fuzz arrebentaram literalmente, com canções do seu primeiro álbum, “Relax in Your Favorite Chair”, que foi relançado em LP.Indescritível o show do Garage Fuzz, um dos melhores que já pude assistir. Bateria perfeita e conversa das duas guitarras não tem palavras para descrever.

garage_fuzz2_duofox
garage_fuzz_duofox

Dance of Days, Betterman, Churumi e Crasso Sinestésico no Zebra Bar

Domingo, 22/02/15 tarde ensolarada, parecia que o asfalto iria desmanchar. Não só desmanchou, como aconteceu um terremoto na Vila das Palmeiras, ocasionado por ondas sonoras enviadas pelas bandas, movendo as placas tectônicas. Graças ao Guilherme e ao Zebra Bar, tivemos um festival excelente. Com infraestrutura digna de pequenos festivais. Teve início no fim da tarde com o duo Crasso Sinestésico, embalado no pós-punk garageiro, cheirando a mofo do Fuzz envenenado.
crasso-sinestesico

Na sequência, Churumi, duo que toca um Punk excepcionalmente engraçado e singular. A Laja Records está perdendo um bom partido, já tem produtores de olho nestes caras.

churumi_duofox

Betterman, que show incrível!!!Guitarras com timbre magnifico, backing vocals afinados, o que mais podemos esperar de uma banda de HC, dispensa qualquer comentário. Ainda veremos o Betterman tocando junto com Garage Fuzz. Já conheço pessoas fazendo promessas…

betterman_duofox


Dance Of Days, Nenê Altro e sua trupe incendiaram Bom jesus dos Perdões com clássicos e mais clássicos. Fecharam a noite com canções do Lírios aos anjos, Coração de Troia, História não tem fim etc. Foi bonito, havia tempos que não víamos tantos amigos reunidos, Punk é isto, acima de tudo união. Memorável…

danceofdays_duofox

A video posted by Felipe “Gila” (@eugila) on

Georges Simenon, Sherlock Holmes à moda belga

Simenon_duofox

Simenon_duofox

Embora tenha nascido em Liège, na Bélgica, em 1903, Georges Simenon deve ser considerado tão francês quanto Balzac, Victor Hugo ou Sartre. O próprio André Gide, na época de surgimento de Simenon chegou a apelidá-lo de o “Balzac de Liège”, tamanha a força de suas obras.

Berço literário da época, a França acolhia artistas de diversas partes do mundo, o que não foi diferente com o jovem Georges Simenon, que com 19 anos, resolveu se aventurar pelo país que usaria de laboratório literário para sua vasta obra.

Georges Simenon era um escritor prolífico.

 Segundo Pierre Assouline, biógrafo do autor, o belga escrevia horas a fio. Chegava muitas vezes a concluir um romance em apenas uma semana. Em uma passagem, produziu uma novela em pouco mais de 25 horas.

Ainda com relação ao seu processo criativo, cabe citar um fato curioso, que ocorreu quando a secretária de Simenon recebeu uma ligação do grande cineasta Alfred Hitchcock. A resposta dela ao grande mestre do cinema foi bem educada, algo como: “No momento ele está ocupado, acabou de iniciar um romance.” A resposta de Hitchcock foi ainda mais absurda. “Tudo bem, eu espero.”

Simenon_meio-duofox

Os recursos narrativos de Simenon

Com relação aos recursos e elementos narrativos, Simenon não costuma inovar. Seus textos se assemelham muito com relação às tramas e cenários.

Em compensação, nada se iguala a capacidade de recriação de atmosferas, na análise psicológica e no estudo dos aspectos sociológicos das personagens.

Para um leitor já acostumado aos livros de Simenon, é possível perceber o estilo e sua habilidade em descrever sensações, construir diálogos enxutos, quase sempre os unindo a metáforas discretas.

Simenon_poltrona-duofox

Maigret, Holmes ou Poirot?

Mas não há como falar da literatura de Simenon sem falar de seu personagem, o comissário de polícia, Jules Maigret, que foi o responsável por colocar Simenon num pedestal.

