Mempo Giardinelli, um escritor argentino que você precisa conhecer

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Escrito em um ritmo vertiginoso e eletrizante, Luna Caliente, de Mempo Giardinelli é leitura obrigatória para quem gosta de suspense e um excelente drama policial. Giardinelli nasceu na província argentina de Resistência, em 1947, e é sem dúvidas um dos grandes nomes da literatura latino-americana contemporânea.

Premiado em diversos países, Mempo Giardinelli dispensa comentários quando o assunto é a escrita. Sua capacidade de criar enredos densos e de crescente suspense é algo que torna suas obras, indispensáveis exemplos de como criar ficção.

Em Luna Caliente, cujo pano de fundo é a repressão ao comunismo na Argentina, conhecemos a história de Ramiro, um respeitado advogado que, depois de muito tempo morando em Paris, retorna à suas raízes, a região do Chaco Argentino, para se estabelecer profissionalmente.

Porém, durante um jantar na casa de Carmem e Braulio, um velho e beberrão médico aposentado, e antigo amigo de seu pai, Ramiro conhece a jovem e bela Araceli, filha do casal.

Esse encontro é somente o ponto de ignição para toda a trama o romance. Uma névoa diabólica e sensual parece envolver a jovem de apenas 13 anos, e que desperta em Ramiro, um homem maduro, uma estranha obsessão, que o lançará num caminho de perdição e loucura.

A narrativa caminha em crescente suspense, alimentada por cenas de sexo cru e violento, alucinações, assassinato e reviravoltas que deixam até mesmo os leitores acostumados com tramas policiais, atordoados, perdidos em um labirinto sem fim.

Por fim, não chega a ser exagero dizer que é impossível ler Luna Caliente e não se sentir sufocado pelo clima quente e sensual que parece saltar das páginas, capítulo após capítulo. Um livro de leitura alucinante e construído de maneira magistral. Certamente uma das melhoras narrativas latinas da atualidade.

Carlos Heitor Cony – Prosa violenta e sem censuras

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Para quem adora leituras rápidas e boas narrativas, a prosa ágil e eletrizante do carioca Carlos Heitor Cony é uma ótima opção.

A Noite do Massacre, romance escrito pelo autor em 1975, foi inspirado em um fato ocorrido na sociedade paulistana durante os anos 1970, em pleno regime militar.

Carlos Heitor Cony foi “intimado” na época, pela produtora Havaí Filmes, a escrever um roteiro que retratasse a onda de violência que crescia e chocava cada vez mais os moradores dos bairros mais nobres de São Paulo.

O roteiro, filmado sob o título de Paranóia, ganhou vida nas telas com grandes nomes do cinema, como Norma Bengell, Lucélia Santos, Anselmo Duarte e Nuno Leal Maia. Quem dirigiu esse elenco foi Antônio Calmon, grande nome do cinema brasileiro.

Apesar do filme, o romance é sem dúvida algo a ser apreciado, degustado e lembrado como uma grande narrativa de violência e um verdadeiro drama social.

A história gira em torno da rica família Caseli e do grupo de bandidos liderado por João Sereno, um sujeito com intelectualidade suficiente para planejar algo perfeito: Assaltar a residência de Marcelo e Sílvia Caseli, um casal que, apesar da aparência de convívio perfeita, vivem uma relação de hipocrisia e intrigas. O plano dos assaltantes é muito bem arquitetado, porém, imprevistos surgem, e acabam fazendo com que percam o controle da situação, transformando assim, o mero assalto, num grande conflito repleto de reviravoltas.

Construído em um ritmo que lembra um roteiro de ação, Cony não abre mão de seu estilo inconfundível, o de ir direto ao ponto. O autor desenvolve a narrativa até transformar o leitor em refém. Com frases secas e trechos sem pudor, a tragédia se torna um dos melhores romances da época da ditadura militar.

Uma obra social, moral e repleta de violência.
Para definir o livro, somente uma frase.
Uma narrativa de incidentes trágicos e extrema violência.

Chet Baker – a lenda do Cool Jazz!!!

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Chet Baker é uma figura lendária dentro da história do Jazz. Apelidado em sua época de Miles Davis branco, Chet Baker é um dos principais músicos do cool jazz, conhecido também como West Coast Jazz, estilo que desfilou pela atmosfera quente da Califórnia em meados dos anos 1950.