Diferente de seus “companheiros de profissão” Sherlock Holmes, de Conan Doyle e Hercule Poirot, de Agatha Christie, Simenon não fez de Maigret um gênio.

A figura de Maigret é a de um homem de verdade, e surge na cena policial como um personagem de oposição humanamente “real”, pois a vida que leva é realmente a de um homem socialmente comum. Ele tem uma esposa, algo raro na literatura policial, trabalha na polícia judiciária francesa, seguindo as regras da corporação, não costuma andar armado e muito menos tem agilidade para aplicar golpes de judô em algum criminoso.

Esse conjunto de aspectos faz de Jules Maigret um personagem único na literatura policial. A escola da literatura policial européia teve outros nomes e personagens que significaram alguma coisa dentro do gênero, porém, nenhum deles atingiu o patamar que Maigret.

Cosmogum – A regra de 3 de como se fazer boa música

cosmogum2

Entrevista com Eddu Ferreira, multi-instrumentista, compositor e letrista do Cosmogum.

1-O Soul tocado pelo Cosmogum tem outras influências?

O Cosmogum definitivamente é uma banda que escuta muita coisa diferente e nem é nossa proposta fazer o soul clássico, puro. Cada um tem uma formação musical diferente, isso acaba influenciando de diversas formas. A música eletrônica e de experimentação tem espaço importante. Ao vivo faço bastante manipulação eletrônica nos vocais, com uso de loops, efeitos em tempo real e sintetizadores. Além do soul e de diferentes vertentes do rock, escutamos bastante música instrumental, rap, música africana, jamaicana, brasileira e jazz, sempre.

 

2-Vocês transitam entre o Rock, Soul, Motown, como vocês enxergam o Rock neste caldeirão de influências?

O Cosmogum tem sua origem em uma banda de rock, o Minnuit que esteve em atividade entre 2004 e 2011. Na formação final estávamos já Sam Tiago (bateria), Luiz Junior (baixo) e eu, caminhando para o que veio a se tornar o som que fazemos hoje. O rock tem esse papel de lugar base, mesmo que não esteja sempre aparente, algum elemento sempre vai fazer referência a ele porque é uma linguagem natural quando nos juntamos para tocar.

 

3-O apartamento 603, qual é a história deste apartamento que leva o nome do EP?

603 é o número do meu apartamento no centro de São Paulo, onde as ideias do Cosmogum começaram a nascer e a tomar forma. O EP foi todo produzido e gravado lá, os vocais, guitarras, baixos, pianos e sintetizadores, com exceção da bateria, gravada nos nossos amigos do FlapC4, onde o material também foi mixado (Luis Lopes). A masterização foi feita em Seattle, no Black Belt Mastering (Levi Seitz), e ficamos muito contentes com o resultado, e com todo o processo desde o início. Ter a possibilidade de chegar no resultado que tínhamos na cabeça gravando em casa, em um ambiente em que o tempo era um aliado e não um vilão foi um trunfo. Várias ideias vieram de jam sessions e de momentos muito espontâneos, que não aconteceriam do mesmo jeito em estúdio com hora marcada.

 

cosmogum-banda
Foto por: Moah Buffalo

4-O que significa “o EP tem como temática o tempo em suas diversas formas.”?

Todas as músicas falam sobre o Tempo, mas de formas diferentes, ou considerando o tempo a partir de outros pontos de vista.Há citações a elementos que vão desde a correria do dia-a-dia, ou a simples passagens de tempo, até outros tipos de valores que damos a ele, como em Mocape, “eles vão querem comprar o seu tempo, sua força, seu riso. Isso não dá pra aturar, nem pra trocar por qualquer benefício”. Conto dos Cantos Mais Antigos faz menção a uma história de outro tempo, uma lenda de criação do mundo, da relação entre o céu e o mar.“isso me lembra aquela história quando o céu, sorriu para o mar e disse: eu não vou até lá”. De Saturno é um eterno loop, um tempo que se repete e engole tudo, fazendo referência ao planeta e ao mito do deus romano Saturno, o senhor do tempo, que fala sobre uma vida cíclica. Na verdade, no mito, Saturno devora seus filhos por medo de perder seu lugar. Na música, a frase “o mundo engole o tempo” se repete até virar uma coisa só, um mantra que acaba como começa. Iroko faz referência ao orixá que tem esse nome e também atende pelo nome Tempo. Ele foi a primeira árvore plantada e pela qual todos os Orixás desceram à Terra. Ele é a representação da própria ancestralidade. Além da própria Questão de Tempo, última música, que já deixa isso mais claro até no título rs.

5-Quais são as dicas para quem está começando?

As dicas para quem está começando são as mesmas para quem já começou: FAÇA, continue fazendo e faça de novo.Se organize, junte pessoas que te inspiram ao seu redor e faça o que tenha vontade.

6-Diga alguns sites, livros, bandas e filmes que vocês tenham visto, lido ou ouvido atualmente?

Vão aqui alguns links de sites, iniciativas, grupos de pessoas que curtimos e achamos que vale a pena dar uma vasculhada para descobrir mais:
Beatwise Recordings
Ideafixa
Estúdio FitacrepeSP
Submarine Records-Norópolis
Fluxxx
Casa do Mancha
Alt – Gente torta música errada
Happy Body Slow Brain
Hiatus Kaiyote
Sound Colour Vibration
Okay player
Afro Punk
Afrohooligans
Baoba Stereo Club

Conheça mais sobre o Cosmogum:
Fanpage no Facebook
www.cosmogum.bandcamp.com
www.youtube.com/cosmogum


A essência do mundo e o porn de Henry Miller

Miller 03_duofox

Comparar a obra de Henry Miller (1891-1980) com a de outros escritores americanos chega a ser uma covardia.

Autor de romances, ensaios, relatos de viagens e considerado pela crítica como filósofo e crítico do mundo, Henry Miller extrapolou as formas e abalou a cena literária em uma época em que autores da estirpe de Hemingway ainda produziam.

Pode-se dizer que a história da literatura foi alterada com o surgimento do gênio Henry Miller, que enxergava o mundo como uma gigantesca bola de hipocrisia, e o tempo, como um tumor maligno que consumia o homem.

Marcado por uma época em que escrever era “fácil” e ter a obra reconhecida era uma árdua tarefa, sua obra foi severamente perseguida pelas autoridades de diversos países, a censura parecia sua sombra.

Mas qual o motivo de tanto alarde? Seus textos eram considerados imorais, obscenos e pornográficos.

Na realidade, Henry Miller era um escritor original. Possuía uma visão ampla do mundo, e seu pensamento com relação ao caráter humano era transparente, cru. Seus livros são verdadeiras autobiografias onde ele retrata o homem como um homem, na crueza do termo.

O seu reconhecimento como autor “pornográfico” surge pela exposição que faz de si mesmo. Narrar suas aventuras sexuais, artísticas e literárias, de forma direta e despida de qualquer pudor, chocava a muitos. Além do mais, durante grande parte da história da humanidade, o amor era tido como algo sublime, elevado ao mais alto grau de pureza, e misturá-lo ao sexo era o pior dos delitos.

Atualmente reconhecemos o direito do sexo unido ao amor e vice e versa. Henry Miller, porém, radicalizou ao tratar em seus textos, do sexo puro, sem uni-lo ao amor. Foi nesse ponto que o autor se jogou contra a sociedade e seus tabus.

Miller 01_duofox

Suas obras mais conhecidas são os Trópicos de Câncer (1934) e Capricórnio (1939), onde Miller retrata diferentes fases de sua vida, e a trilogia da Crucificação Encarnada: Sexus (1949), Plexus (1953) e Nexus (1960), que são antes de tudo, verdadeiras obras de arte do pensamento moderno.

Em textos sempre de cunho autobiográfico e que abordam temas diversos, desde aventuras sexuais sem pudor a debates filosóficos e religiosos, Henry Miller mostra a razão pela qual, durante muito tempo, teve sua obra proibida também nos Estados Unidos. Mostra também, acima de tudo, por que é um dos mais polêmicos escritores que o mundo conheceu.

O que rolou no primeiro aniversário do Raro zine!!!

Fomos convidados para festa do Raro zine, projeto do nosso amigo German Martinez, que acompanhamos desde o início. Algo que começou pequeno e tem tornado-se referência em vários circuitos do rock. A tarde começou agradável, com o a presença de I am the sun, Stoner Rock bragantino? Sim Bragança Paulista tem Stoner, que Nenê Pister o diga. Aquela bateria pesada que você ouve no Kyuss e diz “Incrível”. Além das canções da banda, tocaram Queens of The Stone Age e Red Fang, dispensa qualquer comentário.

iamthesun-duofox

Na sequência Betterman com HC melódico bonito de se ver, as guitarras sincopadas e numa sincronização de dar inveja a muita banda que faz este tipo de som.

betterman-duofox

Estteio veio com HC na linha da Dischord, lembrando Jawbox, Dagnasty e Jawbreaker.
Show de instrumental e performance destruidora, showzaço!!!

esteio-duofox

Fechando esta festa bonita, o incrível Quenga Mor, Punk rock da cidade de Socorro, com influências que vão do Black Flag a Tião Carreiro e Pardinho. Descontraídos e divertidos, o Quenga Mor faz aquele Punk 77 que todos gostam e poucos fazem, por ironia do destino tocarão no 3º Moagem Rock Festival dia 14/03.

quengamor-duofox

Para finalizar, foi uma noite divertida, com bandas ótimas e pessoas se divertindo, receita daquele bolo de laranja da vovó, que sempre funciona. Agradecemos ao German, não só pela amizade, mas por este festival do aniversário do Rarozine que foi ótimo e de custo popular, onde  qualquer pessoa pode se divertir com pouco. Aguardamos o próximo ansiosamente. Parabéns a organização do festival e a Casa das Mangueiras.

Moby Dick, uma metáfora da busca pela perfeição

duofox-mobydick

duofox-mobydick

Pouco tempo antes de sua morte, em Setembro de 1891, Herman Melville não passava de uma névoa no universo literário americano. Segundo dados biográficos, poucas pessoas fora de seu convívio social tomaram conhecimento de seu falecimento. Entretanto, Melville, assim como Hemingway, Jack London e tantos outros escritores, teve uma vida marcada por aventuras e experiências únicas, que refletiram indiscutivelmente em sua obra.

Foi das inúmeras viagens a bordo de navios baleeiros que Melville fez nascer sua mais brilhante obra, e um dos maiores romances já escritos até hoje, que se destaca pelos temas que levam os leitores a uma série de reflexões filosóficas, religiosas e sobre a condição humana.

Obra prima da literatura norte americana, Moby Dick narra a trajetória do capitão Ahab e sua tribulação, a bordo do baleeiro Pequod, à caça da baleia branca, Moby Dick. O enorme cachalote branco, que domina as profundezas marítimas, é uma metáfora da busca pela perfeição, conhecimento e ponto central de diversos simbolismos. A longa epopéia pode ser lida como um grande documento filosófico e também um imenso relato da tragédia humana.

O capitão Ahab, que comanda o Pequod, é um personagem duro, profundo e cheio de heroísmo, mas sua obsessão e sede pela captura de Moby Dick o transformam em um homem ainda mais brutal e insano, e à medida que a narrativa avança vamos sendo apresentados a um dos mais intrigantes personagens da literatura mundial.

William Faulkner afirmou certa vez: “Moby Dick é um livro que eu gostaria de ter escrito.” Com grande veemência, Faulkner apontava Moby Dick como uma narrativa de tamanho descomunal. Tão grandiosa é a obra que, após sua leitura, boa parte dos leitores tende a se sentir exausto, como se tivesse acabado de enfrentar uma enorme baleia.

Não é risco algum dizer que a leitura de Moby Dick é obrigatória.

Embora seja um longo romance, beirando as 600 páginas, o embate entre o bem e o mal, o duelo entre o homem e a natureza, a luta entre filosofia e religião, a profunda amizade entre os marujos, a obstinação do capitão Ahab, e as discussões sobre a essência da vida, com certeza valem a pena quando nos deparamos com um dos maiores romances do século XIX.

Hal Lasko – O mestre do Microsoft Paint

lasko_duofox

 lasko_3

Não importa se você utiliza a última versão do Adobe Illustrator, Photoshop, Corel Draw ou similar. Vivemos uma época em que os conhecimentos para manipular os softwares (editores de imagem e vetorial) são mais importantes que o talento. No entanto manipular um software, não é o mesmo que pensar um logo, esboçar uma peça publicitária ou até mesmo um layout para um site com lápis e papel.

lasko_2

Hal Lasko, começou como um designer gráfico, trabalhando nas forças armadas com criação de mapas durante Segunda Guerra Mundial. Depois de sua carreira militar, ele trabalhou em projetos criativos e tipográficos de diversas empresas e se aposentou da American Greetings na década de 1970. Para ocupar o tempo, pintava em casa para satisfazer seus impulsos artísticos, décadas depois de sua aposentadoria, ganhou um PC antigo e a diversão começou quando Hal Lasko conheceu o MS Paint, depois disto ele não fez outra coisa, senão criar suas pinturas neste pleistocênico software.

lasko_duofox

O trabalho de Hal Lasko mostra que não importa o quanto inovador sejam os softwares, por vezes, voltar ao básico é o melhor caminho para a criatividade. Afinal, um software tão básico como o MS Paint certamente mostra habilidade natural de um artista e talento para fazer algo incrível, reinventando-se com pouco, mais importante do que um software repleto de funcionalidades, mascarando o verdadeiro talento do designer.

Infelizmente Hal Lasko deixou este mundo aos 98 anos no dia 06/07/14, mas sua simplicidade ainda está por aí, para quem quiser aprender que Menos é mais (Dieter Rams). Conheça o trabalho de Hal Lasko.

 

O melhor da verdurada de 01/02/2015

hello-bastards-duofox

A Verdurada é um festival SxE tradicional em São Paulo, realizado desde 1996 no esquema DIY. Ontem, conferimos mais uma edição deste festival, que acompanhamos desde 2002.
Apesar do espaço ser pequeno em relação as outras edições, no geral foi um bom festival, com as típicas banquinhas com material independente, alimentação e água (Incrível!!! Garrafa de água R$1,00, só na Verdurada) a preço de custo. Muitos fanzines gratuitos, sobre veganismo, anarquismo e temáticas relacionadas ao social, graças ao Hello Bastards.

A tarde inicia com XescuroX, com seu Punk/HC sujo destruindo tudo, apesar de problemas técnicos com microfone, a banda mostrou que com os anos de experiência dos integrantes, conseguem contornar com maestria as situações adversas como falha nos equipamentos.
XescuroX-duofox

Em seguida o pós-punk do Cadáver em transe, banda incrível que acabou sendo prejudicada por problemas no equipamento, formada por integrantes do Rakta e Gattopardo, conseguiram levar o show, mesmo com os problemas técnicos.

cadavereemtranse-duofox

Na sequência O Inimigo com aquele som característico Washington DC anos 80, numa levada Embrace, Dag Nasty e Rites of Spring, excepcional. Todos cantando juntos, stage divings e moshs, aquele lance bonito que só o HC tem, dispensa comentários.

oinimigo-duofox

Hello Bastards, além de trazer muito material independente na faixa, fizeram um show incrível, uma apresentação intensa, com paredão do pogo fervendo e canções extremamente velozes. Show de primeira!!!

hello-bastards-duofox


Coke Bust foi invejável, presença de palco mágica, com som redondo, fechou a noite com chave de ouro. Apesar desta Verdurada ter sido muito legal, teve algumas limitações e problemas (falta de espaço, falhas no equipamento de som e discotecagem que não condizia com a sonoridade do festival), vale lembrar o quanto é difícil agradar a todos, em um “festival que era mais fechado e agora está mais aberto”, ressaltando um comentário que ouvimos no festival, de algumas pessoas que não conhecíamos. Aguardamos ansiosos a próxima e mais uma vez agradecemos ao Coletivo Verdurada por organizar um dos eventos de extrema importância e urgência para o estado SP.