Por mais introspectivo e contido que seja, enquadrar e associar o cool jazz como uma espécie de jazz “frio”, sem swing ou mesmo sem alma, é quase um sacrilégio. Chet Baker e outros músicos de sua época, como Gerry Mulligan, Miles Davis e Stan Getz, deixaram um legado grandioso, com gravações cool de ritmos ágeis e intensos solos sincopados, que são verdadeiras obras-primas do Jazz moderno.

Como em toda história da música, não diferente no jazz, a figura do músico e sua vida é extremamente importante para tentarmos decifrar sua música, embora no caso de Baker, essa seja uma árdua tarefa.Dono de um rosto belo, uma espécie de James Dean, Chet Baker era um elegante jovem com um talento excepcional no trompete e dono de uma voz doce, suave e que influenciou cantores como Caetano Veloso, Gal Costa entre outros.

Durante sua vida, repleta de romances conturbados, encontros com jazzistas famosos da época, como Bill Evans e Charlie Parker, Chet Baker acabou conhecendo, na década de 60, outro universo além do musical. As drogas arrastaram o precoce e talentoso “garoto” para uma experiência que marcaria sua vida para sempre. Seu rosto branco e liso, de feição terna, quase angelical, viu-se de um momento a outro, transformar-se em um rosto duro, cansado e cheio de erosões.

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O próprio Chet Baker, em suas Memórias Perdidas, relata as dificuldades que a heroína, cocaína e outros estimulantes lhe trouxeram, e as atrocidades que cometia e enfrentava para conseguir manter-se vivo e ativo musicalmente.

Os períodos que costumava passar encarcerado, de cadeia em cadeia, as crises de abstinência entre um show e outro e dividas que só aumentavam com o passar do tempo, fizeram com que ele experimentasse o sublime céu da música, e o beco escuro e infernal do mundo das drogas.

Chega a soar estranho dizer que, apesar de todos esses problemas, o gênio Chet Baker ainda conseguia tirar de seu trompete, um som pungente, limpo, gracioso, simplesmente único.

Segundo depoimentos e livros sobre a história do Jazz, a morte de Chet Baker foi e ainda continua sendo um mistério. Teria ele se suicidado? Teria se drogado tanto a ponto de não ter mais consciência e despencar da janela de um hotel em Amsterdã? A hipótese de assassinato chegou a ser cogitada, visto que eram constantes os contatos de Chet Baker com traficantes, cujas dívidas apenas aumentavam para sustentar seu vício desenfreado.

Com essa nuvem de mistério, certo é que, na noite de 13 de Maio de 1988, ironicamente uma sexta-feira, aos 58 anos, a vida de um dos maiores nomes do jazz chegou ao fim. Nunca mais sua voz e o som aveludado, triste e limpo de seu trompete seriam ouvidos nos palcos dos bares, das casas de shows e acima de tudo na vida de seus admiradores e amigos.

A vida de Chet Baker, segundo amigos e sua própria esposa, Carol Baker, foi uma vida intensa.Nas palavras do discógrafo dinamarquês, Hans Lerfeldt, Chet Baker teve uma vida marcada pelo mistério. “Ele surgiu para nós como um mistério e foi-se como um mistério.”

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Para quem quiser saber mais sobre o universo do Jazz e a vida de Chet Baker, segue abaixo alguns links:
Memórias Perdidas. Chet Baker, pela Zahar Editor, 2002.
Todo Aquele Jazz de Dyer Geoff, pela Companhia das Letras, 2013.

Não percam o 1º Sarau Literário do Coletivo Quatati

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Sábado, dia 28 de março, a partir das 15:00h, na Câmara Municipal de Atibaia, ocorrerá o I Sarau Literário realizado pelo Coletivo Quatati. O evento é aberto a todos os interessados em divulgar seus trabalhos poéticos. Basta chegar ao local, inscrever-se na hora e recitar a sua poesia para o público. Todas as pessoas que declamarem seus textos ganharão um certificado de participação. Haverá sorteio de livros entre todos os presentes. Nesta data, também será homenageado o poeta Nélson de Souza, pelo conjunto de sua obra literária.

Fantasma do Condomínio – Um ótimo livro de contos, confiram!!!!

Fábio Siqueira do Amaral é uma mente inquieta, sempre escrevendo poemas, romances, contos, trovas ou peças. Se alguém pode enganar o tempo, esta pessoa chama-se Fábio Siqueira do Amaral, consegue enganar todos com sua mente jovem, que nunca entrega sua verdadeira idade. Ator perfeccionista, formado em Artes Dramáticas, na Escola de Arte Dramática – Universidade São Paulo.

Escreveu os livros Os Eternos Clones, O Fascínio do Mal, Contos de Desencontros, Foi a Brisa ou o Luar, Ricos Poderosos Assassinos e o mais recente O Fantasma do condomínio, um livro de contos com inúmeros destaques: Relógio, Presente Adequado, Compleição enrustida e Chuva de merdeóritos são alguns destes destaques. Onde adquirir?

https://www.facebook.com/pages/Contos-de-Desencontros-Livros/848471965167993?ref=hl
https://www.facebook.com/fabio.siqueiradoamaral?fref=ts
http://www.fabiosiqueiradoamaral.com.br/

3º Moagem Rock – Festival de Rock para todos !!!

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Neste último sábado 14/03 ocorreu o 3º Moagem Rock, para felicidade de todos foi uma noite sem chuva e repleta de bandas ótimas. O Moagem Rock tem sido realizado sem nenhuma iniciativa pública ou incentivo cultural, é a terceira edição e continua sendo realizado no velho esquema de faça você mesmo. E neste festival foi comemorado o primeiro aniversário do Duofox, com sorteio de camisetas e canecas do blog. Além do Flavio Hubner(SL40) ter colaborado com equipamento de som, o Eduardo Franco de Camargo (Professor Duda) trouxe fotografias antigas de BJP, para decorar o Moagem Rock que iniciou a noite com Crasso Sinestésico, espalhando o cheiro de mofo do big fuzz por toda multidão. Destaques para canções Água adocicada e Tudo que aprendi com o Fugazi:

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Foto: German Martinez

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Foto: German Martinez

Na sequência Flávio Hubner do SL40, apresentou um projeto solo com uma pegada bem visceral, destaques para Eu Não Tenho Senhora e Maranata

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Sinal Red, pedrada cristã na testa dos preconceituosos, a banda de Wallace Ferreira não só fez um show transcendental e pesado, como executou precisamente as canções, para todos que gostam de new metal, não deixem de acompanhar o trabalho destes caras.

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Damiantoni multi-instrumentista, talentoso e perfeccionista não só tocou canções incríveis do seu novo disco, como presentou à todos com este. Sem palavras…

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Churumi, punk old school, pesado, divertido e imaculado. Destaques para Dona Maria, Emometal e Sou banguelo mas tenho patinete.

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Quenga Mor, tocou um punk 77 cheio de energia, foi uma das principais atrações do festival.

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Projeto Trator, meio Sludge meio Stonner, destruiu tudo, se o Crasso espalhou o cheiro de mofo, o Projeto Trator sujou o ar com fumaça sabbatica e riffs ganchudos. Destaques para Rua das 7 facadas, Fazer nada e cover do Violeta de Outono.

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Mais uma vez agradecemos as bandas e todos envolvidos por participar de algo tão bacana em uma cidade desprovida de eventos culturais para jovens e adolescentes. Que venha o 4º Moagem Rock

A Arte de trollar: Releitura ou trolagem?

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Salve Duofoxers de plantão! Hoje o post é estilo “express”, então passa o dedinho da tela touch ou rola a barra de rolagem do mouse, que são menos de 5 minutinhos de entretenimento e claro, informação….

Um storytelling de entrada….

Essa semana estava eu… livre, leve e solta na faculdade, fazendo uma atividade em sala para a aula de Direção de Arte. A proposta era o seguinte:

Deveríamos utilizar o software Photoshop e criar um cartaz de um evento ou propaganda de um produto, fictício ou não, utilizando com elemento principal uma obra de arte. Como não tinha nada em mente, entrei no “Pai Google” e mandei ver a procura de obras de arte (no final da galeria podem conferir o resultado final da minha atividade).

Depois que terminei, tive a curiosidade de procurar trabalhos semelhantes, eis que chegamos ao foco do post dessa semana.

Os trabalhos acabam sendo releituras de obras famosas com um toque de humor e até crítica de um determinado assunto.

Resultado de uma equipe de profissionais ou de uma mente brilhante é certo que garante no mínimo surpresa e algumas risadas…

Pra entender melhor, confiram a galeria de fotos:

Feira Plana – Evento com material independente de todos os lugares

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Neste último sábado 07/03/15, estivemos na Feira Plana, um evento anual que reúne editores independentes de todo o Brasil desde março de 2012 e acontece no Museu da Imagem e do Som (MIS). Havia material independente de produção punk, fanzines e livros feitos por artistas e designers selecionados pela idealizadora e curadora Bia Bittencourt.

A Feira Plana foi um evento com iniciativa incrível, material muito bom, amigos reunidos e 2 fatores contra. Falta de paciência das pessoas que estavam recepcionando na fila e o espaço com tamanho inapropriado. Centro Cultural São Paulo é uma boa pedida, quem sabe?

O crescimento do comércio editorial independente tem subido assustadoramente, então o que falta para Feira Plana manter-se no céu é um lugar mais espaçoso. Aguardamos a próxima edição desta Feira que é importante para todos que produzem de forma direta ou indireta, material independente.

Sketchbook e Moleskine – Como anda o processo criativo?

Sketchbooks e moleskines presentes no processo criativo

Pode parecer incrível, mas muita gente já me perguntou a diferença entre um sketchbook e um moleskine, e há também quem não conheça o termo “sketchbook”.

Contudo esse texto não é só direcionado para “duofoxers” de primeira viagem, mas também pra quem deseja sempre conhecer um pouco mais desse mundo da criação e entender um pouco do que se passa no backstage do processo criativo. Confira:

Sketchbooks e moleskines presentes no processo criativo

Sketchbook mais que um caderno de esboços


Sabe aquela ideia fantástica que você teve a noite, ou durante o trabalho, ou quem sabe durante uma conversa com os amigos? Pois então, a nossa mente às vezes nos prega peças e “aquela ideia” pode sumir “num piscar de olhos” se não colocarmos no papel. Quem é artista em geral – escritor ou desenhista – sabe disso. E nessa hora que contar com uma ferramenta simples, muitas vezes barata e preciosa garante que a sua ideia não vá para o ralo.

Quem usa, já sabe do que estou falando, e claro, o título também entrega, pois bem, é o nosso querido (pelo menos pra mim…rs) SKETCHBOOK!

A tradução é o menos importante, mas pra quem ainda não teve curiosidade de procurar é nada mais do que um livro de esboço.

Há quem defenda que o sketchbook é mais que um caderno de esboços que você imprime ideias e ilustrações, ele é um instrumento de trabalho pra muita gente. Um desenho despretensioso ou frase jogada no meio das folhas brancas pode se tornar algo tão grande quanto seu criador.

Lá vai um pouco de história minha gente…

Como muita coisa boa na vida, o sketchbook não tem data nem inventor patenteado, mas há registros do uso no século XV por Leonardo Da Vinci – isso mesmo, o cara que pintou a Dona Mona (Monalisa).

Dando um salto no tempo, outro cara que fez bonito na arte moderna, considerado um ícone do movimento cubista, foi Pablo Ruiz Picasso, e adivinha o que ele usava?

Se você quer conhecer um pouco mais do processo criativo e disponibiliza de R$ 120,00 dilmas no bolso pode ficar com uma indicação da Folha de S.Paulo, o livro Sketchbooks – As páginas desconhecidas do processo criativo – Cezar de Almeida e Roger Bassetto.

Um livro que apresenta trabalho de artistas como Mutarelli, Angeli, Titi Freak,Alarcão, Carla Caffé além dos designers Kiki Farkas, Guto Lacaz. Para conhecer um pouco do trabalho “sketcher” dos artistas citados e outros brasileiros, você pode conferir neste link.

A essa altura do campeonato, você deve estar se perguntando se eu tenho algo a dizer sobre a diferença do sketchbook e do moleskine. A verdade que é não dá pra dizer que existe diferença, já que os dois tem como objetivo ser uma ferramenta de criação!

Vamos as explicações e justificativas…

Moleskine® um sketchbook capitalizado


A história do moleskine é um pouco complicada e repleta de lendas. Lembra quando eu falei sobre o Da Vinci e os sketchbooks? Pois bem, o Da Vinci utiliza pequenas cadernetas revestidas com um material preto oleado, que são os…. (complete a frase) moleskines, que por sua vez também podem ser considerados como … sketchbooks.

Os moleskines são pequenas cadernetas de anotação pautadas ou não, em sua maioria com capa preta e elástico para prender as folhas normalmente amareladas.

Essas pequenas cadernetas foram usadas por escritores e artistas como Ernest Hemingway, Van Gogh e  Bruce Chatwin.

Em 1997, numa jogada de marketing uma importadora Modo & Modo de Milão viu potencial em explorar esses caderninhos que estavam quase extintos da face da Terra. Com marketing impecável fizeram uso de histórias reais – as cadernetas que eram usadas por Pablo Picasso e Leonardo DaVinci idênticas aos moleskines.

Utilizaram também a referência feita por Bruce Chatwin em seu livro “O rastro dos cantos”. Ai pronto! Todo mundo queria um moleskine.

E em 2007, a empresa Moleskine SpA tornou-se a detentora dos direitos autorais da marca e também é fabricante de outros produtos da marca moleskine®.

Há quem referencie o moleskine (marca) com o moleskin (tecido), é apenas uma coincidência, o tecido não tem relação alguma com a marca. Entretanto se separarmos “mole” e “skin”, traduziremos para “pele de toupeira”, que de acordo com uma das versões da criação do termo “moleskine” afirma que essas pequenas cadernetas pretas eram revestidas de couro de toupeira. Hoje as cadernetas da marca moleskine® são feitas de material sintético similar a seus ancestrais.

Resumo da novela: O moleskine é um sketchbook. A diferença entre eles é o formato na fabricação.

Quando nos referimos aos sketchbooks, estão intrínsecos a eles, uma infinidade de materiais para confecção assim como em diversos tamanhos e meios de fabricação. A confecção pode ser artesanal (na maioria das vezes) ou em linha de montagem.

Agora quando falamos de moleskine, estão nos referindo a caderneta confeccionada exclusivamente pela marca Moleskine®, que segue alguns padrões de confecção, seja nos tamanhos, tipo de material das folhas, forma de confecção.

Hoje existem outras empresas como a Tilibra, que oferecem cadernetas semelhantes ao moleskine por preços mais acessíveis, mas isso é uma questão de gosto.

Apesar dos moleskines oferecerem diversas vantagens, para artistas que criam desenhos há uma tendência de gostar mais de sketchbooks, justamente pela versatilidade de encontrar ou fabricar caderninhos de acordo com as necessidades de uso.

Eu mesma, uso e fabrico sketchbooks. Acredito que até mesmo a criação de um caderno de esboço faz parte de um processo criativo complexo do artista e vale o investimento de tempo.

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Sketchbook confeccionado com sulfite 120g e outros materiais reciclados incluindo capa de livro velho
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Sketchbooks confeccionados com capas de enciclopédia.

Manoel de Barros é um grande poeta brasileiro, falecido ano passado, no documentário “Só 10 por cento é mentira” que conta um pouco da vida do poeta, mostra também o prazer que Manoel tinha em criar seus próprios livros, uma livre referência a criação de sketchbooks e de como essa ligação entre artista, processo criativo e obra é forte.

Caderninhos - sketchbooks do poeta brasileiro Manoel de Barros

Pra quem gosta de fazer sketchs – prática de esboçar, vale pesquisar sobre o Sketchcrawl, um evento que é realizado em diversas cidades do mundo. Ilustradores e desenhistas vão para as ruas para desenhar. Confira na sua cidade se rola algum evento como esse ou monte um grupo de amigos e saia por ai desenhando, escrevendo, exercitando sua mente.

É através de um sketchbook que podem conhecer um pouco do universo de um artista, e o processo criativo.

Minha gente, chegamos ao fim dessa odisséia de mais de 1000 palavras….

Para toda essa inspiração webwriting deixo aqui meu playlist: Garage Fuzz – Cold and Warm e Soundtrack do filme Drive.

Se você foi um guerreiro e leu até a última linha, mas ficou com dúvida ou não concorda com alguma informação do texto? Comente, dê pitacos. A equipe do Duofox adora uma boa conversa!

Erik Johansson transpõe a realidade com photoshop

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Estas imagens não são animações ou desenhos complexos.O fotógrafo autodidata, Erik Johansson explica em seu site http://erikjohanssonphoto.com/ que “não quer capturar momentos, quer captar ideias.” E bem, algumas de suas ideias são muito estranhas. O artista radicado em Berlim fotografa assuntos diferentes, e depois com a magia do Photoshop, compila em criativos, cenários e situações muitas vezes de outro mundo.

Uma foto pode ser constituída por centenas de imagens diferentes que Johansson mistura perfeitamente sintetizando em uma peça perfeita.

Depois de esboçar e planejando uma ideia, Johansson recolhe seu material, sem o uso de fotografia (ele quer ser criador de tudo sozinho). Em seguida, ele coloca todas as fotografias em conjunto, um processo que pode variar no tempo necessário, de alguns dias a várias semanas. “Esta parte é como um quebra-cabeça”, Johansson escreve em seu website. “Eu tenho todas as peças, eu só preciso colocá-las juntos.”

O resultado são estranhas ilusões ópticas, que desafiam a vida normal.

Este artigo foi adaptado do “Photoshop wizard bends reality with hundreds of photographs” do Mashable.

Confira os trabalhos de Erik Johansson: